domingo, 23 de setembro de 2012

Sushi Time

Ontem fomos almoçar a casa da Yoko e do Seiho, um casal de japoneses. A Yoko trabalhou comigo no Coster, começamos juntas, entretanto ela saiu, mas ficamos a dar-nos muito bem. Juntaram-se a nós a Sahiela (italiana, que também trabalha comigo e que eu adoro de paixão) e o Jasper (o namorado holandês). A ementa: Sushi, pois então, que mais podia ser.
Fomos recebidos logo à maneira japonese, sapatinho fora, que em casa de japonês não se anda calçado. O que é certo é que se sente logo muito mais confortável e à vontade. Não tarda adoto este método cá em casa. Os holandeses (pelo que tenho reparado) já são pessoas que andam habitualmente em casa descalços ou em peúgas. Eu não tenho essa ideia dos portugueses, olhando para mim mesma, claro. Por exemplo cresci ouvindo a minha mãe a dizer-me para não andar descalça fosse de verão ou inverno, pois podia constipar-me. Aqui é sempre "inverno" e os mocinhos pequenos andam em casa descalços (pelo menos os que eu vejo).
Bem continuando o assunto do almoço, depois dos sapatinhos fomos recebidos com uma mesa espetacular  com o sushi à nossa espera. A particularidade é que cada um escolhia e fazia o seu próprio sushi. A folhinha de alga, o arroz, o peixinho fresquinho à descrição e pimba está feito e pronto a comer. Agora o problema é que eu levei uma série de tempo a convencer-me a mim mesma que não era grande fã de sushi. E é certo que não sou. Mas comê-lo desta maneira, com ingredientes tão caseiros, fresquinhos em amena cavaqueira muda tudo e soube-me muito bem.
Foi definitivamente uma tarde mais que bem passada, em excelente companhia, regada com um bom vinho tinto português (Rosário) que fez, naturalmente, sucesso.
Ora, olhando para estas fotos, digam lá se não têm bom aspecto:




 Este é o Theo, o cão da Yoko, parece o Yofi quando era Bebé. 

No caminho para casa, ainda fomos dar com este deslumbrante cenário nos arredores de Amesterdam:


Gosto tanto dos fins de semana que estou de folga, também gosto dos outros, mas estes são especiais.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Amesterdão...

.... é absolutamente fantástica e deslumbrante. Não há dúvidas quando este a facto, embora às vezes me esqueça.
Hoje de manhã fui ter com a minha taalcoach (depois explico o que é) numa das ilhas de Amesterdão, a Knsm. Fui de bike, é na outra ponta da cidade, levei cerca de 40 minutos e na volta para cá devo ter levado 2horas, só a desfrutar um pouco desta cidade. Percorrer os canais, admirar a arquitetura, ir ao mercado das flores, meter-me por becos e ruelas que terminam em mais um canal...é absolutamente maravilhosa esta cidade.
Há sempre coisas há a acontecer, mil e um espetáculos, música na rua, exposições, mercados, desporto...
Só vos digo meus amigos e amigas metam-se num avião e pelo menos uma vez na vida venham conhecer Amsterdam.









quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mais um ano

Sempre gostei de acreditar que o reconhecimento profissional virá mais cedo ou mais tarde e muitas vezes mascara-se das mais variadas formas. Não preciso de grandes festas nem elogios, ainda que também saibam bem. Tenho uma filosofia de trabalho, que muitas vezes foi criticada (por colegas) em Portugal. A mim paga-me para trabalhar para ser útil, pontual, assídua, responsável e cumpridora. Se nos entretantos houver tempo para o café e para a galhofa tanto melhor, caso contrário, azar e mãos à obra. O que é certo é que esta maneira de pensar me levou muitas vezes para casa com o amargo rótulo de anti-social. Temos pena fui assim que me eduquei em termos profissionais...aprendi com grandes mestres, no meu primeiro trabalho com 18/19 anos. E ainda bem que aprendi, pois é um método do qual muito me orgulho e é para isso que me pagam!!!
Em Portugal comecei a trabalhar aos 16 anos (férias de verão) e depois a sério a partir dos 18 anos. Desde lojas dos mais variados ramos, cafés, secretária, animadora, mediadora imobiliária, promoções de supermercado até a minha área de estudo educadora social, já lá vão cerca de 15 anos de experiência profissional sem nunca estar desempregada, sem nunca ter sido despedida....algo que muito me orgulha. 
Bem, retifico. Fui dispensada de trabalhar na loja Zara (depois do 4º dia de trabalho - part-time que acumulava com outro trabalho) porque me recusava a trabalhar horas extras sem ser paga. Digo horas, não digo minutos. Sou cumpridora dos meus deveres, não sou parva e como gosto de cumprir, também gosto que cumpram comigo. Enquanto não precisar para comer e dar de comer ainda recuso a exploração. 
Saboreei o doce amargo do "desemprego" quando me mudei para a Holanda e confesso que detestei. Após dois meses de cá chegar encontrei um trabalho temporário para substituir uma pessoa que ia de férias, ela voltou e eu fiquei com contrato de 0h. Se houvesse trabalho, trabalhava, se não ficava em casa. Passado algum tempo farta desta situação arregacei mangas e encontrei algo interessante, completamente diferente da minha área de formação (mas também foi o preço a pagar pela minha mudança). Após 7 meses de trabalho, o contrato quase a findar, as esperanças de ficar eram nulas, pois é uma empresa virada para o turismo, que desce drasticamente no Inverno aqui em Amesterdão. Quase convencida que seria agora que teria de apelar pelo subsidio de desemprego, ainda não será desta. Soube hoje que irei fazer parte desta equipa (se eu assim o entender) por mais um ano. Numa empresa que não dá elogios de graça, para mim este é o elogio, é o acima de tudo o reconhecimento daquilo que tenho feito. 
Se me sinto realizada neste trabalho? Não, não me sinto!! Seria difícil sentir depois de ter trabalhado 5 anos em Portugal como educadora de adultos, trabalho que me lavava a alma diariamente e me enchia de orgulho.
O trabalho que aqui tenho está muito bom por agora, onde tenho oportunidade de contactar com pessoas de todo o mundo, onde tenho um equipa de trabalho fantástica, onde falo diariamente três línguas e onde aprendo todos dia um pouquinho. Está muito bom. 
Aprendi cedo que independentemente de gostarmos ou não, profissionalmente teremos sempre que fazer o nosso melhor. Estamos a vender a nossa mão-de-obra e a dar a nossa cara...e isso é muito para mim! 
Se não gostarmos temos bom remédio, sair (de cara lavada) com a certeza que a porta não se fecha, pois o dia de amanhã ninguém o sabe. 
É assim que penso e ao longo destes 15 anos não me tenho dado mal. Cedo ou tarde o reconhecimento vêm das mais variadas formas. Obrigada. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aborrece-me...

....podia ser outra coisas qualquer, mas hoje é mesmo isto. Aborrece-me o som das bicicletas que estão com alguma avaria técnica na corrente, no pedal ou em outro sítio qualquer, aborrece-me e pronto. Às vezes fico tão impertinente com o barulho que me apetece parar, fazer parar o proprietário da dita cuja e mandá-lo arranjá-la. Opá, caramba esta manhã ia feliz e contente para o trabalho, respirando o ar gelado do  Vondelpark, ouvido os passarinhos quando atrás de mim se mete alguém com trrrr, trrrr, trrrrr, trrrr, trrrr...tentei apressar o passo, mas o som persegui-me até ao fim. 
Agora à noite depois de um dia de trabalho, seguido de 2h de formação, ansiosa por chegar a casa, pedalo a todo o gás para me cruzar novamente com um trrrrr, trrrrrr, trrrrr a casa pedalada. Valha-me a Santa pedalei até ter os bofes de fora, deixei de ouvir o barulho, ufaaaaa. Tive que parar no semáforo e foi o suficiente para o barulho me passar à frente - quando a luz ficou verde - e lá fui eu a gramar a sinfonia. 
Parece exagero, mas quando se mora numa cidade onde o meio de transporte mais utilizado é a bicicleta...aborrece!!!

domingo, 16 de setembro de 2012

Assim sou eu (aos olhos dos outros)

Estou a fazer um mini-curso de técnicas de procura de emprego aqui (em holandês). Basicamente é para saber de como apreciam o CV, carta de motivação e apresentação em entrevista aqui - quando digo aqui, falo sobretudo em empregadores holandeses, não em multinacionais. Curiosamente (já não me surpreende) o CV deve ser o mais curto e sucinto possível, máximo 2 páginas. Sim, que os holandeses tem mais que fazer aqui do que ler histórias de vida....simples, rápido e eficaz são palavrinhas mágicas neste pedacinho de terra. 
O modelo Europass aqui, não é utilizado e (ninguém) o conhece, segundo me consta. Portanto, o meu CV de quatro páginas já muito resumidas vai ter que ser encolhido para duas. Não fui mal sucedida nos que enviei ao longo destes meses. Mas ainda assim vou ouvindo e seguindo os conselhos. 
No decorrer da primeira sessão do curso foi-nos pedido, como TPC, para pedirmos elogios a quem nos conhece. Elogios sabem sempre bem, são como docinhos na nossa vida. No meu caso também me surpreenderam vindos de colegas de trabalho que me conhecem há tão pouco tempo. 
Então é mais ou menos isto que aos olhos dos outros sou:
 Persistente,
Otimista,
Responsável, 
Pura, 
Justa, 
Engraçada, 
Preocupada, 
Honesta, 
Doce, 
Sincera, 
Generosa. 
Realista, 
Querida, 
Empática, 
The last but not the least:
"She uses all the strength of her heart to put her ideas in action. She aim to the highest ideals. She keeps her word.
Nos entretantos, hoje, aconteceram umas coisinhas menos simpáticas no trabalho e fui acusada de "to sweet, naive and honest". 
Pronto, obrigadinha por tudo!!