quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

De mal ou de bem com ela, a vida.

Na vida temos quase sempre duas opções. Ou andar de mal com ela por tudo e nada, porque sim e porque não ou fazer as pazes com ela porque sim!
Aceitar o decorrer dos acontecimentos, ser pacientes e a seu tempo, step by step,  mudar o que está fora de sítio, mudar o que nos moi.
Depois de dois anos de Holanda e considerando que estamos em Dezembro (inverno-período difícil por aqui) revejo-me numa Ana muito mais tranquila.
Depois de um ano e quase meio complicadinho, sim porque não vale a pena pintar tudo de cor de rosa e com muitas estrelinhas no céu, que o tempo por cá costuma até ser mais cinzento que estrelado...os primeiros 18 meses por cá não foram fáceis.
Alternados entre a felicidade da mudança, do amor, do desafio e das pequenas conquistas e o desespero da incerteza, da saudade, da insatisfação....do frio!!
Mas eis que de súbito, como qual tempestade que trás o arco-íris, noto uma transformação (bem-vinda) em mim e na minha maneira de estar.
Deixei de resistir e passei a aceitar!
A tal da resiliência.
Aceitar, não numa expressão de comodismo, mas sim numa de reunir forças e uma boa dose de energia positiva para que quando for preciso e chegar o momento lutar qual guerreira destemida, que sou!
Confiante que as oportunidades surgirão quando assim eu estiver preparada para aceitar os grandes desafios que ainda estão para vir.
Boa noite!

-1

A simpatica temperatura que marcam hoje os termometros de Amsterdam.
Uma brisa gelada que nos embala enquanto vamos para o trabalho a pedalar.
Eu gosto destes dias. Gelados mas sem a chuva e o vento (que definitivamente dispenso) e   com sol. Um sol lindo que nos ilumina o corpo e a alma.
Quero que as temperaturas baixem mais e que amanheça num 24 bem branquinho e geladinho. Tenho que admitir que um Natal com neve tem outro encanto.
Vamos ver se o meu desejo é realizado.
Bom dia alegria.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pão de queijo

Uma das muitas coisas boas de se viver num país estrangeiro e numa cidade como Amesterdão, que é recheada de pessoas das mais diversas nacionalidades é a partilha da cultura, nomeadamente a gastronômica.
Na nossa casa já se comia muito à base da comida indonésia, tailandesa e Suriname, que são o forte do senhor meu marido. Aos meus petiscos portugueses vou juntando as coisinhas que tenho aprendido por cá com colegas. Da Grécia a moussaka, da Itália a polenta, do Brasil são muitas as que já aprendi mas hoje vou partilhar aqui o tão apetitoso pão de queijo, que eu babo e entra quase sempre nas minhas receitas com ou sem convidados cá em casa.
Hoje tive cá duas amigas a jantar e por isso foi dia de partilhar esta maravilha.
Fácil que até aborrece.
(esta imagem não é minha - mas podia ser pois os meus ficaram tal e qual, não chegaram foi a sair do tabuleiro porque enquanto cozinhava o resto convidadas e anfitriões acabaram com eles assim que saíram do forno)

500g de farinha de tapioca - é tipo um pó branco (eu compro em lojas do Suriname) 
1 copo de água
1 copo de leite (podem colocar-se dois de leite, em vez do de água)
1/2 copo de óleo
+/- 100g de queijo ralado (qualquer um, quanto mais forte for o queijo, mais o pão sabe ao mesmo)
1 ou 2 ovos

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Leva-se a água, o leite e o óleo ao lume para levantar fervura. Depois num recipiente onde já está o polvilho vai-se misturando aos poucos este liquido e mexe-se com uma colher de pau. quando a masse esfriar um pouco amassa-se com as mãos e junta-se o queijo e um ovo. Amassa-se muito bem, até o queijo e o ovo estarem bem envolvidos na massa. Se a massa estiver muito seca coloca-se o outro ovo. Mas só se estiver muito seca (tipo ainda com farinha solta) caso contrario não é necessário. O objectivo é que a massa fique bem soltinha e não pegajosa e se molde bem. O segredo é amassar bem.
Depois é só moldar pequenas bolas (não cresce muito) e colocar num tabuleiro para ir ao forno pré- aquecido a 220ºc por cerca de 30 minutos. 
A massa dá para várias vezes. O que sobra coloca-se no frigorifico e vai-se fazendo faseadamente. 
A-MO!

Um filme

Este.
Flight com o grande Denzel Washington. Filmes com ele são sucesso garantido e este não é exceção.
Este é mais um grande filme onde se pode ver o quão fundo o ser humano pode descer à custa de um vício. É um filme intenso que nos deixa a pensar. Vale a pena.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate

Acabadinho de sair do forno.
Nem o deixamos esfriar. Perfeito para um dia como o de hoje. Chuva, vento e frio, muito frio. Combinação perfeita para estar em casa no quentinho com os meus homens.
Este bolo quentinho com um chá..hummmm, a vida tem destas coisas boas.

Fácil!!

3 ovos
4 cenouras médias
2 chávena de açúcar 
3 chávenas de farinha (eu uso já com fermento)
1 chávena de óleo

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Para a calda:
1/2 tablete de chocolate negro (partido aos quadradinhos)
+/- 1 chávena de leite
+/- 100g de manteiga de culinária
2 colheres de sopa de açucar em pó
(eu digo mais ou menos porque é melhor ir fazendo a olho) 

Descasca-se as cenouras e partem-se aos cubinhos, vai a bater na liquidificadora juntamente com os ovos inteiros e o óleo. Quando já estiverem moídas as cenouras junta-se o açúcar e deixa-se moer por mais uns 3 minutos. O suficiente para as cenouras estarem moídas e o liquido homogêneo. 
Depois numa recipiente que já têm a farinha, vai-se juntando este liquido aos pouquinhos. 
Batem-se bem e coloca-se numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha. 
Vai ao forno pré-aquecido a 180ºc cerca de meia hora. 

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Nos entretantos colocam-se todos os ingredientes da calda numa vasilha em lume brando e deixa-se que o chocolate e a manteiga derretam. Vai-se mexendo de vez em quando para ligar os ingredientes. Quando a calda começar a ficar cremosa e espessa está pronto. Convém não deixar ficar muito tempo ao lume se não o chocolate ganha um sabor muito amargo. 

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Com o bolinho já cozido, desenforma-se e coloca-se a calda por cima. 
A minha dica: Antes de deitar a calda de chocolate gosto de picar o bolo com algo grosso. Um pauzinho de espetadas, por exemplo. Quanto mais buraquinhos melhor. Porque assim o chocolate escorre para dentro do bolo. 
(Dá para ver na primeira imagem os buraquinhos)
DE-LI-CI-O-SO