No fim de semana fomos conhecer Zaanse Schans é uma pequena povoação a norte de Amesterdão, onde as casas são muito características feitas de madeiras e pintadas a verde. Esta também é conhecida pelos seus enúmeros moinhos de vento. Hoje é um ponto de turismo a não perder quando se visita a Holanda, contudo no seculo XVIII era uma zona industrial, onde cerca de 700 moinho estavam em pleno funcionamento e era um ícone de desenvolvimento na Holanda. Atualmente apenas 5 se encontra em funcionamento.
Certo é que quando se atravessa a ponte desta povoação de um lado pode ver-se o que era a indústria não poluente do seculo passado, os moinhos que compõe a paisagem e atualmente do outro lado da ponte vislumbra-se a atual indústria, fábricas e mais fábricas, mães de uma tal poluição. É o preço a pagar pelo desenvolvimento não sustentável.
De qualquer maneira, vale a pena a visita a esta pequena povoação tão holandesa. Bem como vale a visita ao museu que retrata a vida dura das gentes na altura onde as máquinas eram os braços humanos.
Ficam as imagens:
Diz-se que este foi o primeiro Albert Hinz, a ser verdade nasceu aqui o primeiro de uma enorme cadeia de supermercados na Holanda. Lá dentro é uma autêntica relíquia, onde se recuam seculos no tempo.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
A voluntária que mora em mim
Ontem à noite foi a uma reunião de voluntários aqui. Saí de lá com imensas ideias e como peixinho na água. Não há nada a fazer sou mesmo bicho da área social, preciso de fazer algo pelo outros como preciso de pão para a boca.
Em Portugal já há muitos anos que fazia voluntariado em diversas áreas e nos últimos anos dedicava-me mais ao Banco Alimentar contra a Fome e sobretudo às Associações de cães e gatos abandados. Em Portugal andava sempre a mil, mas tentava sempre ter umas horinhas do meu dia quando solicitavam a minha ajuda. A desculpa de não ter tempo, para mim, não é razoável e eu arranjava-o sempre.
Aqui já me andava a fazer falta essa parte da minha vida e ontem, finalmente, fiz por tornar isso uma realidade.
A reunião correu lindamente. Conheci imensas pessoas de outras nacionalidades, interessadas também em serem voluntárias. Eu adoro conhecer pessoas e partilhar experiências de vida. Tantas histórias, tantas vidas...e tanto que isso me dá.
Esta instituição está muito bem organizado, pelo que me pareceu. Trabalham com a comunidade holandesa mas também com estrangeiros, desde sem-abrigos, prostitutas, casos de solidão...enfim, um mundo.
No final ouvimos o testemunho de uma das pessoas que foi ajudada pela instituição. Uma miúda holandesa de 28 anos que quase nos pôs todos a chorar com a sua história de vida.
Definitivamente quero fazer qualquer coisa, já que não posso trabalhar na área como profissional, então pelo menos mato saudades como voluntária.
Quero, preciso, faz-me bem esta voluntária que há em mim. Muitas vezes a única coisa que precisamos fazer é dar um nadinha do nosso tempo e dois ouvidos.
Brevemente haverá novidades sobre este assunto, assim espero.
Em Portugal já há muitos anos que fazia voluntariado em diversas áreas e nos últimos anos dedicava-me mais ao Banco Alimentar contra a Fome e sobretudo às Associações de cães e gatos abandados. Em Portugal andava sempre a mil, mas tentava sempre ter umas horinhas do meu dia quando solicitavam a minha ajuda. A desculpa de não ter tempo, para mim, não é razoável e eu arranjava-o sempre.
Aqui já me andava a fazer falta essa parte da minha vida e ontem, finalmente, fiz por tornar isso uma realidade.
A reunião correu lindamente. Conheci imensas pessoas de outras nacionalidades, interessadas também em serem voluntárias. Eu adoro conhecer pessoas e partilhar experiências de vida. Tantas histórias, tantas vidas...e tanto que isso me dá.
Esta instituição está muito bem organizado, pelo que me pareceu. Trabalham com a comunidade holandesa mas também com estrangeiros, desde sem-abrigos, prostitutas, casos de solidão...enfim, um mundo.
No final ouvimos o testemunho de uma das pessoas que foi ajudada pela instituição. Uma miúda holandesa de 28 anos que quase nos pôs todos a chorar com a sua história de vida.
Definitivamente quero fazer qualquer coisa, já que não posso trabalhar na área como profissional, então pelo menos mato saudades como voluntária.
Quero, preciso, faz-me bem esta voluntária que há em mim. Muitas vezes a única coisa que precisamos fazer é dar um nadinha do nosso tempo e dois ouvidos.
sábado, 20 de outubro de 2012
Dificuldades de uma mulher baixinha (como eu) na Holanda
Casas de banho públicas:
Sanitas muito altas = fazer xixi quase de pé
Espelhos pequenos e muito altos = com sorte ver apenas a pontinha da cabeça
Cozinha:
Armários = pedir ajuda para as prateleiras de cima
Outros:
Concertos, cinemas e afins = levar com o vizinho da frente a tapar-me a vista
Cumprimentar alguém com beijinhos = esticar-me ao máximo, por-me de bicos de pés e apanhar um torticolo.
...
Sanitas muito altas = fazer xixi quase de pé
Espelhos pequenos e muito altos = com sorte ver apenas a pontinha da cabeça
Cozinha:
Armários = pedir ajuda para as prateleiras de cima
Outros:
Concertos, cinemas e afins = levar com o vizinho da frente a tapar-me a vista
Cumprimentar alguém com beijinhos = esticar-me ao máximo, por-me de bicos de pés e apanhar um torticolo.
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(imagem da internet)
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Chá de Damas
Na passada sexta-feira fui ter com a minha taalcoach à Noorderkeerk (igreja protestante) no bairro Jordan.
Isto porque foi organizado um chá só para senhoras com o objetivo de confraternizar e aproximar a comunidade da igreja. Eu ofereci-me para ajudar na organização, estava livre e era uma forma de falar mais e mais o holandês, que é o meu principal objectivo.
Então foi basicamente fatiar tartes e bolos, organizar as mesas com o chá. Sendo que o espaço ficou muito bonito e acolhedor.
À hora marcada começaram a chegar as senhoras de todas as idades e ainda se juntaram cerca de 50 pessoas. Foi muito agradável, falei em holandês q.b e por ter ficado numa mesa com muitas italianas acabamos por falar inglês e um italiano meio espanholado (da minha parte).
Trouxe mais contatos e ideias para casa. E um saquinho surpresa com brindes, no qual um novo testamento em holandês. Quando estarei eu pronta para o ler!!
Aqui fica algumas imagens que eu captei.
Esta sexta-feira temos encontro marcado na biblioteca central, que é um espaço que eu adoro!
Isto porque foi organizado um chá só para senhoras com o objetivo de confraternizar e aproximar a comunidade da igreja. Eu ofereci-me para ajudar na organização, estava livre e era uma forma de falar mais e mais o holandês, que é o meu principal objectivo.
Então foi basicamente fatiar tartes e bolos, organizar as mesas com o chá. Sendo que o espaço ficou muito bonito e acolhedor.
À hora marcada começaram a chegar as senhoras de todas as idades e ainda se juntaram cerca de 50 pessoas. Foi muito agradável, falei em holandês q.b e por ter ficado numa mesa com muitas italianas acabamos por falar inglês e um italiano meio espanholado (da minha parte).
Trouxe mais contatos e ideias para casa. E um saquinho surpresa com brindes, no qual um novo testamento em holandês. Quando estarei eu pronta para o ler!!
Aqui fica algumas imagens que eu captei.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Vamos ajudar a Beatriz
Há uns dias atrás postei aqui a minha tristeza com uma notícia que me chegou de Portugal. Choque, sentimento de injustiça e impotência é o que sinto.
Todos os dias, infelizmente, somos confrontados com mais uma vitima desta terrível doença que é o cancro. Ela que não olha à idade, gênero ou etnia.
Quando nos toca de tão perto e a uma pessoa tão vulnerável como uma criança há um pouco de nós que cede.
Estou longe, ainda não me confrontei com a notícia de perto, não consigo ligar aos pais porque não sei o que diga e não quero passar a minha tristeza.
Acredito, SIM, acredito que a Beatriz vai vencer. Ai como acredito!!!
A Beatriz é uma menina de 10 anos que tão bem conheço. Eu e o pai dela crescemos na mesma rua de uma pequena aldeia do Nordeste Algarvio.
Foi diagnosticado à Beatriz há umas semanas atrás um tumor cerebral. Neste momento a Bea está no IPO em Lisboa a lutar contra esta doença. É uma criança, apenas isso...assustada, longe da família, dos irmãos, dos amiguinhos, da escola e da sua zona de conforto.
Os pais fazem o que podem e o que não podem para se aguentar e ainda dar a força necessária a sua filha. Contudo, as despesas são mais que muitas, as constantes viagens do Algarve a Lisboa, o alojamento, a alimentação....e todo o resto.
Como tal foi criada uma conta solidária para ajudar a Beatriz.
Eu acredito piamente que toda ajuda é bem-vinda. Atualmente a conjuntura de Portugal não está para grandes atos de solidariedade. Mas é facto que somos um povo solidário.
Se pensarmos que p.e. 5€ não fazem a diferença, fazem se todos contribuirmos. Cada um dá o que pode. Gastamos tantas vezes dinheiro tão mal gasto, em coisas tão fúteis, que penso que gastar uma vez com quem precisa é mais do que um ato de solidariedade é um ato de amor ao próximo.
A única coisa que vos peço é que rezem pela Bea e que contribuam com o pouco que conseguirem.
Obrigada!!
Todos os dias, infelizmente, somos confrontados com mais uma vitima desta terrível doença que é o cancro. Ela que não olha à idade, gênero ou etnia.
Quando nos toca de tão perto e a uma pessoa tão vulnerável como uma criança há um pouco de nós que cede.
Estou longe, ainda não me confrontei com a notícia de perto, não consigo ligar aos pais porque não sei o que diga e não quero passar a minha tristeza.
Acredito, SIM, acredito que a Beatriz vai vencer. Ai como acredito!!!
A Beatriz é uma menina de 10 anos que tão bem conheço. Eu e o pai dela crescemos na mesma rua de uma pequena aldeia do Nordeste Algarvio.
Foi diagnosticado à Beatriz há umas semanas atrás um tumor cerebral. Neste momento a Bea está no IPO em Lisboa a lutar contra esta doença. É uma criança, apenas isso...assustada, longe da família, dos irmãos, dos amiguinhos, da escola e da sua zona de conforto.
Os pais fazem o que podem e o que não podem para se aguentar e ainda dar a força necessária a sua filha. Contudo, as despesas são mais que muitas, as constantes viagens do Algarve a Lisboa, o alojamento, a alimentação....e todo o resto.
Como tal foi criada uma conta solidária para ajudar a Beatriz.
Eu acredito piamente que toda ajuda é bem-vinda. Atualmente a conjuntura de Portugal não está para grandes atos de solidariedade. Mas é facto que somos um povo solidário.
Se pensarmos que p.e. 5€ não fazem a diferença, fazem se todos contribuirmos. Cada um dá o que pode. Gastamos tantas vezes dinheiro tão mal gasto, em coisas tão fúteis, que penso que gastar uma vez com quem precisa é mais do que um ato de solidariedade é um ato de amor ao próximo.
A única coisa que vos peço é que rezem pela Bea e que contribuam com o pouco que conseguirem.
Obrigada!!
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