Tenho um casal de amigos meus holandeses que está em Portugal de férias. Meteram-se num avião foram até ao Porto, alugaram um carro e o objectivo é voltar para a Holanda a partir de Faro. Na bagagem levaram uma resma de sugestões minhas, desde locais a visitar, cidades, vilas aldeias, sítios. Museus, castelos, palácios e afins. Comida, bebida... e praias.
Certo é que há uma hora atrás recebo esta mensagem "Hi Ana. Portugal is fantastic! Dennis and I are having a great time! The food and the weather are not normal ;) We´re in Évora now. It´s beautiful..."
Pois isto tudo já eu sei há muito tempo!! Mas confesso que fiquei cheia de baba. Amo Portugal.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A minha taalcoach
Já aqui falei num post que tinha iniciado com uma taalcoach. E o que é isto?? Traduzido à letra será treinador de língua. Traduzido por mim mesma é uma pessoa (no meu caso uma mulher holandesa) voluntária que dispõe algumas horas da sua semana para falar em holandês comigo, que me corrige e de certa maneira me ensina.
Já algum tempo que tinha recorrido à Associação que arranja estes voluntários (que acho que fazem um trabalho excelente) e há cerca de um mês comecei com esta taalcoach. Confesso que o primeiro encontro foi bastante estranho. Fui ter com ela à sua casa, bebemos chá e falamos sobre as nossas vidas. Ela é desde o início muito simpática, prática e descontraída, mas eu não me senti completamente à vontade. Entretanto seguiram-se outros encontros e quanto mais nos vimos mais agradável é. Estou super satisfeita com esta senhora. Ela também trabalha na área social. Trabalha com emigrantes ilegais que querem voltar ao país de origem mas não têm recursos para isso. Então a organização onde ela trabalha ajuda-os nesse processo. Parece-me super interessante o que ela faz. Daí ela falar português q.b. pois trabalha muito com brasileiros. Claro que não usamos o português, nem como último recurso.
Na passada sexta-feira passamos a tarde juntas com uma "irmã" (freira) brasileira, que trabalha na instituição do Brasil que os recebe. Digamos que as duas instituições são parceiras.
Isto tudo para dizer que passamos uma tarde fantástica as três, a falar holandês e um nadinha de português.
Fomos visitar uma antiga igreja católica construída num sótão no centro de Amesterdão. Hoje em dia é o bonito museu "Ons´Lieve Here op Solder" que retrata a fé na religião católica de uma família abastada do século XVII. A igreja foi construída no sótão da casa aquando da ocupação dos protestantes na cidade. Nessa altura foi proibido a prática da religião católica um pouco por toda a Holanda. Tanto que hoje em dia, a Holanda continua a ser um país com bastantes protestantes.
Continuando, os católicos não se conformaram e nessa altura, os Homens eram movidos por crenças e a fé na igreja era tanta que viver sem a pratica da religião não era uma opção era uma forma de estar na vida.
Segundo o que percebi na visita, o proprietário desta casa, um comerciante abastado e pai de seis filhos transformou os últimos três andares da casa em igreja. Obviamente que toda a casa foi transformada e toda a família teve que se acomodar do que restou da casa sem os últimos três pisos.
Toda a casa é hoje um museu, onde se pode ver onde dormiam, comiam e praticavam a religião. A forma como a igreja está construída é impressionante, bem como é impressionante a sua beleza e misticismo.
Mais do que a visita a uma casa que é igreja e museu, esta é sem dúvida uma visita a não perder, a uma casa que desperta histórias.
Curiosamente esta casa, que antigamente ficava situada na zona nobre de Amesterdão, hoje é o coração da Red Light district.
Finalizando...recomendo vivamente a experiência de um taalcoach é uma excelente maneira de entrar na cultura holandesa, praticando a língua ao mesmo tempo. Isto tudo em troca de boa-disposição, disponibilidade e um chá.
Esta sexta já temos planos, que parecem também prometer. A ver vamos. Depois conto!!
Já algum tempo que tinha recorrido à Associação que arranja estes voluntários (que acho que fazem um trabalho excelente) e há cerca de um mês comecei com esta taalcoach. Confesso que o primeiro encontro foi bastante estranho. Fui ter com ela à sua casa, bebemos chá e falamos sobre as nossas vidas. Ela é desde o início muito simpática, prática e descontraída, mas eu não me senti completamente à vontade. Entretanto seguiram-se outros encontros e quanto mais nos vimos mais agradável é. Estou super satisfeita com esta senhora. Ela também trabalha na área social. Trabalha com emigrantes ilegais que querem voltar ao país de origem mas não têm recursos para isso. Então a organização onde ela trabalha ajuda-os nesse processo. Parece-me super interessante o que ela faz. Daí ela falar português q.b. pois trabalha muito com brasileiros. Claro que não usamos o português, nem como último recurso.
Na passada sexta-feira passamos a tarde juntas com uma "irmã" (freira) brasileira, que trabalha na instituição do Brasil que os recebe. Digamos que as duas instituições são parceiras.
Isto tudo para dizer que passamos uma tarde fantástica as três, a falar holandês e um nadinha de português.
Fomos visitar uma antiga igreja católica construída num sótão no centro de Amesterdão. Hoje em dia é o bonito museu "Ons´Lieve Here op Solder" que retrata a fé na religião católica de uma família abastada do século XVII. A igreja foi construída no sótão da casa aquando da ocupação dos protestantes na cidade. Nessa altura foi proibido a prática da religião católica um pouco por toda a Holanda. Tanto que hoje em dia, a Holanda continua a ser um país com bastantes protestantes.
Continuando, os católicos não se conformaram e nessa altura, os Homens eram movidos por crenças e a fé na igreja era tanta que viver sem a pratica da religião não era uma opção era uma forma de estar na vida.
Segundo o que percebi na visita, o proprietário desta casa, um comerciante abastado e pai de seis filhos transformou os últimos três andares da casa em igreja. Obviamente que toda a casa foi transformada e toda a família teve que se acomodar do que restou da casa sem os últimos três pisos.
Toda a casa é hoje um museu, onde se pode ver onde dormiam, comiam e praticavam a religião. A forma como a igreja está construída é impressionante, bem como é impressionante a sua beleza e misticismo.
Mais do que a visita a uma casa que é igreja e museu, esta é sem dúvida uma visita a não perder, a uma casa que desperta histórias.
Curiosamente esta casa, que antigamente ficava situada na zona nobre de Amesterdão, hoje é o coração da Red Light district.
(a casa vista de fora)
( a igreja - imagens retiradas da Internet)

Esta sexta já temos planos, que parecem também prometer. A ver vamos. Depois conto!!
domingo, 7 de outubro de 2012
"I am not a tourist"
Se há coisa que eu posso tirar o chapéu a estes holandeses e particularmente aos de Amesterdão (e posso tirar o chapéu em muitas coisas, com certeza) é a forma como eles recebem, aceitam e acolhem os emigrantes nesta cidade. Há um imenso leque de infra-estruturas, associações, organizações, exposições, feiras, mercados e sei lá mais o quê a acontecerem frequentemente no sentido de integrar os que são de fora. Desde que cá estou já aconteceram algumas, há cerca de um mês fui a uma espécie de feira virada sobretudo para a aprendizagem do holandês. Onde havia várias escolas, livrarias e muitos outros stands relacionados com este mas também outros assuntos.
Hoje aconteceu a Expat Fair 2012 sob o tema "I am not a tourist". O programa realizou-se entre as 10h e as 17h e eu estive lá. A oferta era variadíssima ia desde como abrir uma conta bancária na Holanda até comprar cá uma casa . Para ficarem com uma ideia:
- Direito do trabalho e impostos;
- Tributação,
- Habitação,
- Orientação para a procura de trabalho,
- Aprender o holandês,
- Saúde na Holanda,
- Comprar uma casa na Holanda,
- Casamento na Holanda,
- Cultura holandesa,
- Abrir a própria empresa na Holanda,
- Crise financeira global. Como ser bem sucedido na Holanda,
- Educação e formação dos filhos na Holanda.
Workshops:
- A experiência de chocolate,
- Zumba,
- Degustação de queijos e coktails.
...e muito mais
Entre stands, apresentações, workshops e animação não houve tempo para tudo. A oferta foi definitivamente muito rica.
Eu acho que estas iniciativas são de aproveitar para pessoas que tal como eu querem passinho a passinho integrar-se o mais possível aqui.
De realçar que tudo isto aconteceu em plena Dam, no edíficio Beurs van Berlage, considerado um importantíssimo monumento arquitetônico. Foi construído com o principal objectivo de servir o comércio, albergando posteriormente durante muitos anos a bolsa de valores.
Hoje aconteceu a Expat Fair 2012 sob o tema "I am not a tourist". O programa realizou-se entre as 10h e as 17h e eu estive lá. A oferta era variadíssima ia desde como abrir uma conta bancária na Holanda até comprar cá uma casa . Para ficarem com uma ideia:
- Direito do trabalho e impostos;
- Tributação,
- Habitação,
- Orientação para a procura de trabalho,
- Aprender o holandês,
- Saúde na Holanda,
- Comprar uma casa na Holanda,
- Casamento na Holanda,
- Cultura holandesa,
- Abrir a própria empresa na Holanda,
- Crise financeira global. Como ser bem sucedido na Holanda,
- Educação e formação dos filhos na Holanda.
Workshops:
- A experiência de chocolate,
- Zumba,
- Degustação de queijos e coktails.
...e muito mais
Entre stands, apresentações, workshops e animação não houve tempo para tudo. A oferta foi definitivamente muito rica.
Eu acho que estas iniciativas são de aproveitar para pessoas que tal como eu querem passinho a passinho integrar-se o mais possível aqui.
De realçar que tudo isto aconteceu em plena Dam, no edíficio Beurs van Berlage, considerado um importantíssimo monumento arquitetônico. Foi construído com o principal objectivo de servir o comércio, albergando posteriormente durante muitos anos a bolsa de valores.
(imagens retiradas da internet)
sábado, 6 de outubro de 2012
Porquê???
Há notícias que nos chegam de longe mas que imediatamente nos roubam um pouco de vida.
Sinto-me desorientada, perdida, impotente e a braços com a pergunta porquê???
Não é justo! Não é justo!
Sinto-me desorientada, perdida, impotente e a braços com a pergunta porquê???
Não é justo! Não é justo!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O sabor amargo da desilusão
Quantas vezes na vida já desiludimos? Quantas vezes já fomos desiludidos? Com certeza que pelo menos uma vez isso já nos aconteceu a todos nós....infelizmente!
A desilusão vem quase sempre de pessoas muito próximas de nós, amigos, família ou colegas muito chegados a que muitas vezes chamamos apressadamente de amigos. O que é certo é que a desilusão também chega porque nós próprios elevamos àquela pessoa a uma categoria muito alta. Quanto maior a expectativa maior a desilusão.
A desilusão pode vir acompanhada de um pedido de desculpas sincero...mas...ela mina, moi, faz doer...e se deixarmos vai matando aos pouquinhos um sentimento. Eu tenho muito medo da desilusão...para mim é um dos sentimentos mais perigosos....a desilusão corrói.
Há muitos anos atrás li ou ouvi algures uma história que ditava mais ou menos assim:
Um pai disse ao filho: "aqui tens uma tábua nova e vários pregos. Por cada vez que maltratares alguém com palavras ou atos colocas um prego na tábua. Se assumes o teu erro, te arrependes e pedes desculpa, voltas a arrancar o prego". Assim foi durante algum tempo até a tábua estar repleta de buracos. Nessa altura o pai volta a explicar ao menino. "Pregaste um prego por cada vez que magoaste alguém, arrancaste-o porque te arrependeste, voltaste atrás e pediste desculpa. O que é uma atitude a louvar. Contudo o prego, ainda que já lá não esteja deixou a sua marca e lá permanecerá. O mesmo acontece quando magoamos alguém ainda que lamentemos o buraco, a mágoa...a desilusão fica lá".
Compete-nos a cada um de nós a escolha de muitos ou poucos buracos. Como seres imperfeitos já não digo limpa, mas digo que ao menos podemos tentar fazer por ter o menos de buracos possível.
A desilusão vem quase sempre de pessoas muito próximas de nós, amigos, família ou colegas muito chegados a que muitas vezes chamamos apressadamente de amigos. O que é certo é que a desilusão também chega porque nós próprios elevamos àquela pessoa a uma categoria muito alta. Quanto maior a expectativa maior a desilusão.
A desilusão pode vir acompanhada de um pedido de desculpas sincero...mas...ela mina, moi, faz doer...e se deixarmos vai matando aos pouquinhos um sentimento. Eu tenho muito medo da desilusão...para mim é um dos sentimentos mais perigosos....a desilusão corrói.
Há muitos anos atrás li ou ouvi algures uma história que ditava mais ou menos assim:
Um pai disse ao filho: "aqui tens uma tábua nova e vários pregos. Por cada vez que maltratares alguém com palavras ou atos colocas um prego na tábua. Se assumes o teu erro, te arrependes e pedes desculpa, voltas a arrancar o prego". Assim foi durante algum tempo até a tábua estar repleta de buracos. Nessa altura o pai volta a explicar ao menino. "Pregaste um prego por cada vez que magoaste alguém, arrancaste-o porque te arrependeste, voltaste atrás e pediste desculpa. O que é uma atitude a louvar. Contudo o prego, ainda que já lá não esteja deixou a sua marca e lá permanecerá. O mesmo acontece quando magoamos alguém ainda que lamentemos o buraco, a mágoa...a desilusão fica lá".
Compete-nos a cada um de nós a escolha de muitos ou poucos buracos. Como seres imperfeitos já não digo limpa, mas digo que ao menos podemos tentar fazer por ter o menos de buracos possível.
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