Já estamos de volta.
Foram 3 semanas maravilhosas no paraíso. Agora é o retorno a vida real, as rotinas e para começar brindada com uma bela constipação. Toma lá que é para não te queixares sem motivo.
Quando eu digo que não sou moça de frio, não estou a brincar. O meu corpo rejeita e para se vingar agora estou cheia de viroses.
Venha de lá essa primavera depressa, sff.
Num momento oportuno faço aqui a reportagem completa das últimas três semanas. Tenho tanta, mas tanta coisa para contar, que não me vou lembrar de tudo.
Desde a viagem em classe executiva à borlix, à (quase) perda do avião em Bangkok para o Cambodja, às histórias das hambúrgueres....muitas histórias.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
Entre lá e cá
O primeiro post do ano vem em jeito de confissão.
A Holanda estranha-se mas não se entranha...Pelo menos em mim! Não vale a pena. Acho que dois anos é mais do que suficiente para perceber que isto não me agrada...eu eu não sou propriamente uma conformista!
A hipótese de nos mudarmos para Portugal (à primeira - boa/razoável - oportunidade) está assente nos nossos planos desde que eu vim para cá. Não sabemos quando, não sabemos por onde começar, não temos um plano A, B ou C. Uma uma coisa temos. A vontade. E um dia abalamos!
Grandes mudanças pressupõe adaptação.... é normal. Mas eu não me adapto! Porque não aceito e acho que não quero aceitar esta forma de vida. Tenho períodos de satisfação, onde até me esqueço da minha vontade de voltar.
Há cerca de um mês estava a dizer a uma colega de trabalho que já me via a viver na Holanda para todo o sempre (ela lembro-me disso hoje - eu já não me lembrava). Deve ter sido numa hora de delírio. Não. Não me vejo e nem me quero ver daqui a 30 anos na Holanda. Não quero mesmo!
Sair de Portugal fez-me ver o quanto sou agarrada a ele. E ainda que seja uma insatisfeita por natureza, acho que o sou menos em Portugal.
Que me perdoem os holandeses, que não tem culpa nenhuma das minhas frustrações...mas para mim aqui é tudo meio aborrecido.
Chateia-me esta rotina de casa-trabalho-trabalho-supermercado-casa! Não há como quebrar. Está frio, está a chover. Se nos vestimos a rigor, maquilhadas e cheirosas, chegamos ao destino encharcadas, borradas e descabeladas porque se vai de bicicleta à chuva. Se se vai de carro paga-se um dia de trabalho em parquímetro. Também se pode ir de tram/elétrico, mas bate a meia noite e chega a hora da Cinderela ir para casa porque se não vai a la pata para casa ou então paga dois dias de salario num táxi.
Os holandeses (com todo o respeito) não riem a gargalhada...sorriem!
Os holandeses (com todo o respeito) não explodem, não gritam....mantem a calma mesmo irritados. Experiência própria que casei com um que ainda não se habituou aos meus berros de latina descontrolada e ainda hoje se choca com os meus ataques de fúria. Não sabe ele que as pessoas que extravasam as emoções vivem mais tempo e que se for assim eu vou passar dos 100.
Os holandeses (com todo o respeito) não beijam em público...fazem-no na privacidade do seu lar.
Os holandeses (com todo o respeito) não dão palmadas nos filhos....castigam e conversam. Não sabem que uma palmada bem dada no exato momento nunca fez mal a ninguém. Eu apanhei muitas e nem por isso gosto menos da minha mãe!
Os holandeses (com todo o respeito) mandam os filhos para a cama as 19h e nas férias às 19h30 e depois queixam-se que eles acordam as 5h da manhã cheios de energia. Eu nunca me lembro de ter horas para ir dormir (não é propriamente um exemplo) mas nem por isso sou menos inteligente ou menos desenvolvida.
Os holandeses (com todo o respeito) não almoçam uma refeição quente porque isso dá sonolência e baixa a produtividade...mas ficam muito satisfeitos se vão a casa de um estrangeiro que lhes oferecem um delicioso almoço quente!
Os holandeses (com todo o respeito) trabalham um ano inteiro, juntam dinheiro, para pelo menos uma vez por ano ir para sul de França, sul de Espanha, Portugal, Itália, Tailândia, Indonésia...e por aí, à procura do sol e animação.
Os holandeses (com todo o respeito) não falam com entusiamo e paixão sobre a Holanda, como eu ou muitos portugueses o fazemos sobre Portugal. Pelo contrário quase todos os holandeses que vou conhecendo me pergunta o que estou a fazer na Holanda, quando digo que sou portuguesa.
E por aqui continuava...com todo o respeito que os holandeses merecem porque eles já cá estavam, antes de eu cá chegar.
E claro, eu não tenho que viver de acordo com os hábitos holandeses, mas em Roma sê romano, não há como evitar em muitas situações.
E é isto que quero para mim? Não! Não é!
E é isto que quero para o meu/nosso futuro? Não! Não é!
E é isto que quero para os filhos - que poderei vir a ter? Não! Não é!
Isto é o que sei!
Daqui para a frente o meu/nosso futuro vai ser traçado com base nestas respostas.
A vontade é feita a dois e isso já é uma certeza!
Que fique bem assente que este post não é uma critica aos holandeses é apenas a minha constatação de uma cultura diferente da minha.
Tal como também constato que cada holandês que conhece Portugal fica apaixonado por aquele canto da Europa.
Tal como constato que os holandeses não escolhem Portugal para trabalhar, mas para viver, não escolhem Portugal para ganhar dinheiro, mas para terem qualidade de vida.
A comunidade de holandeses residentes só no Algarve é de cerca de 2000. Muitos deles seniores que escolheram o meu país para passar os últimos anos de vida no conforto do meu Algarve.
Desta comunidade não se incluem os que têm vida dupla entre a Holanda e Portugal. Vem cá 6 meses ganhar dinheiro e depois passam outros 6 a gastá-lo em Portugal.
Tudo isto dá que pensar, não dá!?
A Holanda estranha-se mas não se entranha...Pelo menos em mim! Não vale a pena. Acho que dois anos é mais do que suficiente para perceber que isto não me agrada...eu eu não sou propriamente uma conformista!
A hipótese de nos mudarmos para Portugal (à primeira - boa/razoável - oportunidade) está assente nos nossos planos desde que eu vim para cá. Não sabemos quando, não sabemos por onde começar, não temos um plano A, B ou C. Uma uma coisa temos. A vontade. E um dia abalamos!
Grandes mudanças pressupõe adaptação.... é normal. Mas eu não me adapto! Porque não aceito e acho que não quero aceitar esta forma de vida. Tenho períodos de satisfação, onde até me esqueço da minha vontade de voltar.
Há cerca de um mês estava a dizer a uma colega de trabalho que já me via a viver na Holanda para todo o sempre (ela lembro-me disso hoje - eu já não me lembrava). Deve ter sido numa hora de delírio. Não. Não me vejo e nem me quero ver daqui a 30 anos na Holanda. Não quero mesmo!
Sair de Portugal fez-me ver o quanto sou agarrada a ele. E ainda que seja uma insatisfeita por natureza, acho que o sou menos em Portugal.
Que me perdoem os holandeses, que não tem culpa nenhuma das minhas frustrações...mas para mim aqui é tudo meio aborrecido.
Chateia-me esta rotina de casa-trabalho-trabalho-supermercado-casa! Não há como quebrar. Está frio, está a chover. Se nos vestimos a rigor, maquilhadas e cheirosas, chegamos ao destino encharcadas, borradas e descabeladas porque se vai de bicicleta à chuva. Se se vai de carro paga-se um dia de trabalho em parquímetro. Também se pode ir de tram/elétrico, mas bate a meia noite e chega a hora da Cinderela ir para casa porque se não vai a la pata para casa ou então paga dois dias de salario num táxi.
Os holandeses (com todo o respeito) não riem a gargalhada...sorriem!
Os holandeses (com todo o respeito) não explodem, não gritam....mantem a calma mesmo irritados. Experiência própria que casei com um que ainda não se habituou aos meus berros de latina descontrolada e ainda hoje se choca com os meus ataques de fúria. Não sabe ele que as pessoas que extravasam as emoções vivem mais tempo e que se for assim eu vou passar dos 100.
Os holandeses (com todo o respeito) não beijam em público...fazem-no na privacidade do seu lar.
Os holandeses (com todo o respeito) não dão palmadas nos filhos....castigam e conversam. Não sabem que uma palmada bem dada no exato momento nunca fez mal a ninguém. Eu apanhei muitas e nem por isso gosto menos da minha mãe!
Os holandeses (com todo o respeito) mandam os filhos para a cama as 19h e nas férias às 19h30 e depois queixam-se que eles acordam as 5h da manhã cheios de energia. Eu nunca me lembro de ter horas para ir dormir (não é propriamente um exemplo) mas nem por isso sou menos inteligente ou menos desenvolvida.
Os holandeses (com todo o respeito) não almoçam uma refeição quente porque isso dá sonolência e baixa a produtividade...mas ficam muito satisfeitos se vão a casa de um estrangeiro que lhes oferecem um delicioso almoço quente!
Os holandeses (com todo o respeito) trabalham um ano inteiro, juntam dinheiro, para pelo menos uma vez por ano ir para sul de França, sul de Espanha, Portugal, Itália, Tailândia, Indonésia...e por aí, à procura do sol e animação.
Os holandeses (com todo o respeito) não falam com entusiamo e paixão sobre a Holanda, como eu ou muitos portugueses o fazemos sobre Portugal. Pelo contrário quase todos os holandeses que vou conhecendo me pergunta o que estou a fazer na Holanda, quando digo que sou portuguesa.
E por aqui continuava...com todo o respeito que os holandeses merecem porque eles já cá estavam, antes de eu cá chegar.
E claro, eu não tenho que viver de acordo com os hábitos holandeses, mas em Roma sê romano, não há como evitar em muitas situações.
E é isto que quero para mim? Não! Não é!
E é isto que quero para o meu/nosso futuro? Não! Não é!
E é isto que quero para os filhos - que poderei vir a ter? Não! Não é!
Isto é o que sei!
Daqui para a frente o meu/nosso futuro vai ser traçado com base nestas respostas.
A vontade é feita a dois e isso já é uma certeza!
Que fique bem assente que este post não é uma critica aos holandeses é apenas a minha constatação de uma cultura diferente da minha.
Tal como também constato que cada holandês que conhece Portugal fica apaixonado por aquele canto da Europa.
Tal como constato que os holandeses não escolhem Portugal para trabalhar, mas para viver, não escolhem Portugal para ganhar dinheiro, mas para terem qualidade de vida.
A comunidade de holandeses residentes só no Algarve é de cerca de 2000. Muitos deles seniores que escolheram o meu país para passar os últimos anos de vida no conforto do meu Algarve.
Desta comunidade não se incluem os que têm vida dupla entre a Holanda e Portugal. Vem cá 6 meses ganhar dinheiro e depois passam outros 6 a gastá-lo em Portugal.
Tudo isto dá que pensar, não dá!?
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Ao fim de 2013
O ano de 2013 foi marcado pelo acontecimento mais importante da minha vida até ao momento. O meu casamento. 2013 será sempre especial por isso. Todo o ano foi vivido, um pouco, em torno disso. A organização, as expetativas, as escolhas, os medos, as certezas e finalmente o grande dia, a 19 de Outubro. Mais bonito não poderia ter sido. Fomos nós. O nosso casamento foi a nossa "cara" e a cara do sentimento que nos une.
Mas 2013 foi mais que isso. Foi voltar ao lugar onde somos sempre felizes. Foi sonhar. Foi esperar. Foi receber. Foi dar. Foi viajar....Posso dizer que, apesar de tudo, foi um ano tranquilo.
Sou uma pessoa agradecida por todas as pequenas vitórias que vou tendo, até pelas derrotas que me abalam mas me tornam mais forte.
Para 2014 há bastantes sonhos por concretizar....saúde, amor, coragem e determinação é o que peço para os fazer acontecer.
Um brinde a 2014....que com ele venha muita felicidade!
FELIZ ANO NOVO!!!
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
mais um Natal
Já passou mais um. Aqui. É o terceiro sem os meus. E custa, caramba custa mesmo.
Eu sei melhor que ninguém que ninguém tem tudo sem abrir mão de nada. Eu simplesmente abri mão de quase tudo para estar aqui e..
voltaria a fazê-lo!!
Mas eu gosto tanto do Natal, de tudo o que o envolve...sempre gostei. Quase sempre passado à lareira na casa dos meus pais diante de uma mesa farta esperando a meia noite para se abrir os presentes. É o nosso rital.
Este ano estavam la todos, menos eu...e sei que para a minha mãe a mesa não estava completa. Esperou que lhe fizese uma surpresa até à ultima da hora...mas a surpresa nunca chegou. Ficou cá. Ficamos os três na nossa casinha. Comemos bacalhau (porque outra coisa não podia ser) ouvimos canções de Natal, falamos com os que estão longe mas sempre no nosso coração.
E foi assim.
Hoje vamos fugir daqui e aproveitar o fim de semana noutras paragens. Porque a mim fugir faz-me falta e faz-me sempre bem.
Eu sei melhor que ninguém que ninguém tem tudo sem abrir mão de nada. Eu simplesmente abri mão de quase tudo para estar aqui e..
voltaria a fazê-lo!!
Mas eu gosto tanto do Natal, de tudo o que o envolve...sempre gostei. Quase sempre passado à lareira na casa dos meus pais diante de uma mesa farta esperando a meia noite para se abrir os presentes. É o nosso rital.
Este ano estavam la todos, menos eu...e sei que para a minha mãe a mesa não estava completa. Esperou que lhe fizese uma surpresa até à ultima da hora...mas a surpresa nunca chegou. Ficou cá. Ficamos os três na nossa casinha. Comemos bacalhau (porque outra coisa não podia ser) ouvimos canções de Natal, falamos com os que estão longe mas sempre no nosso coração.
E foi assim.
Hoje vamos fugir daqui e aproveitar o fim de semana noutras paragens. Porque a mim fugir faz-me falta e faz-me sempre bem.
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