Mostrar mensagens com a etiqueta Amor Maior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor Maior. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Eles...

Têm uma relação de amor ódio.
Ele não gosta de grandes abraços (dela)...na maior parte das vezes resulta em mais uma punhada de pêlos dele.
Ela gosta de lhe dar comer à boca. Ele aceita de bom grado.
Ele não gosta que estranhos se aproximem dela e lhe toquem.
Ela gosta de correr atrás dele e atormentá-lo.
Ele corre para ela quando chegamos a casa.
Ela gosta de partilhar o queijo dela com ele e o pão que damos aos patinhos do canal.
Ele mostra-lhe os dentes de vez em quando.
Ela gosta de lhe dar um beijinho de boa noite.
Ele chama-se Yofi ela batizou-o de Yoxi.




Onde está um, está o outro.
No meu coração.
Os meus amores maiores.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Uma questão pessoal

Fiz por acordar cedo.
Ter uns minutinhos para mim.
Beber a minha chávena de café em silêncio.
Por volta das 7:30, quando saí do banho, já a pequena soava no quarto dela. Mamã.
Adeus silêncio.
Descemos, já o pai dela, estava de saída para o trabalho. Demos miminhos uns aos outros. A Lia corria atrás do Yofi, feliz.
Enquanto calçava os sapatos o pai dela diz-me: “falando olhando apenas para o meu egoísmo, agradeço-te de todo o coração tudo o que tens feio pela Lia estes dois anos. Sinto-me profundamente orgulhoso por estares com ela em casa”.
Ele sabe, que apesar de tudo, é o melhor para a menina dele. E eu sei-o também.
Nem todos os dias são fáceis. Há dias que até são bastante difíceis. Esses dias que nos fazem questionar tudo. Esses dias terríveis de batalhas interiores. A maior que tenho travado comigo própria. A certeza que estou a fazer o melhor para a minha filha e a dúvida do que é melhor para mim. E como pode uma mãe optar entre si e a sua cria!?
Desisti, por um grande amor, sem hesitação, de uma carreira profissional em Portugal que me enchia as medidas. Sinto saudades. Muitas. Mas não me arrependo, de todo. 
Hoje tenho mais. Sou mais.
Optei, pelo meu amor maior, não trabalhar o(s) primeiro(s) ano(s). Dedicar-me a ela. A nós. À nossa família. Cada um tem o seu papel.
No primeiro ano não conseguia conceber sequer a idéia de alguém “desconhecido” tocar na minha filha.   
Tem sido um privilégio vê-la crescer tão de perto. Sem pressas. 
Vê-la acordar todas as manhãs às horas que ela escolhe. 
Dormir as sestas que quiser. 
Correr atrás do Yofi no parque, deitar-se na relva e rir à gargalhada. 
Dar-lhe os beijinhos todos que me pede. Não fica sequer um por dar. 
Ver os olhinhos dela brilharem e ouvir os gritinhos de alegria de cada vez que o pai chega a casa. 
Tem sido um privilégio acompanhar tudo de tão perto.
Nem sempre tenho esta clareza e paz de espírito. Que estúpida sou. Que estúpida é esta sociedade invertida em que vivo. Que me quer fazer acreditar que bom seria eu entregar a minha (minha) filha aos 3, aos 6 ou aos 9 meses de idade a uma qualquer instituição para fazer o meu papel.
A mãe dela sou eu. O cheiro que ela quer é o meu. O abraço que ela precisa é este.
Queixo-me. Sim. Queixo-me até de mais. Está-me nos genes. Infelizmente. 
De olhos turvos vejo aquilo que não tenho.
um emprego. mais dinheiro. mais vida social. independência. tempo.
Era eu mais feliz quando tinha isso tudo? NÃO!
Queixava-me. A insatisfação está-me nos genes. Já o disse.
Não procuro verdades absolutas. Esta é a minha e apenas isso.
A minha filha esteve (está) os dois primeiros anos de vida comigo. Têm sido dois anos incríveis.
Cheio de emoções fortes. Mas o que é a maternidade se não for vivida ao rubro.Um dia ri-se à gargalhada outro dia chora-se baba e ranho.
A Lia já esteve na creche (duas manhãs por semana, durante 4 meses). A minha filha não estava feliz. Eu não estava feliz. Ou seria ao contrário. Eu não estava feliz. Sentia-me perdida. Amputada. 
De cada vez que a ia levar ela chorava e eu com ela. Andava sempre doente. Quando a ia buscar chorava de novo, muitas vezes encontrava-a sozinha a brincar.
Diziam-me que ela se habituaria. Diziam-me que era bom para ela socializar com outras crianças. Diziam-me que ficando doente ganhava mais resistência...diziam-me muita coisa para me sossegar o coração.
Mas ele não quis sossegar. Mandei à merda todas essas teorias.
Eles não socializam nada com menos de dois anos ou até com dois anos. Estão curiosos, talvez. Mas não brincam uns com os outros. 
A Lia é uma menina super alegre, curiosa e espontânea. Gosta de dizer olá a toda a gente. Não a sinto menos que os outros meninos que desde cedo andam na creche.
A Lia está bem é com esta mãe, que está bem é com ela.
Sabem-me bem, sim, os minutinhos de sossego enquanto ela dorme. Como me sabe bem saber que sou eu que a adormeço e que a vou acalmar se precisar.Que estou aqui para ela.
Quero começar a trabalhar é verdade. Quero ver gente e usar a cabecinha em outras coisas.
Mas não quero aturar 5 dias outras pessoas que não sejam a minha filha, nem 4. 
A vida muda para sempre desde o dia em que nos tornamos mães. E o estranho seria se assim não fosse. E o estúpido é acreditar que assim o não é.
Queremos igualar-nos aos homens. Competir nesta sociedade venenosa. Provar que somos as melhores. Ter mais dinheiro. Fazer mais coisas.
 E ser? 
Ser mãe? Onde fica no meio disto tudo? Não fica porque é essa a responsabilidade que entregamos e pagamos a terceiros para que o façam por nós.
Primeiro num berçário, depois numa creche, passando para a escola. São sempre os outros e nós (mães) assistimos de camarote dando uma ou outra opinião, batendo palmas ou não.
 Contraditório! Não?!

sábado, 13 de agosto de 2016

13.08

Parece que foi ontem.

Dois anos de ti. 
Dois anos de mim. 
Parabéns meu amor.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A fase mais deliciosa

A nossa Lia fez hoje 23 meses. Muitas foram as vezes que nos dissemos que uma determinada idade/fase dela era a nossa preferida. Mas desta vez repetimos vezes sem conta que ela está deliciosa.
- Dá-nos beijinhos por tudo e por nada (às vezes vem uma palmada à mistura).
- Faz uma boquinha de beijinho que dá vontade de engolir.
- Dá-nos abraços com palmadinhas nas costas e encosta a cabecinha no nosso ombro.
- Sorri para toda a gente, manda beijinhos e faz adeus a quem passa. É impossível não parar e retribuir-lhe.
- Dá five e box a quem lhe pede.
- Ri-se à gargalhada quando brincamos à apanhada ou esticamos as orelhas do Yofi à chinês (não o magoamos, claro).
- É uma maluca no mar ou na piscina (joga-se literalmente de cabeça).
- Descobriu que jogar-se de costas para a relva não magoa e até é fofinho.
- Diz “ião” e aponta para o ar quando passa um avião (e às vezes também o comboio).
- Diz “miau” quando vê um gato.
- Abraço todos os cães e gatos que vê.
- Diz “dói dói” e pede kusje (beijinho) num dedo onde já se magoou há meia dúzia de meses.
- Já sabe que se chama Lia, mas só responde em holandês.
- Fica eufórica quando vê o pai chegar a casa depois do trabalho.
- Vai para a porta e diz “patos” (sapatos) quando lhe digo que vamos passear o Yofi. Tenta também colocar-lhe a trela.
- Diz “Lia slaapa” quando quer dormir ou “Lia drinka” quando quer água.
- Dança ao mínimo som de música.
- Faz olhos de marota e boquinha de espanto quando sabe que fez asneira.
- Diz “cocó” por tudo e nada (acho que é quando faz xixi também).
- Dá-me beijinhos quando me vê enervada e derrete-me o coração.
- Anda com o bebé dela para baixo e para cima, às vezes dorme com ele, dá-lhe o biberão, leva-o a passear, dança com ele, muda-lhe a fralda, despe-lhe a roupa, dá-lhe beijinhos. Às vezes chateiam-se e atira-o para o chão.
- Gosta de se sentar nas escadas e ter grandes conversas, numa língua que não entendemos mas que nos delicia.
- Adora comer sozinha, com as mãos, mas gosta que lhe dê a papa e o iogurte sentada no meu colo.
- Joga a pupa para a cama quando se levanta porque sabe que a mesma é só para dormir. Às vezes não aguenta e durante o dia pergunta-me já a choramingar por ela.
- Adora andar nos escorregas.
- Aponta para todas as barrigas descobertas e diz bebé.
- Também chama bebé a todas as crianças mais novas que ela.
...
E nós andamos assim enamorados por esta pequena criatura, que é o nosso amor em pessoa.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

O melhor de mim

Nasceu há 22 meses.

Neste abraço cabe um amor grande. o Maior. o mais Bonito.
Neste abraço cabe o sentimento mais Sincero.
Neste abraço só uma palavra faz sentido. 
AMO-TE!

domingo, 8 de maio de 2016

Lia

Tu nasceste e uma mãe nasceu contigo. A tua. Eu.
A tua mãe que te ama, assim, perdidamente.
Esta mãe que grita, que chora de neura, que conta (muitas vezes) até 10, até 20 ou mais.
Esta mãe que nem sempre é paciente, que por ti acorda de mau humor durante a noite.
Esta mãe que te dá um safanão quando comes pela centesima vez a comida do Yofi.
A tua mãe que não é perfeita mas que te ama, assim, perdidamente.

A tua mãe que te arranca gargalhadas, que te dá beijinhos nos pés, nas mãos, nos olhos e no umbigo.
A tua mãe que dança e gatinha contigo por toda a sala.
A tua mãe que te limpa as lágrimas e embala num só abraço.
A tua mãe que te pede desculpa uma e outra vez e outra.
Não é perfeita.
E de certezas só tem uma. Que te ama, assim perdidamente.
As duas vamos crescendo juntas. eu mãe. tu filha.
Vamos aprendendo juntas. Temos tanto para nos ensinar.
Esta mãe que não é perfeita mas que te ama, assim, perdidamente. A tua.
És alma, sangue e vida em mim!


 
 
 
 
 
AMO-TE!

sábado, 16 de abril de 2016

Gratidão

Às vezes dou por mim a pensar que se fosse alguns anos mais nova, fosse solteira (ou não), sem filhos faria ainda tanta coisa louca. Um dos sonhos que está em stand by é o de saltar de para-quedas, o Interrail também ficou lá atrás e o viajar de mochila às costas, sem grandes planos, só aconteceu uma vez (no Perú) e foi uma das grandes memórias da minha vida. Mentira, aconteceu duas vezes porque estando grávida já de 3 meses fomos para a Tailândia sem nada reservado e ao sabor do vento. E foi uma das minhas grandes viagens. Somos os dois doidos, quando um diz vamos, já o outro está  a fazer as malas. Contudo a parentalidade tráz-nos algumas reservas. Este sentimento forte de nós mantermos vivos a todo o custo para vermos as nossas crias crescer persegue-me e é mais forte do que qualquer desejo mais radical. Acredito que não seja igual para toda a gente.
Há ainda um mundo de coisas que quero fazer, viver, experimentar, sentir. Umas mais fáceis do que outras. umas que terão que esperar uns aninhos por circunstâncias várias, outras que se podem concretizar a qualquer momento.
Olho para trás e vejo já um belo passado de coisas boas. Nasci aventureira (para mal dos pecados da minha mãe). O medo a mim só me dá ainda mais vontade de prosseguir. Sempre o considerei como aliado, não como inimigo. O vir para a Holanda 'às escuras', aos 33 anos deixando para trás uma vida estável e confortável é apenas um exemplo.
Para uma menina que cresceu no interior do Algarve, ali nas fronteiras com o Alentejo não se saiu nada mal.
Uma menina que se recorda de ter luz electrica e televisão pela primeira vez aos 8 anos,
Uma menina que lavou muita roupa nos tanques comuns do lavadouro público (com água gelada no inverno, no Algarve também faz frio),
Uma menina que tomava apenas o banhito ao domingo e ao meio da semana lavava apenas o cabelo para parecer mais limpa porque a água canalizada só chegou a aldeia lá para os seus 17 anos.
Uma menina que teve que se levantar as 5h da manhã todos os dias durante três anos para poder concluir os estudos porque a escola secundária ficava  a 70 km de curvas e contra-curvas de distância.
Uma menina que cedo aprendeu que a vida é dura para quem é mole e que durante quatro anos trabalhou de noite e aos fins de semana para pagar um dos seus sonhos (um curso universitário).
....e que pelo meio foi fazendo coisas bonitas porque cedo aprendeu que há prioridades. Um jantar a menos com os colegas de faculdade, levar a marmita com o jantar para o traballho, um café a menos de quando em vez e uma sobremesa só quando o Rei faz anos...dava para juntar o dinheiro necessário para a próxima viagem (Brasil, Bélgica, Itália, Jamaica, Perú, Açores, foram alguns dos exemplos do que conseguiu com a marmita que levava para o trabalho).
Uma menina a quem os sonhos e a gratidão não cabem numa mão cheia de palavras.

Uma menina que continua a saber que há prioridades e prioridades. E que nenhuma prioridade se iguala à gargalhada da sua menina e que por ela nada mais, verdadeiramente, importa. Que felicidade são estes momentos, são estas duas pessoas e um cão que me enchem a vida e o coração.
OBRIGADA!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

20 meses de Tudo

Há 20 meses que me tornei num ser humano mais feliz, mais decidido, mais confiante, mais seguro.
Há 20 meses que nunca sei o que esperar de cada noite.
Há 20 meses que me redescubro, me reencontro e me surpreendo.
Há 20 meses que me apaixono todos os dias (mais) pela mesma pessoa.
Há 20 meses que sofro (silenciosamente) com o medo da perda. 
Há 20 meses que quero, desesperadamente, que o mundo se torne um lugar mais justo, mais igual, melhor.
Há 20 meses que não sei o que é dormir até que o meu corpo se aborreça.
Há 20 meses passei a ser menos egoista.
Há 20 meses que amo alguém mais do que a mim própria.
Há 20 meses que me tornei numa pessoa mais sensata, mais atenta, mais sensivel.
Há 20 meses nasceu a outra metade de mim.

 Amo-te indefinidamente.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os avôs

Sinto umas saudades dos meus que até dói.
Partiram cedo demais. Uns atrás dos outros, quase. Sem me conseguir despedir. Mentira. O meu avô esperou por mim.
Guardo-os a todos num lugar muito especial no meu coração. Lembro-me deles vezes sem conta. No cheiro de uma comida, num ditado popular, num dia de chuva, numa palavra.
Tenno tantas e tão boas recordações de cada um deles.
Partiram cedo demais e eu não sei se lhes disse o quanto os amava. O quanto foram importantes para a minha vida, para a minha pessoa. Talvez nunca o tenha dito, não venho de uma família que mostra facilmente afetos. Mas sei que o mostrei, num gesto, num sorriso, numa palavra.
Partiram cedo demais e eu sinto que não os aproveitei. Era muito nova. Adolescente e acreditando que as vidas são eternas e há sempre o dia de amanhã para aproveitar. Às vezes não é assim.

A primeira a partir foi a avó Victória, mãe do pai. Dela lembro-me da tardes de fim e semana passadas a fazer bolos. Eu fazia e ela comia. Eu adorava imitar as senhoras que apareciam na televisão a fazer receitas. Colocava tudo dentro de tacinhas como elas faziam e ia explicando à única espectadora, que aprovava sempre o resultado final. A avó Victória fazia o melhor gaspacho que eu já comi, descascava-me a romã e tirava os baguinhos para eu comer a colherada. Não sabia ler nem tinha televisão em casa. Mas todos os anos ia para a nossa casa ver o “Natal dos Hospitais”, não gostava de ver telenovelas porque os atores andavam sempre aos beijos na boca e isso era de mais para ela. Gostava que lhe lesse livros ou revistas e eu lia. Sempre gostei de ler. Um dia encasquetou com a palavra típica. Eu dizia típica e ela dizia pitica, e eu repetia ti-pi-ca e ela muito atenta repetia comigo cada silaba mas quando era para repetir tudo sozinha ia dar ao pitica. E assim ficamos. Não era uma mulher de afectos, não. De vez em quando andávamos às turras. Não queria que eu brincasse com os rapazes, chama-me machota. Eu não gostava e fazia pior.
Partiu cedo demais. Inesperadamente, na véspera de um Natal. Já lá vão quase 13 anos.

O avô José Marques, seu esposo, partiu, sem saber, com ela nesse dia. Ninguém sofreu como ele esta perda. Ninguém. Era o meu avô, o único que conheci com vida. Era um doce de avô. Homem grande, de olhos claros, lindo, lindo. Gostava de rir e de comer. Recordo-me de ele no meu quarto a perguntar-me como dava eu de comer a tanta família (referindo-se às minhas bonecas). Gostava tanto quando ele me deixava andar na sua burrinha. É por ele que este blog se chama A Salsinha. Eu era a sua salsinha e ele não sabe a falta que me ficou fazendo ou talvez saiba.
Partiu pouco antes de um ano depois da avó Victória. Duas perdas enormes em menos de um ano. Duas pessoas que fizeram de mim pessoa.

A avó Sezaltina, queria eu tê-la conhecido com saúde. Julgo que ninguém a parava. Mulher forte, determinada, teimosa até, não tivesse a vida sido tão dura. Com pouco mais de 40 anos viu-se viúva com uma filha de 14 anos (a minha mãe) e um filho de 17 anos para acabar de criar e educar sozinha, em tempos em que uma sardinha se dividia por toda a família.
Parte uma perna poucos anos depois, que a deixa entrevada para o resto da vida e como se isso não bastasse ainda carrega consigo a diabetes. Vida dura, numa pessoa tão doce. Não me recordo de a ver amarga ou sofrida com a vida. E ela sofreu tanto. Meu Deus. Sofreu até nos meus braços. Houve tempos que a alimentei de iogurtes naturais com bolachas integrais, dados a colher, como hoje faço com a minha filha. Todos eles, mas esta avó tão especial, a minha confidente. Foi no colo dela que chorei as primeiras lágrimas de amor. Partilhei com ela coisas que jamais partilhei com a minha mãe.
Os avôs são isso mesmo, uma espécie de segundos pais, mas mais tolerantes, mais leves, mais descomprometidos.
Esta avó que cuidava de 5 netos aos mesmo tempo,cada um mais traquina que o outro. Que me dava o leite sempre na mesma chávena da pombinha e enquanto eu comia o pão barrado com margarina ela contava a história da dita pombinha. Esta avó que também não sabia ler nem escrever e me diziam para estudar muito e aproveitar porque os estudos eram a maior riqueza que os meus pais me davam. Ainda pensei em ensiná-la a escrever. Nunca, sequer, tentei. Esta avó que gostava tanto de viver e nem nos dias de maior dor e sofrimento desistiu da vida. Enfrentou uma doença terrível, perdeu duas pernas, perdeu a dignidade até, mas nunca perdeu a esperança e o sorriso.
Não partiu quando todos o esperamos, partiu, sim, inesperadamente, quando assim o entendeu. Não cheguei a dizer-lhe adeus.  
Cada um à sua maneira. Foram todos tão especiais e tão importantes para mim. Até o avô Jacinto que só conheci em fotos o foi. O pai querido da minha mãe, de quem ela ainda hoje chora a falta.
Os meus avôs olham por mim que eu sei. Falo tantas vezes com eles. Agradeço-lhes, rezo por eles.
Gosto tanto deles e fazem-me tanta falta. Gostava de tê-los outra vez, de aproveitá-los mais e de lhes mostrar o quanto importantes são/foram na minha vida.

...
A minha Lia vive longe de todos. Uns (os meus pais) que só vê duas ou três vezes ao ano, por razões obvias e os outros, que vivem bem mais perto, nem por isso são tão mais presentes ou disponíveis quanto eu desejaria.
Sinto que ela está a crescer sem conhecer verdadeiramente este laço tão bonito, este amor tão imprescindível. Dói-me um nadinha pensar nisto.
Desejo de todo o coração que ela tenha tempo para conhecer os avôs, para criar memórias boas, para desfrutar deste sentimento tão bom.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Rendida

Completamente apaixonada e rendida por estes dois.
Quando me diziam que o amor de mãe era grande, era muito grande. Era maior. Era imenso...
Eu não acreditava.
E, no fundo, não é verdade. Por que ele não é só grande, maior e imenso. Ele é muito mais.
Ele é infinido, inexplicável e incondicional.
Todos os dias. Cresce e não cabe cá dentro.
Amor é uma palavra que definitivamente só conhecemos quando passámos a ser MÃE!


Nunca fui capaz de dizer (sentindo) amo-te a ninguém. Disse-o, erradamente, algumas vezes na minha vida. 
Ao meu marido digo adoro-te, gosto de ti, I love you, ik hou van jou. 
A ti, Lia, AMO-TE!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Queixumes de uma mãe

Percebemos que não queremos que o nosso bebé 'cresça' quando continuamos a ir às compras (coleção outono/inverno) e compramos o tamanho mais pequeno possivel. Chegamos a casa e percebemos que há uma série de coisas que vão apenas servir nesse mesmo dia.

Eu vou ser uma mãe tão chata, tão carraça. Eu que me 'queixo' tanto da minha, por ser tão preocupada e ....blá, lá, blá. E eu para a qui a pensar que se calhar até vou ser pior.
Oh Deus dê paciência à minha cria.

...ahhhh ela é só um bebé. OK? 13 meses. Um projectinho de gente....
E já começou a andar. E eu que pensava que ela só devia começar a andar lá para os 18 meses. Não sei porquê!? Pensava...

Parece que todos os dias gosto mais dela. Deve ser só impressão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Um ano de AMOR

13 de Agosto de 2014 - 14:03

Fizeste UM ano amor da minha vida.
Um ano cheio de tanto. Um ano em que eu já não sei o que é a vida sem ti.
Um ano em que me ensinaste a ser mãe.
Fizeste um ano e eu chorei.
Chorei de amor.
Chorei ao recordar o momento em que te recebi nos braços e gritei “é o meu bebé”. Choro sempre que o recordo. Tamanha é a emoção.
Chorei pela benção de te ter.
Chorei por não querer viver mais sem ti!
Chorei por um dia ter ponderado não ter filhos.
Chorei pela possibilidade de ter morrido sem conhecer este amor desmedido e descomprometido.
Chorei de felicidade.
Chorei de amor.
És o meu bebé. És minha. És tão minha.
Digo-te sempre “’És minha”.
Quando dizes “ma-ma-ma”, eu digo-te “EU, eu sou a tua mamã”. Que orgulho.
Gosto tanto de ti meu amor. Gosto tanto.
Parabéns. 











segunda-feira, 13 de julho de 2015

11 meses de ti

11 meses do melhor que a vida tem.
47 semanas e 334 dias de Lia.
Este mês foi ver-te crescer a olhos vistos.
Melhoraste a tua técnica a gatinhar e agora ninguém te pára. Os brinquedos já não te são suficientes, há, agora, todo um mundo de portas e gavetas para descobrir.
Já dizes pa-pa-pa e ma-ma-ma. Só falta mesmo Yo-fi-fi.
Fomos a Portugal. E que bom que foi. Ver a tia, apagar com ela a velinha dos 40. Brincar com a prima Carolina e abraçar a Joana. Receber miminhos da avó. Conhecer o Piloto e o Pantufa. ver os pintainhos e dar comida às galinhas. Dormir só de fraldinha e tomar banho de alguidar. Dar gargalhadas e fazer adeus para toda a gente. Tão bom.
Quanto custa a felicidade!?
Delicias-te-te e deliciaste-nos com a praia.
Tomaste banho de mar, uma vez e outra e outra. Adoraste.
Regressamos com o coraçõa cheio e na bagagem trouxemos a saudade.
Estás tão grande meu bebé.
Neste mês aprendeste também a levantar-te sozinha. Um dia fui dar contigo na cama, a meio da noite, levantada. Apanhei um susto porque estava escuro e não tinha levado os óculos.
Todos os dias me mostras algo novo. Tens pressa de aprender. Queres pegar nos alimentos e comer sozinha. Comes fruta como gente grande. Adoras cerejas e nectarinas.
Fazes birrinhas se algo não te agrada e a tua vitima no momento é o pobre do Yofi, que já te mostrou os dentes uma série de vezes.
É tão bom ver-te crescer meu bebé.
Minha vida.


















Somos uma! 
AMO-TE!

sábado, 13 de junho de 2015

10 meses de TUDO

10 meses de Lia
43 semanas de alegria
304 dias de descoberta
2 mãos cheias de amor

Este foi um mês de desenvolvimento a olhos vistos. Surpreendeste-nos a cada dia com algo novo. Houve até manhãs (quando o papá te leva para a nossa cama, com a mamã ainda meio a dormir) que eu ia jurar que cresceste um palmo durante a noite. Estás tão grande meu bebé pequenino.
Num dia arrastavas-te pela casa com grande esforço, no outro dia começaste a gatinhar à velocidade da luz. Resultado, um pinote da nossa cama.
Fomos acampar para o Luxemburgo, a mamã completou as 37 primaveras, festejamos em família, fomos à praia, estrafeguei-te com beijinhos, fizemos piqueniques no parque, fomos ver as bolinhas de sabão à Dam e o Nijntje à Museumplein, dei-te abraços apertadinhos. Já ando de bicicleta contigo para todo o lado. Adoro e ando toda babada. No centro fazemos sucesso e os turistas pedem-nos para tirar fotos à nossa família..e que família o papá com o Yofi na bicicleta e a mamã contigo é impossível resistir.
Apagamos as velinhas. 
Um dia antes de completares os 10 meses começaste a tagarelar bababababa....é pedir ao coração para aguentar tanto amor.
Queremos-te tanto, tanto Lia das nossas vidas.











 Sabes quem te ama!?????