...é isto que tenho que pensar!!!! Falta pouco, falta muito pouco e o pior já passou. Já contamos com cinco meses de inverno (rigoroso - para mim) aqui por estas bandas e com sorte mais um mês, mês e meio chega o amigo sol e os dias grandes e os churrascos e música nos parques e a música e as tulipas e as cabeças levantadas e as cadeiras e bancos nas ruas para se aproveitar o minimo raio de sol.
E vou com certeza sobreviver ao meu segundo inverno em Amesterdão, todos os dias com o meu Algarve na cabeça.
O amor da minha vida vendo-me em desespero, há uns dias trouxe-me umas sementes de girassol para plantar. Já que não me pode trazer o sol traz-me as flores do sol...é um querido e sei que sofre muito com o meu sofrimento. Para ele é normal, nasceu e viveu toda a vida aqui...não tem outro ponto de referência, não significa que também não esteja cansado desta cor maldita, mas para ele sempre foi assim.
No domingo fomos a meia duzia de metros quadrados portugueses em solo holandês, os Lusitanos. Assim que se entra respeita-se Portugal, fala-se português, bebe-se e come-se português.
Toda a atmosfera é portuguesa comemos uma bela de uma chouriça assada (desconfio que não era portuguesa - que se lixe- valeu o porquinho em barro, na qual foi assada, esse sim português). Comemos uma carne de pouco à alentejana que estava de chorar por mais bebemos um vinhito português,eu, ele umas Sangres.
Ainda assim não vi por lá o sol, que parece ter-se esquecido desta parte do mundo.
Não quero, de todo, fazer do meu blogue o muro das lamentações e também a mim já me cansam os meus posts acerca do tempo e da falta de sol...mas acreditem não é mesmo nada fácil sobreviver sem sol a quase cinco meses e talvez só me compreendam verdadeiramente as pessoas que também precisam dele e não o têm. Há uns dias voltamos às temperaturas negativas (hoje está um pouco melhor) mas no fim de semana esteve um frio horrível um vento de fazer gelar a alma.
Ai pessoas isto não é fácil, espero que o meu amor seja suficientemente grande para sobreviver a mais uns quantos invernos. O que vale é que normalmente o ser humano - e eu particularmente - tem memória curta e quando aparecer o primeiro verdadeiro raio de sol, Amesterdão voltará a ser novamente uma das mais belas cidades, cheia de vida e encanto.
Está quase...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Mais um desabafo
Há pouco na aula de holandês, uma colega começou a falar do cão que tinha comprado havia umas semanas. Aliás na aula passada já tinha introduzido o assunto mas eu não liguei muito, pois estava a queixar-se que um cão com 2 meses ainda fazia xixi em casa. Expliquei-lhe que era normal, blá, blá e a aula começou e não se falou mais no assunto.
Hoje começou com o assunto outra vez. Comprou um chiuaua há umas semanas e fala do cão como se fosse uma peça de decoração lá de casa, que deve ser. Sim, porque o bibelô não tem as medidas e a forma exata com que a menina sonhou. E olhem que não estou a exagerar, quer ir devolver o cão porque as orelhas estão caídas e garantiram-lhe que os cães desta raça tem sempre as orelhas empinadas e se é assim é porque não é puro ...blá, blá, blá.
A sério, não compreendo e continuo a dizer, para mim (e perdoe-me as excepções) quem compra um cão, não ama um animal, quer é um bibelô para passear e para dizer ao amigos o cão de raça que têm.
E depois não agrada por qualquer motivo e é devolvido como se de uma mercadoria se tratasse. Sim porque o bicho não têm coração, não se afeiçoa, etc...é um produto, pagou-se, devolve-se e reembolsam o dinheiro. Simples!
Já agora e os donos de cães vão-me entender. Qual é das primeiras perguntas, se não a primeira que nos fazem quando dizemos que temos um cão???
- Ahhh (que giro) de que raça é????
- Olha merddd....o que é que isso interessa, é um cão, tem quatro patas, duas orelhas, um nariz, uma cauda É um cão!!!!
Isto tira-me do sério, haverá poucas coisas que o conseguem, mas esta é sem dúvida uma delas.
Coincidência ou não, chego a casa e tenho isto à minha espera:
Só vos peço uma coisa pensem bem antes de adotar ou comprar um animal, seja ele qual for. Dão trabalho, requerem tempo e organização na vida pessoal...trazem muita felicidade e o amor que nos têm é incondicional...mas ainda assim não é para toda a gente.
Eles merecem e tem o direito de serem respeitados e cuidados, por quem os adota!! Não são qualquer coisa, são seres vivos.
Boa noite.
Hoje começou com o assunto outra vez. Comprou um chiuaua há umas semanas e fala do cão como se fosse uma peça de decoração lá de casa, que deve ser. Sim, porque o bibelô não tem as medidas e a forma exata com que a menina sonhou. E olhem que não estou a exagerar, quer ir devolver o cão porque as orelhas estão caídas e garantiram-lhe que os cães desta raça tem sempre as orelhas empinadas e se é assim é porque não é puro ...blá, blá, blá.
A sério, não compreendo e continuo a dizer, para mim (e perdoe-me as excepções) quem compra um cão, não ama um animal, quer é um bibelô para passear e para dizer ao amigos o cão de raça que têm.
E depois não agrada por qualquer motivo e é devolvido como se de uma mercadoria se tratasse. Sim porque o bicho não têm coração, não se afeiçoa, etc...é um produto, pagou-se, devolve-se e reembolsam o dinheiro. Simples!
Já agora e os donos de cães vão-me entender. Qual é das primeiras perguntas, se não a primeira que nos fazem quando dizemos que temos um cão???
- Ahhh (que giro) de que raça é????
- Olha merddd....o que é que isso interessa, é um cão, tem quatro patas, duas orelhas, um nariz, uma cauda É um cão!!!!
Isto tira-me do sério, haverá poucas coisas que o conseguem, mas esta é sem dúvida uma delas.
Coincidência ou não, chego a casa e tenho isto à minha espera:
Só vos peço uma coisa pensem bem antes de adotar ou comprar um animal, seja ele qual for. Dão trabalho, requerem tempo e organização na vida pessoal...trazem muita felicidade e o amor que nos têm é incondicional...mas ainda assim não é para toda a gente.
Eles merecem e tem o direito de serem respeitados e cuidados, por quem os adota!! Não são qualquer coisa, são seres vivos.
Boa noite.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Nome de Código Leoparda
A minha vida não seria a mesma coisa se eu pertencesse à parte da população que não gosta de ler.
É que gosto mesmo de gostar de ler!! E até me parece impossível que alguém não goste. E isto começou há muitos anos atrás, era eu uma criança.
A minha mãe conta-me que muitas vezes quando ia-mos às compras em vez de brinquedos eu pedia um livro...também me parece estranho, mas se ela diz é porque sabe.
Ler transporta-nos para o mundo da imaginação, faz-nos sonhar e viajar. Adoro a sensação de sentir falta do livro, de querer ler mais um pouco e não conseguir parar.
Já andava com saudades do senhor Ken Follet e para não variar não desapontou as minhas expetativas com este livro.
No início fiquei assim na dúvida, mas após umas quantas páginas começou uma história absolutamente fantástica.
Resumindo uma equipa constituída por seis mulheres tentam evadir um "castelo" em França e destruir parte das operações nazis.
Vou a meio, a história promete e é altamente viciante.
Recomendo!
É que gosto mesmo de gostar de ler!! E até me parece impossível que alguém não goste. E isto começou há muitos anos atrás, era eu uma criança.
A minha mãe conta-me que muitas vezes quando ia-mos às compras em vez de brinquedos eu pedia um livro...também me parece estranho, mas se ela diz é porque sabe.
Ler transporta-nos para o mundo da imaginação, faz-nos sonhar e viajar. Adoro a sensação de sentir falta do livro, de querer ler mais um pouco e não conseguir parar.
Já andava com saudades do senhor Ken Follet e para não variar não desapontou as minhas expetativas com este livro.
No início fiquei assim na dúvida, mas após umas quantas páginas começou uma história absolutamente fantástica.
Resumindo uma equipa constituída por seis mulheres tentam evadir um "castelo" em França e destruir parte das operações nazis.
Vou a meio, a história promete e é altamente viciante.
Recomendo!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Farta de cinzento
A falta de inspiração com que tenho andado para escrever penso que se deva a estes dias cinzentos magníficos que vieram para ficar há já uns bons meses. Penso que a última vez que vi o sol à séria foi há três semanas quando estive em Portugal, no Porto.
E se no início do Inverno (em Setembro) isto se leva com alguma ligeireza, chega-se a Fevereiro e já não se pode com frio, com chuva, com neve, com gelo, com vento...e com todas as coisas boas que há por estes lados em termos climatéricos.
Estou farta de casacos, de luvas, de gorros e de me enfiar em roupa como se fosse um chouriço...nunca pensei que isto do tempo me custasse tempo...e influenciasse tanto o meu ser...há dias que custam mesmo a passar. Fui avisada, mas sou céptica, aos meus olhos é ver para crer.
No outro dia uma colega minha dizia-me "vou de férias em Março preciso de ver neve à séria, de a pisar, de sentir frio de verdade". Devo ter olhado para ela incrédula e com cara de tonta, que a mulher está louca, mas eu dou-lhe um desconto...ela é finlandesa. Cada um sente falta da sua zona de conforto, daquilo que lhe é familiar, seja lá o que isso for.
Eu sinto falta de um céu azul bebé, sinto falta de um raio de sol a queimar-me a pele, sinto falta da minha praia e de um café numa manhã de domingo no Paquete.
E pronto isto de vez em quando dá-me e depois passa.
E se no início do Inverno (em Setembro) isto se leva com alguma ligeireza, chega-se a Fevereiro e já não se pode com frio, com chuva, com neve, com gelo, com vento...e com todas as coisas boas que há por estes lados em termos climatéricos.
Estou farta de casacos, de luvas, de gorros e de me enfiar em roupa como se fosse um chouriço...nunca pensei que isto do tempo me custasse tempo...e influenciasse tanto o meu ser...há dias que custam mesmo a passar. Fui avisada, mas sou céptica, aos meus olhos é ver para crer.
No outro dia uma colega minha dizia-me "vou de férias em Março preciso de ver neve à séria, de a pisar, de sentir frio de verdade". Devo ter olhado para ela incrédula e com cara de tonta, que a mulher está louca, mas eu dou-lhe um desconto...ela é finlandesa. Cada um sente falta da sua zona de conforto, daquilo que lhe é familiar, seja lá o que isso for.
Eu sinto falta de um céu azul bebé, sinto falta de um raio de sol a queimar-me a pele, sinto falta da minha praia e de um café numa manhã de domingo no Paquete.
E pronto isto de vez em quando dá-me e depois passa.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Eles andam por cá
Ou eu ando com o ouvido mais apurado ou andam por cá muitos portugueses.
No início nunca os ouvia pelas ruas, se cá moravam não sei onde andavam porque nunca nos cruzamos. Brasileiros, sim..muitos!
Depois entrei no grupo de portugueses em Amesterdão no facebook e aí apercebi-me que éramos uns quantos...com o passar do tempo vão entrando mais e mais. Acho que todos os dias (ou quase todos) novas pessoas querem fazer parte deste grupo. Não quer dizer que estejam todos de chegada, há portugueses que já cá estão há muitos anos.
Resumindo, o que quero dizer é que atualmente quase todos os dias oiço um português a falar, ora é no supermercado, ora é na rua, ou na Hema, ou em outra qualquer situação.
Ontem foi na rua enquanto ia de bicicleta para o ginásio, há uns dias foi no Jumbo que vende o vinho Porca de Murça e que de vez em quando nos lembramos de comprar todo o stock (atenção que todo o stock é dizer 5 garrafas, às vezes um pouco mais).
No início gostava de meter conversa e às vezes ainda gosto, mas nem todos estão para aí virados e como já tenho apanhado caras feias já penso duas vezes.
Eu gosto de fazer uma festa e contar logo metade da minha vidinha quando vejo um compatriota, mas se calhar daqui a dez anos já penso de maneira diferente, como tal tenho que respeitar todas as formas de ser.
No início nunca os ouvia pelas ruas, se cá moravam não sei onde andavam porque nunca nos cruzamos. Brasileiros, sim..muitos!
Depois entrei no grupo de portugueses em Amesterdão no facebook e aí apercebi-me que éramos uns quantos...com o passar do tempo vão entrando mais e mais. Acho que todos os dias (ou quase todos) novas pessoas querem fazer parte deste grupo. Não quer dizer que estejam todos de chegada, há portugueses que já cá estão há muitos anos.
Resumindo, o que quero dizer é que atualmente quase todos os dias oiço um português a falar, ora é no supermercado, ora é na rua, ou na Hema, ou em outra qualquer situação.
Ontem foi na rua enquanto ia de bicicleta para o ginásio, há uns dias foi no Jumbo que vende o vinho Porca de Murça e que de vez em quando nos lembramos de comprar todo o stock (atenção que todo o stock é dizer 5 garrafas, às vezes um pouco mais).
No início gostava de meter conversa e às vezes ainda gosto, mas nem todos estão para aí virados e como já tenho apanhado caras feias já penso duas vezes.
Eu gosto de fazer uma festa e contar logo metade da minha vidinha quando vejo um compatriota, mas se calhar daqui a dez anos já penso de maneira diferente, como tal tenho que respeitar todas as formas de ser.
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