Por estes dias está a decorrer o uitmarkt em Amesterdão. Este evento é uma espécie de festival cultural para promover aquilo que a cidade pode oferecer em termos culturais. Muita música, teatro, dança, cinema, comédia. Os principais eventos são na Museumplein e Leidseplein. Eu passeio hoje por lá, o ambiente é super animado mas também tranquilo. Comida, bebida, concertos de vários estilos musicais, feiura do livro. Há imenso a acontecer.
Para nós o ponto alto foi quando ouvimos a Daisy Correia - a metade portuguesa, metade holandesa - como ela se apresentou, a apresentar o seu novo disco "Este meu fado". É sempre muito emocionante ouvir alguém cantar na nossa língua, algo que é tão nosso, numa sala cheio de holandeses rendidos ao nosso fado.
Ela não é a tipica fadista, nem pode ser, nem é assim que se apresenta. O seu fado é ligeiro, misturado às vezes com um pouquinho de jazz. Muito agradável de se ouvir. Gostei da forma como o interpreta, percebe-se que canta com alma, que o percebe e que o respeita. Vi nela um jeitinho da Mariza.E não me enganei
O ponto alto da noite foi quando explicou ao público (em holandês) que não conseguia explicar do que fala o fado, nem como se sente o fado, mas que deixava ao critério de cada um senti-lo à sua maneira, pedindo ao público para fechar os olhos e em holandês cantou "chuva" de Mariza. Foi bem emocionante ver aquela gente toda de olhos fechados, a balançar ao ritmo da melodia.
Chuva é de longe uma das minhas músicas preferidas, então obviamente que as lágrimas não tardaram a aparecer, foi lindo.
sábado, 31 de agosto de 2013
O terceiro gêmeo
Andei num sofrimento que só visto, há já uns meses para terminar o livro que tinha em mãos. Este:
Comprei-o em Portugal há uns anos e foi um dos que veio comigo na bagagem. Não consigo encontrar livros em português por cá e na biblioteca a coleção é pequena e antiquada, então vou trazendo de Portugal de cada vez que lá vou. Sim, porque continuo a gostar muito de ler em português e só na minha língua consigo sentir a história.
Esta não me fascinou. Conta a saga de uma família judaica americana, que teme a chegada do nazismo à America. A história não é interessante, mas teimei em lê-lo até ao fim (já devia ter aprendi que ao fim de 30 páginas se não interessar é pôr ao lado) e acaba de uma maneira desinteressante. Assim como se o próprio autor estivesse farto de o escrever e sem inspiração decidiu pôr fim ao mesmo.
Para aliviar o meu sofrimento, só mesmo o Senhor Ken Follet. Quando estive no Porto trouxe alguns dele e escolhi o Terceiro Gêmeo para me fazer companhia nos próximos tempos.
Este senhor nunca me desilude, desde que o conheci (a sua escrita) que livro após livro é uma surpresa. Há de fato pessoas que nascem com dons. As primeiras páginas deixam-nos logo coladas à história. Os livros dele não se leem...bebem-se. Gosto desta sensação boa de chegar a casa e tê-lo à minha espera.
Só mesmo ler para crer naquilo que estou a dizer.
Esta não me fascinou. Conta a saga de uma família judaica americana, que teme a chegada do nazismo à America. A história não é interessante, mas teimei em lê-lo até ao fim (já devia ter aprendi que ao fim de 30 páginas se não interessar é pôr ao lado) e acaba de uma maneira desinteressante. Assim como se o próprio autor estivesse farto de o escrever e sem inspiração decidiu pôr fim ao mesmo.
Para aliviar o meu sofrimento, só mesmo o Senhor Ken Follet. Quando estive no Porto trouxe alguns dele e escolhi o Terceiro Gêmeo para me fazer companhia nos próximos tempos.
Este senhor nunca me desilude, desde que o conheci (a sua escrita) que livro após livro é uma surpresa. Há de fato pessoas que nascem com dons. As primeiras páginas deixam-nos logo coladas à história. Os livros dele não se leem...bebem-se. Gosto desta sensação boa de chegar a casa e tê-lo à minha espera.
Só mesmo ler para crer naquilo que estou a dizer.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Uma janela
Gosto de janelas. Gosto de as fotografas. Algumas são absolutamente incríveis, como esta. As janelas também dizem muito sobre quem nelas habita.
Mas o interessante sobre as janelas é que elas guardam histórias. São uma "entrada" para o interior mas tantas vezes um escape para o exterior.
Gosto da vista que nos proporciona e que vai além de quatro paredes.
As janelas são mágicas.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Uma pequena tour por Ardennes
Este post já vem com alguns bons dias de atraso, mas antes que caia no esquecimento. Vou então deixar aqui algumas dicas e fotos do nosso fim de semana de camping em Ardennes - Bélgica.
Ficamos no camping la roche en Ardenne gostamos muito, é grande mas tranquilo.
Aspetos positivos:
- Têm um restaurante onde se pode comer bem e barato;
- Animais são permitidos,
- Tem supermercado com pão e croissant fresquinhos todas as manhã,
- Fica perto de um rio, onde se pode fazer canoagem. Bem toda a área circundante é absolutamente fantástica e canoagem é de facto algo a experimentar.
Aspetos assim, assim:
- As casa de banho e duches podiam ser um nadinha mais limpos e confortáveis.
Mas em alta temporada, com o camping relativamnte cheio também não estava assim tão mal.
Chegamos na sexta quase à noite, montamos a tenda. Engraçado é ver os olhares curiosos dos vizinhos, é tudo tão intimista, tão perto. E de repente aquelas pessoas são-nos tão próximas.
Depois fomos jantar ao restaurante. Felizmente os belgas gostam de comer e sabem cozinhar . O jantarzinho estava muito bom. Voltamos para a tenda entre raios e pingos de chuva e assim do nada desaba o céu. Choveu tanto, mas tanto que eu pensei que ia acordar com o rabo encharcado. Não só não acordei molhada, como tive uma noite super romântica, quentinha numa tenda, com o homem e o cão a ouvir o barulho da chuva na tenda....para lá de bom (primeiro tive que me irritar com os vizinhos do lado que estavam nos copos e gritavam que se fartavam - holandeses, por sinal - mas isso agora não interessa nada). Valha-me a santa que para onde quer que vá há holandeses - um país tão pequeno, mas com tal taxa de natalidade.
De manhã, pequeno almoço, cafezinho quentinho e pãozinho. Estávamos os três deliciados com a paisagem e com o sol, tranquilos, cada um com o seu livro. Panquecas para o almoço e ala que se faz tarde à descoberta.
Primeira paragem:
La Roche en Ardenne:
Ficamos no camping la roche en Ardenne gostamos muito, é grande mas tranquilo.
Aspetos positivos:
- Têm um restaurante onde se pode comer bem e barato;
- Animais são permitidos,
- Tem supermercado com pão e croissant fresquinhos todas as manhã,
- Fica perto de um rio, onde se pode fazer canoagem. Bem toda a área circundante é absolutamente fantástica e canoagem é de facto algo a experimentar.
Aspetos assim, assim:
- As casa de banho e duches podiam ser um nadinha mais limpos e confortáveis.
Mas em alta temporada, com o camping relativamnte cheio também não estava assim tão mal.
Chegamos na sexta quase à noite, montamos a tenda. Engraçado é ver os olhares curiosos dos vizinhos, é tudo tão intimista, tão perto. E de repente aquelas pessoas são-nos tão próximas.
Depois fomos jantar ao restaurante. Felizmente os belgas gostam de comer e sabem cozinhar . O jantarzinho estava muito bom. Voltamos para a tenda entre raios e pingos de chuva e assim do nada desaba o céu. Choveu tanto, mas tanto que eu pensei que ia acordar com o rabo encharcado. Não só não acordei molhada, como tive uma noite super romântica, quentinha numa tenda, com o homem e o cão a ouvir o barulho da chuva na tenda....para lá de bom (primeiro tive que me irritar com os vizinhos do lado que estavam nos copos e gritavam que se fartavam - holandeses, por sinal - mas isso agora não interessa nada). Valha-me a santa que para onde quer que vá há holandeses - um país tão pequeno, mas com tal taxa de natalidade.
De manhã, pequeno almoço, cafezinho quentinho e pãozinho. Estávamos os três deliciados com a paisagem e com o sol, tranquilos, cada um com o seu livro. Panquecas para o almoço e ala que se faz tarde à descoberta.
Primeira paragem:
La Roche en Ardenne:
Próxima paragem:
Durbuy (gostámos muito desta pequena vila)
No domingo levantamos-nos, ovos mexidos para o pequeno almoço, que delicia na brisa da manhã rodeado por um cenário magnifico.
Romamos a cascata de Coo, ficam as imagens e tiram as vossas conclusões ;)
(porque não gostamos nada de comer - os três, farinha do mesmo saco)
Na volta para casa ainda passamos por SPA. Fui lá tirar uma foto para mandar para um amiga minha belga, pois passei com ela lá uma semana há cerca de 14 anos atrás, é verdade....a anos luz de imaginar que a minha vida me traria para estes lados.
Balanço: Para lá de BOM!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
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