Será que sou só eu que tenho a sensação que o tempo não dá para nada, que das mil tarefas que me proponho num dia, só faço metade.
Em Portugal andava sempre numa correria. Quando aqui cheguei acalmei pelas circunstâncias e agora ando outra vez a mil.
As horas voam, os dias passam a correr e eu ando a mil, sempre com a sensação que estou atrasada, que já devia ter feito e não fiz. E agora para variar já estou atrasada novamente..grrrrrrrrrrrrrrrrrr.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Livros
Terminei de ler este livro. Que foi uma autêntica droga, deixou-me viciada logo nas primeiras 20 páginas. Depois foram só mais cerca de 650 páginas que devorei num ápice. Durante a hora de almoço, idas ao parque, intervalos e minutos entre meias tarefas. tudo era motivo para ler este livro...e depois quando se chega ao fim fica-se com aquela sensação de vazio que já acabou e que dificilmente vai haver algum que supere o anterior.
Ora, já me tinha prometido, que após este iria começar a ler livros escritos inglês, como forma de melhorar a língua, aprender novo vocabulário e blá, blá, blá. Como sou uma menina bem comportada. Assim fiz, comecei por uma coisinha simples, um livro que já havia lido na versão portuguesa,O Alquimista de Paulo Coelho. Li-o, aliás devorei-o em 2000 numa viagem que fiz à Bélgica. Não conhecia o autor na altura e depois do Alquimista li grande parte da sua obra. Até me começar a fartar por ser quase tudo à volta do mesmo. Contudo, como acho o Alquimista um livro especial decidi então lê-lo em inglês e das duas uma, ou eu mudei muito de opinião literária ao longo destes anos ou ler em inglês não é (ainda) para mim. Não me dá absolutamente gozo nenhum, o que é triste porque eu gosto tanto daquela sensação de sentir saudades dum livro, de desejar chegar a casa só para abracá-lo....e nada, não sinto nada pelo pequeno Alquimista "inglês".
terça-feira, 28 de agosto de 2012
a coragem é minha companheira
Deixa-me com uma pontinha de vaidade quando a minha história de amor anda na boca das pessoas e para algumas é quase uma inspiração.
Já me aconteceu várias vezes estar/falar com pessoas que não via há tempos e que se referem a mim como "aquela que deixou tudo em Portugal e foi por amor para Amesterdão". Elogiando a coragem. Alias, este tem sido o elogia que me acompanhou no último ano, tanto deste lado, como do outro.
Eu nunca vi a minha decisão como um ato de coragem, mas sim como o caminho a seguir, movida pela intuição e por uma força interior difícil de explicar.
Quando isto começou há quase dois anos atrás, lembro-me de uma colega de trabalho me olhar e dizer "oh Ana, achas que isso vai dar em alguma coisa?!". Acredito que não o tivesse dito com maldade, quase talvez para me proteger. Mas mesmo assim, não gostei de ouvir, porque mesmo algo em mim me dizendo o contrário, fere os ouvidos.
Talvez aqui resida a diferença nos quem acreditam e seguem e nos que não acreditam e ficam. Nos que se prendem aos "ses" e aos medos e nunca saem da zona de conforto. E claro que sair dela é abrir mão de muitas coisas, muitas vezes de uma segurança que ainda que não nos faça felizes, faz-nos sentir bem e talvez isso também seja uma forma de felicidade.
Em relação ao comentário da minha colega fiquei triste e decepcionada com ela, não o esperava. Quando transbordamos de alegria e optimismo e vem alguém cortar esse sentimento frisando dificuldades, diferenças e distâncias...custa um nadinha, admito.
Mas é por estes comentários castradores que opto pelo silêncio quando o assunto não me diz respeito. Não, não sou hipócrita. Não preciso é dar a minha opinião derrotista quando isso não acrescenta nada à vida das pessoas e pode até mesmo limitar. Não acredito que magoar, com a desculpa que se é demasiado sincera nós possa trazer paz de espirito. E já tive que levar com estas verdades absolutas demasiadas vezes na minha vida. Verdades de pessoas que abrem a boca agarradas à desculpa da imaculada sinceridade...
O que é certo é que "isso", essa relação entre uma portuguesa de Faro e um holandês de Amesterdão aconteceu já lá vão quase dois anos, resultou numa mudança radical de país há 10 meses. Bendita a hora.
Nem todos os dias são de sol, é certo...e que falta ele me faz. Mas obrigada ao Deus que guiou e guia o meu caminho.
Se somos uma inspiração que o continuemos a ser para o todo o sempre.
Mais que uma bela história, a minha é um hino ao amor.
Amor, é o único caminho!!!
Tristes almas as que não acreditem nele, nas suas mais variadas formas.
Já me aconteceu várias vezes estar/falar com pessoas que não via há tempos e que se referem a mim como "aquela que deixou tudo em Portugal e foi por amor para Amesterdão". Elogiando a coragem. Alias, este tem sido o elogia que me acompanhou no último ano, tanto deste lado, como do outro.
Eu nunca vi a minha decisão como um ato de coragem, mas sim como o caminho a seguir, movida pela intuição e por uma força interior difícil de explicar.
Quando isto começou há quase dois anos atrás, lembro-me de uma colega de trabalho me olhar e dizer "oh Ana, achas que isso vai dar em alguma coisa?!". Acredito que não o tivesse dito com maldade, quase talvez para me proteger. Mas mesmo assim, não gostei de ouvir, porque mesmo algo em mim me dizendo o contrário, fere os ouvidos.
Talvez aqui resida a diferença nos quem acreditam e seguem e nos que não acreditam e ficam. Nos que se prendem aos "ses" e aos medos e nunca saem da zona de conforto. E claro que sair dela é abrir mão de muitas coisas, muitas vezes de uma segurança que ainda que não nos faça felizes, faz-nos sentir bem e talvez isso também seja uma forma de felicidade.
Em relação ao comentário da minha colega fiquei triste e decepcionada com ela, não o esperava. Quando transbordamos de alegria e optimismo e vem alguém cortar esse sentimento frisando dificuldades, diferenças e distâncias...custa um nadinha, admito.
Mas é por estes comentários castradores que opto pelo silêncio quando o assunto não me diz respeito. Não, não sou hipócrita. Não preciso é dar a minha opinião derrotista quando isso não acrescenta nada à vida das pessoas e pode até mesmo limitar. Não acredito que magoar, com a desculpa que se é demasiado sincera nós possa trazer paz de espirito. E já tive que levar com estas verdades absolutas demasiadas vezes na minha vida. Verdades de pessoas que abrem a boca agarradas à desculpa da imaculada sinceridade...
O que é certo é que "isso", essa relação entre uma portuguesa de Faro e um holandês de Amesterdão aconteceu já lá vão quase dois anos, resultou numa mudança radical de país há 10 meses. Bendita a hora.
Nem todos os dias são de sol, é certo...e que falta ele me faz. Mas obrigada ao Deus que guiou e guia o meu caminho.
Se somos uma inspiração que o continuemos a ser para o todo o sempre.
Mais que uma bela história, a minha é um hino ao amor.
Tristes almas as que não acreditem nele, nas suas mais variadas formas.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
às voltas com o holandês
Estudar, estudar, estudar, estudar, non stop...até Dezembro.
Retomei as aulas de holandês na terça-feira, depois de quatro longas semanas de férias. Que foram como o próprio nome indica férias, no todo da palavra.
Bem me prometi a mim mesma que iria aproveitar estas semanas para fazer uma revisão da matéria dada, consolidar...e blá, blá, blá. Fui carregada até à orelhas de livros, folhas e apontamentos para Portugal. Com a promessa de que pelo menos na viagem de carro tinha tempo. Pois que grande mentirosa me saí a mim mesma.
Veio praticamente tudo intacto.
Na segunda-feira à noite comecei a sentir aquele nervoso miudinho na barriga, aquela ansiedade e desespero de quem nada vez, nem o trabalho de casa (que seria o minimo).
Obviamente que em 4 semanas não se esquece tudo, mas faz estragos dos grandes.
A aula correu-me bem, fartei-me de tagarelar em holandês, sim, que nesta altura do campeonato já não há desculpas para outra língua.
Claro que o meu holandês é arcaico, sem qualquer espaço para regras gramaticais, pois que o meu discurso é mais rápido que o raciocínio.
Enfim, balanço:
-10 meses na Holanda,
- 8 meses de curso semi-intensivo,
- namorado holandês,
..... e sinto que ainda não sei nada...
....e só sei que daqui a cerca de 4 meses tenho o grande exame. Ai que medo!!
# Tenho uma nova colega nas aulas, uma portuguesa. A primeira desde que lá estou. Fui expressamente proibida pela professora de falar na língua de Camões.
Retomei as aulas de holandês na terça-feira, depois de quatro longas semanas de férias. Que foram como o próprio nome indica férias, no todo da palavra.
Bem me prometi a mim mesma que iria aproveitar estas semanas para fazer uma revisão da matéria dada, consolidar...e blá, blá, blá. Fui carregada até à orelhas de livros, folhas e apontamentos para Portugal. Com a promessa de que pelo menos na viagem de carro tinha tempo. Pois que grande mentirosa me saí a mim mesma.
Veio praticamente tudo intacto.
Na segunda-feira à noite comecei a sentir aquele nervoso miudinho na barriga, aquela ansiedade e desespero de quem nada vez, nem o trabalho de casa (que seria o minimo).
Obviamente que em 4 semanas não se esquece tudo, mas faz estragos dos grandes.
A aula correu-me bem, fartei-me de tagarelar em holandês, sim, que nesta altura do campeonato já não há desculpas para outra língua.
Claro que o meu holandês é arcaico, sem qualquer espaço para regras gramaticais, pois que o meu discurso é mais rápido que o raciocínio.
Enfim, balanço:
-10 meses na Holanda,
- 8 meses de curso semi-intensivo,
- namorado holandês,
..... e sinto que ainda não sei nada...
....e só sei que daqui a cerca de 4 meses tenho o grande exame. Ai que medo!!
# Tenho uma nova colega nas aulas, uma portuguesa. A primeira desde que lá estou. Fui expressamente proibida pela professora de falar na língua de Camões.
22 de Agosto
A mulher que amo mais desmesuradamente nesta vida;
A mulher que me mais me ama a mim;
a mulher que se preocupa comigo todos as horas do dia, 365/6 dias por ano;
A mulher que me deu a vida...
Faz hoje a bonita idade de 59 anos.
A mulher que me mais me ama a mim;
a mulher que se preocupa comigo todos as horas do dia, 365/6 dias por ano;
A mulher que me deu a vida...
Faz hoje a bonita idade de 59 anos.
Parabéns Mamy!!!
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