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sábado, 14 de março de 2015

Ghent

É tão bonita esta cidade. Parece tirada de um conto de fadas.
Há imenso tempo que andava para lá ir. E fomos há precisamente um mês. Estavamos no dia dos namorados, mas nem foi por isso. Aproveitamos que estava cá a mana e a mãe e levámo-las lá.
Ghent fica na Bélgica e a cerca de 3h horas de Amesterdão. Vale muito a pena a visita.
Nós ainda fizemos melhor, em vez de nos metermos na via rápida andamos a explorar e atravessámos a província de Zeeland.
Ficam as fotos.








domingo, 5 de janeiro de 2014

Entre lá e cá

O primeiro post do ano vem em jeito de confissão.
A Holanda estranha-se mas não se entranha...Pelo menos em mim! Não vale a pena. Acho que dois anos é mais do que suficiente para perceber que isto não me agrada...eu eu não sou propriamente uma conformista!
A hipótese de nos mudarmos para Portugal (à primeira - boa/razoável - oportunidade) está assente nos nossos planos desde que eu vim para cá. Não sabemos quando, não sabemos por onde começar, não temos um plano A, B ou C. Uma uma coisa temos. A vontade. E um dia abalamos!
Grandes mudanças pressupõe adaptação.... é normal. Mas eu não me adapto! Porque não aceito e acho que não quero aceitar esta forma de vida. Tenho períodos de satisfação, onde até me esqueço da minha vontade de voltar.
Há cerca de um mês estava a dizer a uma colega de trabalho que já me via a viver na Holanda para todo o sempre (ela lembro-me disso hoje - eu já não me lembrava). Deve ter sido numa hora de delírio. Não. Não me vejo e nem me quero ver daqui a 30 anos na Holanda. Não quero mesmo!
Sair de Portugal fez-me ver o quanto sou agarrada a ele. E ainda que seja uma insatisfeita por natureza, acho que o sou menos em Portugal.
Que me perdoem os holandeses, que não tem culpa nenhuma das minhas frustrações...mas para mim aqui é tudo meio aborrecido.
Chateia-me esta rotina de casa-trabalho-trabalho-supermercado-casa! Não há como quebrar. Está frio, está a chover. Se nos vestimos a rigor, maquilhadas e cheirosas, chegamos ao destino encharcadas, borradas e descabeladas porque se vai de bicicleta à chuva. Se se vai de carro paga-se um dia de trabalho em parquímetro. Também se pode ir de tram/elétrico, mas bate a meia noite e chega a hora da Cinderela ir para casa porque se não vai a la pata para casa ou então paga dois dias de salario num táxi.
Os holandeses (com todo o respeito) não riem a gargalhada...sorriem!
Os holandeses (com todo o respeito) não explodem, não gritam....mantem a calma mesmo irritados. Experiência própria que casei com um que ainda não se habituou aos meus berros de latina descontrolada e ainda hoje se choca com os meus ataques de fúria. Não sabe ele que as pessoas que extravasam as emoções vivem mais tempo e que se for assim eu vou passar dos 100.
Os holandeses (com todo o respeito) não beijam em público...fazem-no na privacidade do seu lar.
Os holandeses (com todo o respeito) não dão palmadas nos filhos....castigam e conversam. Não sabem que uma palmada bem dada no exato momento nunca fez mal a ninguém. Eu apanhei muitas e nem por isso gosto menos da minha mãe!
Os holandeses (com todo o respeito) mandam os filhos para a cama as 19h e nas férias às 19h30 e depois queixam-se que eles acordam as 5h da manhã cheios de energia. Eu nunca me lembro de ter horas para ir dormir (não é propriamente um exemplo) mas nem por isso sou menos inteligente ou menos desenvolvida.
Os holandeses (com todo o respeito) não almoçam uma refeição quente porque isso dá sonolência e baixa a produtividade...mas ficam muito satisfeitos se vão a casa de um estrangeiro que lhes oferecem um delicioso almoço quente!
Os holandeses (com todo o respeito) trabalham um ano inteiro, juntam dinheiro, para pelo menos uma vez por ano ir para sul de França, sul de Espanha, Portugal, Itália, Tailândia, Indonésia...e por aí, à procura do sol e animação.
Os holandeses (com todo o respeito) não falam com entusiamo e paixão sobre a Holanda, como eu ou muitos portugueses o fazemos sobre Portugal. Pelo contrário quase todos os holandeses que vou conhecendo me pergunta o que estou a fazer na Holanda, quando digo que sou portuguesa.  
E por aqui continuava...com todo o respeito que os holandeses merecem porque eles já cá estavam, antes de eu cá chegar.
E claro, eu não tenho que viver de acordo com os hábitos holandeses, mas em Roma sê romano, não há como evitar em muitas situações.
E é isto que quero para mim? Não! Não é!
E é isto que quero para o meu/nosso futuro? Não! Não é!
E é isto que quero para os filhos - que poderei vir a ter? Não! Não é!
Isto é o que sei!
Daqui para a frente o meu/nosso futuro vai ser traçado com base nestas respostas.
A vontade é feita a dois e isso já é uma certeza!
Que fique bem assente que este post não é uma critica aos holandeses é apenas a minha constatação de uma cultura diferente da minha.
Tal como também constato que cada holandês que conhece Portugal fica apaixonado por aquele canto da Europa.
Tal como constato que os holandeses não escolhem Portugal para trabalhar, mas para viver, não escolhem Portugal para ganhar dinheiro, mas para terem qualidade de vida.
A comunidade de holandeses residentes só no Algarve é de cerca de 2000. Muitos deles seniores que escolheram o meu país para passar os últimos anos de vida no conforto do meu Algarve.
Desta comunidade não se incluem  os que têm vida dupla entre a Holanda e Portugal. Vem cá 6 meses ganhar dinheiro e depois passam outros 6 a gastá-lo em Portugal.
Tudo isto dá que pensar, não dá!?

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um passeio pelo bosque

Tivemos o fim de semana para nós e aproveitamos para ir ao AmsterdamBos. O cão adora e nós também.
Já algum tempo que lá não íamos e aproveitamos para explorar outra parte, ficamos apaixonados com as cores do Outono.
Ora ficam as fotos.

 

 
 
 

 
 
 

 
 

 
 



domingo, 25 de novembro de 2012

Cha ou cafe

A par de muitas coisas que gosto deste pais e desta gente ha uma outra coisa que tambem gosto muito. Sao muito os sitios onde vamos e obrigatoriamente nos e oferecido um cha ou cafe e as vezes, com sorte, vem acompanhado de uns biscoitos. E simpatico e sabe bem com este frio. Seja uma reuniao formal, um curso, uma entrevista, etc..enquanto esperamos frequentemente nos perguntam o que queremos beber. Ja para nao falar que, por exemplo, tanto no meu trabalho como na minha escola (bem como em outros sitios) e possivel beber cafe ou cha gratuitamente. Quando vim para aqui morar achava piada e curioso, onde quer que ia toda a gente tinha a chavena na secretaria e bebia descontraidamente e sem pudores. Ora isto no meu Portugal (ou aquele que eu conheco) ainda e falta de educacao, comer ou beber em locais que nao sao para o efeito. Aqui nao ha problemas nenhuns com isso come-se na rua, come-se no escritorio. Ha uns tempos fui atendida no postkantoor "correios" pela senhora que tinha a sua frente a bela da sandes com queijo e umas frutas. Ela nao me pareceu incomodada (toda a vida o fez) nem eu, que sou moca do campo e que tambem nunca tive vergonha de dizer que levava a marmita para o trabalho. E e isto.

P.S. - Sorry, aproveitei a pausa no trabalho para escrever, mas este teclado nao tem acentos nem cedilhas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Museumkaart

Aconselho vivamente este cartão. Para quem vive na Holanda ou até mesmo para quem vem de visita e é adepto de museus.
O cartão custa cerca de 50€, pode ser comprado via online aqui ou em alguns dos museus, por exemplo no Rijsksmuseum em Amesterdão (foi onde comprei o meu). Dá entrada gratuita ou com excelentes descontos em mais de 400 museus em toda a Holanda e tem a duração de um ano, a partir da data da primeira entrada. É fantástico. Eu comecei a usar o meu há menos de um mês, já fui a quatro museus, como tal o mesmo já está pago, a partir de aqui todos os museus que entrar são totalmente gratuitos. Vale mesmo a pena e é uma forma subtil de promover o gosto pela cultura.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Na terra dos moinhos de vento

No fim de semana fomos conhecer Zaanse Schans é uma pequena povoação a norte de Amesterdão, onde as casas são muito características feitas de madeiras e pintadas a verde. Esta também é conhecida pelos seus enúmeros moinhos de vento. Hoje é um ponto de turismo a não perder quando se visita a Holanda, contudo no seculo XVIII era uma zona industrial, onde cerca de 700 moinho estavam em pleno funcionamento e era um ícone de desenvolvimento na Holanda. Atualmente apenas 5 se encontra em funcionamento.
Certo é que quando se atravessa a ponte desta povoação de um lado pode ver-se o que era a indústria não poluente do seculo passado, os moinhos que compõe a paisagem e atualmente do outro lado da ponte vislumbra-se a atual indústria, fábricas e mais fábricas, mães de uma tal poluição. É o preço a pagar pelo desenvolvimento não sustentável.
De qualquer maneira, vale a pena a visita a esta pequena povoação tão holandesa. Bem como vale a visita ao museu que retrata a vida dura das gentes na altura onde as máquinas eram os braços humanos.
Ficam as imagens:






Diz-se que este foi o primeiro Albert Hinz, a ser verdade nasceu aqui o primeiro de uma enorme cadeia de supermercados na Holanda. Lá dentro é uma autêntica relíquia, onde se recuam seculos no tempo.

sábado, 20 de outubro de 2012

Dificuldades de uma mulher baixinha (como eu) na Holanda

Casas de banho públicas:
Sanitas muito altas = fazer xixi quase de pé
Espelhos pequenos e muito altos = com sorte ver apenas a pontinha da cabeça
Cozinha:
Armários = pedir ajuda para as prateleiras de cima
Outros:
Concertos, cinemas e afins = levar com o vizinho da frente a tapar-me a vista
Cumprimentar alguém com beijinhos = esticar-me ao máximo, por-me de bicos de pés e apanhar um torticolo.
...
(imagem da internet) 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aborrece-me...

....podia ser outra coisas qualquer, mas hoje é mesmo isto. Aborrece-me o som das bicicletas que estão com alguma avaria técnica na corrente, no pedal ou em outro sítio qualquer, aborrece-me e pronto. Às vezes fico tão impertinente com o barulho que me apetece parar, fazer parar o proprietário da dita cuja e mandá-lo arranjá-la. Opá, caramba esta manhã ia feliz e contente para o trabalho, respirando o ar gelado do  Vondelpark, ouvido os passarinhos quando atrás de mim se mete alguém com trrrr, trrrr, trrrrr, trrrr, trrrr...tentei apressar o passo, mas o som persegui-me até ao fim. 
Agora à noite depois de um dia de trabalho, seguido de 2h de formação, ansiosa por chegar a casa, pedalo a todo o gás para me cruzar novamente com um trrrrr, trrrrrr, trrrrr a casa pedalada. Valha-me a Santa pedalei até ter os bofes de fora, deixei de ouvir o barulho, ufaaaaa. Tive que parar no semáforo e foi o suficiente para o barulho me passar à frente - quando a luz ficou verde - e lá fui eu a gramar a sinfonia. 
Parece exagero, mas quando se mora numa cidade onde o meio de transporte mais utilizado é a bicicleta...aborrece!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Oficialmente cá

Escolhi hoje, sexta-feira 13 (espero que me dê sorte), para me registar no Consulado Português aqui na Holanda, mais propriamente em Den Haag (ou Haia como em português lhe chamamos).
Entrar naquele espaço foi como entrar numa repartição pública em Portugal, onde reinava a língua de Camões. Com gente bem mais simpática, bem disposta, prestável e eficiente (comparativamente com o que estou habituada em Portugal).
Depois demos uma voltinha pelos arredores e fomos dar com o Palácio da Paz (em holandês Vredespaleis). É a sede do Tribunal Internacional de Justiça, que é o principal órgão judicial das Nações Unidas.
Pode ser visitado com inscrição prévia no site oficial.
Terminamos o dia em grande, demos um saltinho à praia, que fica ali mesmo ao lado. Um lugar bem agradável. Não fosse a temperatura baixa e a ventania quase seria perfeito. Muito agradável mesmo, com bom tempo passa-se aqui um tarde que é um espetáculo. 



 Uma homenagem ao peixe cru que aqui se come (que eu ainda estou à espera que o meu homem me leve a comer).
Beijinhos e bom fim de semana.

domingo, 24 de junho de 2012

Geslaagd

...ou é o mesmo que dizer bem sucedido ou êxito. Ora então, o que quero eu dizer com isto. Aqui há uns dias atrás deparei-me com uma bandeira hasteada numa casa. Nada de especial tendo em conta o europeu de futebol, mas o curioso da mesma é que na pontinha estava uma mochila. Perguntei ao rapazinho cá de casa se alguém se tinha esquecido da malinha em lugar tão bizarro, a minha teoria estava errada.
Parece que é tradição por estas bandas colocar a malinha hasteada juntamente com a bandeira a anunciar  a finalização da escolaridade obrigatória. 
Parece-me muito interessante, pois quem não se lembra da trabalheira que é completar o 12º ano, os exames, os nervos, a indecisão do futuro, as escolhas...enfim um montão de sentimentos.
Desta forma simbólica eles comemoram o fim de um ciclo e o início de outro.
Ao que parece, segundo o meu namorado, é um orgulho partilhar com quem passa o êxito deste tão especial e importante momento.
Eu gostei muito da ideia.

(imagens retiradas da Internet)

domingo, 20 de maio de 2012

Conhecendo a Holanda

Ontem aproveitamos o dia de sol e fomos à descoberta. E vimos coisinhas bonitas. Este país guarda alguns segredos é facto. É tudo tão plano mas em Bergen fomos conhecer as famosas dunas que são bastante altas...e é onde o pessoal apaixonado pelo BTT consegue matar o vício. Isto porque as dunas estão cobertas de vegetação e árvores, havendo trilhos para a prática da modalidade. Uns quilómetros adiante há uma extensão de praia e alguns aventureiros já se faziam a banhos. 
No caminho fomos dar com os famosos moinhos de vento, há os por todo o lado. Muitos deles já feitos a contar com o turismo. Estes, segundo o Gerben, era mesmo de verdade. A paisagem parecia mesmo um postal.



Chegámos então a Enkhuizen, uma antiga cidade de pescadores, muito linda. Atualmente muito virada para o turismo, com uma grande marina, mas com uma arquitetura muito própria e ruas que valem a pena serem exploradas.





Depois atravessámos o famoso dique Houtribdijk que liga a cidade de Enkhuizen a Lelysatd. O dique tem cerca de 30km e foi finalizado em 1975, com o objetivo de baixar o nível da água do mar para criar mais uma província, a de Flevolândia, sendo Lelystad a capital, encontra-se a cerca de 5 metros abaixo do nível do mar.
Fechamos o dia em grande, com um jantar entre os três manos e respetiva/os a antecipar os aniversários das meninas que são todos na mesma semana.