quarta-feira, 9 de julho de 2014

8 meses em oito fotos

14 semanas (06/02) - Tailândia 

20 semanas (25/03)

21 semanas (28/03) - Osdorp 

23 semanas (20-04) - Roterdão 

25 semanas (25/04) Osdorp


29 semanas (24/05) Portugal, praia fluvial de Alcoutim  

31 semanas (09/06) Parnasia

34 semanas (27/06)

Grávida e agora?

Isto da escrita, para mim, funciona quase como a leitura. Há alturas que devoro livros, sou capaz de passar horas a fio a ler um bom livro e depois, por alguma razão, passo uns meses e ando de livro em livro, leio as primeiras páginas e nada me cativa. Fica a adormecido e a "ganhar poeira" na mesinha de cabeceira. Assim anda a Salsinha e a motivação para escrever, adormecida.
Desculpas à parte e porque eu quero mesmo deixar aqui registado (para que eu e ela possamos ler um dia) como é que esta aventura da gravidez começou, hoje é o dia.
Mais ou menos aí em final de Novembro, o alerta foi-me dado com a intolerância ao cheiro do café. Eu que adoro café e o cheirinho dele pela manhã. Passou de uma simples incomodo a uma considerável indisposição e como tal tanto em casa, como no trabalho evitava estar por perto. Não liguei e mais umas semanas, indisposição ao jantar. Começava a jantar bem e depois da segunda garfada torcia o beiço, já não ia mais para baixo. Eu não ligo muito aos atrasos do período, até porque andava tão irregular que já nem sabia a quantas andava.
Os dia foram passando, até que o assunto gravidez começou a entrar na nossa conversa. Ele a pedir para eu fazer o teste e eu a recusar. Quem? Eu? Grávida? Não!
Acontece que em Janeiro íamos 3 semanas para a Ásia e havia uma série de pormenores a resolver, nomeadamente a questão da vacinação etc e tal.
Curiosamente compramos pela mesma altura cada um o seu teste de gravidez. Eu que tinha planeado a coisa à filme. De fazer o teste sozinha e em caso de positivo dar-lhe a noticia com umas botinhas ou coisa do gênero. Não, estava tão assustada, como convencida no resultado, que  uns dias antes do Natal decidimos fazer juntos o teste. Fechamos os olhos, contamos até três e abrimos ao mesmo tempo. PO-SI-TI-VO! Não havia margem para dúvidas e nós já o sabíamos. Ficamos a olhar um para o outro feitos parvos. OMG e agora!!!!
Eu que nunca me havia convencido que queria mesmo ser mãe um dia e embarquei nisto assim naquela de deixa lá ver no que é que isto dá e deu, à primeira, para ser mais especifica. Casamos no dia 19/10 e eu devo ter engravidado 10 dias depois (mais coisa menos coisa).
De qualquer maneira o teste disse que eu estava grávida e eu continuei a não acreditar (ainda hoje e com uma barriga de 8 meses me parece mentira) até à primeira ecografia, dia 10/01 e com umas 10 semanas de gestação.
Bem, a sensação de ver algo a crescer dentro de nós é indescritível . Aí cai-me a ficha e chorei tanto de emoção como de assustada.
Daí a duas semanas, com 12 semanas, lá fomos nós, de mochila às costas e à aventura três semaninhas para Cambodia e Tailândia. Não contamos nada a ninguém porque queríamos ir descansados sem grandes opiniões e melodramas. Falo pela minha mãe que é a rainha dos dramas.
Correu tudo à mil maravilhas. Uma indisposição ou outra, evitar certas comidas e atividades e a barriguita a querer crescer. Voltamos quando estávamos quase a fazer 15 semanas.
Daí a duas semanas fui sozinha a Portugal, de fim de semana, para contar a boa nova. Juntei o núcleo familiar mais próximo e ao jantar decidi dar a notícia. Epá, mas não saía, quase não encontrei o momento para falar. Sério, custou-me imenso introduzir o assunto. É estranho, pronto, na minha família o tema sexualidade ainda está a anos luz de ser uma coisa natural. Enfim...nota mental: educar a minha filha de forma contrária àquela que eu fui.
Bem, lá contei e as reações foram entre um "já" do meu cunhado e um "já! Não, está mais do que na hora" da minha mãe (cá para mim ela já tinha perdido a esperança de ter netos da minha parte). A minha irmã ficou a olhar para mim incrédula e quando acordou do choque lá veio muito contente a abraçar-me. Agora anda toda feliz com a chegada da sobrinha.
E pronto depois disto lá fomos contando à família dele, que recebe sempre  a noticia de mais um bebé com grande entusiamos e emoção, aos amigos, no trabalho....
No dia 18 de Março, com 19 semanas soubemos que íamos ter uma princesinha, sem margem para dúvidas. E cá em casa o branco e o rosa já são as cores predominantes.
Hoje, de 35 semanas, quase, quase 36 semanas posso dizer que o balanço é super positivo. Tenho-me sentido sempre muito bem. Só basta que às 28 semanas fomos a Portugal de carro e correu às mil maravilhas.
Até agora devo ter engordado cerca de 9kg, mas como tudo (ou quase) o que me apetece. Por mim comia fruta 24h ao dia, é o que mais me apetece comer.
Não me sinto gorda, ou feia ou deformada. Pelo contrário acho o meu corpo lindo. Bem também tenho um homem que me faz questão de o dizer todos os dias (mentiroso). Também não tenho sofrido de variações de humor, pelo contrário, a gravidez tem me dado uma enorme tranquilidade e paz de espirito. Eu, que sou stressada por natureza, agora, tirando uma situação ou outra, ando sempre no relax.
Por volta das 22 semanas comecei a sentir a pequena a mexer-se (já estava ansiosa por isso) e a sensação é qualquer coisa de mágico. Parece um milagre, um Ser a mexer-se dentro de nós. Eu adoro a sensação e acho que vou sentir a falta quando ela nascer.
Também às 22 semanas comecei a fazer natação, aula especifica para grávidas, que adoro, relaxa-me imenso. Ainda pensei também fazer Yoga, mas só há duas semanas é que parei de trabalhar e agora ando mais atarefada em ter tudo prontinho para a chegada da bebé.
Confesso que a partir das 30/32 semanas comecei a cansar-me mais e a sentir mais desconforto a dormir por isso deixar de trabalhar às 33 semanas foi fantástico. Aqui na Holanda pode escolher-se entrar em licença de maternidade 4 ou 6 semanas antes da data prevista para o parto. Eu optei por 4 e, felizmente, ainda tinha cerca de 10 dias de férias para gozar o que veio mesmo a calhar.
E pronto é isto, acho que está tudo mais ou menos dito. Agora é preparar as últimas coisinhas e esperar pela nossa menina (não vejo a hora de a ter nos meus braços).
Em relação ao parto, não me assusta. Acho que as hormonas nos preparam para isso, antes tinha pânico só de pensar, agora estou tranquila, seja o que Deus quiser. A única coisa que eu peço é que não haja nenhuma complicação de maior ou risco para ambas, com mais ou menos dor tudo se supera. Ninguém diz que é fácil e eu também não sou ingênua a ponto de pensar que vai ser pera doce, mas prefiro ser otimista. Só quero é que a minha menina nasça cheia de saúde.
Biju :)

terça-feira, 10 de junho de 2014

uma boa nova ♥

Uma vergonha!!! Não me dedico à Salsinha há mais de 3 meses!!! TRÊS MESES....o tempo voa! Não prometo que vou dedicar me de alma e coração a este blog, mas pelo menos vou tentar ser mais regular. As razões da minha ausência são várias, mas há uma que se destaca!!! ????
E como é que isto se diz??? Bem, mais vale uma imagem do que mil palavras, como tal, cá vai ♥
7 meses de uma MENINA♥
SIM!!! Sete meses!! 
Nem dei por eles e já é tempo de ir partilhando aqui como tenho vivido este estado de graça....brevemente (prometo)
Por hoje tenho dito. 
Bom dia de Portugal!!!!
Bijus♥

terça-feira, 4 de março de 2014

Flor de estufa

Flor de estufa. É aquilo em que me tenho tornado neste país.
Há mais de duas semanas que estou em prisão domiciliária à conta de uma gripe. Nos entretantos já me senti melhor, experimentei ir trabalhar e recaí. Fui de fugida a Portugal. 3 dias. Sozinha.
Já tinha o voo comprado há umas boas semanas e a vontade era tanta que arranjei forças nem sei onde e fui. No voo, ao levantar e sobretudo ao aterrar sofri a bom sofrer dos ouvidos porque estavam entupidos. Caramba é uma dorzinha tramada.
Em Portugal fui mimada até ao tutano. Comecei com um serão que se prolongou noite dentro com as amigas de sempre (a minha Zélia e a minha Maria). Frango assado (era o meu desejo e foi concretizado) muita conversa, bisbilhotice, novidades e gargalhadas à mistura. Rais partam que falta me fazem estas duas alentejanas que escolheram o meu Algarve para serem felizes.
Depois o resto do tempo foi em família. A minha mãe que fez todos os pratos que eu queria comer (arroz de cabidela, migas, jantar de grãos com batata doce e patinhas de porco, fatias de ovo, galinha caseira guisada, fritada de poco). Comi  que nem uma desalmada. Pena que não houve tempo para mais.
Aproveitei o sol de inverno e levei quase um dia com a moleirinha ao sol. Isto não é nada bom para o meu constipado-nada que não me tivesse lembrado. Mas sabe tão bem.
À noite depois da boa da jantarada aproveita-se para comer bolotas assadas à lareira. Oh Deus como eu gosto disto.
No regresso duas malas cheias de coisas. Pão, costas, laranjas e tangerinas (não é que aqui não as haja-mas as da horta da mãe serão sempre melhores) bolinhos de manteiga (feitos pela mãe), bacalhau, Nestun mel, chouriças, salsa, coentros, espinafres e até folhas de caldo verde (tudo biológico da horta da mãe). Parece mentira mas eu sou feliz assim. Contrabandista de comida, amor e saudade.
Agora estou no rescaldo, jogada pra aqui entre a cama e o sofá há já uma semana. A gripe vingou-se e voltou. Estou fartinha. Vontade de fazer alguma coisa é zero. O pobre do homem - também ele meio constipado - é quem trabalha, vai ao supermercado, passeia o cão, faz o jantar, lava a loiça e dá mimos. Sério, não me tenho como uma pessoa preguiçosa, mas esta gripe tirou-me as forças.
Não me lembro de alguma vez em Portugal ter faltado ao trabalho por estar doente. Aqui, em Setembro estive uma semana de molho com uma gripe e agora ando nisto há mais de duas semanas. Cá para mim isto é da velhice, mas é também a falta do mar e do sol e do céu azul, mas sobretudo de desporto.
O desporto faz muita coisinha boa ao nosso corpo e mente. Nunca fui fanática por desporto, mas em Portugal nunca tive muito tempo parada, adoro a sensação de bem-estar que o desporto nos proporciona. Como não sou fã de ginásio-máquinas-aproveitei para experimentar modalidades em grupo como step, body combat, aeróbica, spinning (a minha preferida).
Sem querer apaixonei-me pelo BTT e poucas coisas me davam tanto prazer como me levantar aos fins de semana de madrugada, colocar a bike no carro e ir para uma maratona, fosse ela onde fosse, algumas vezes acompanhada, a maior parte sozinha. Maratonas duras que às vezes me faziam pensar, porque não fico eu em casa" mas a sensação de terminar uma prova é mais que boa. O convívio, as amizades , o espirito que se vive é muito saudável. Grandes amigos ficaram desde dois anos de BTT.
A natação é outra paixão. Aprendi a nadar aos 28 anos. Ahh pois é. Nunca é tarde. Facilmente fiquei fã. Normalmente nadava cerca de 45m, duas vezes por semana, antes de vir para cá.
Holanda.
Rima com preguiça. Paguei um ano de ginásio devo lá ter metido o rabo umas 3 dezenas de vezes. Piscinas conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que lá fui. Ainda experimentei correr no parque que tenho mesmo aqui atrás de casa, mas correr nunca foi para mim. Muito aborrecido. Aqui há sempre uma ou mais razões para ficar de rabo sentado no sofá. Tristeza!!
Frio, chuva, dias pequenos, neve...ou pura e simplesmente a vontade de não fazer nenhum. É muito triste.
Então toma lá uma gripe a ver se repensas a tua vida, não te queixes tanto e faz mais!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Já estamos de volta.
Foram 3 semanas maravilhosas no paraíso. Agora é o retorno a vida real, as rotinas e para começar brindada com uma bela constipação. Toma lá que é para não te queixares sem motivo.
Quando eu digo que não sou moça de frio, não estou a brincar. O meu corpo rejeita e para se vingar agora estou cheia de viroses.
Venha de lá essa primavera depressa, sff.
Num momento oportuno faço aqui a reportagem completa das últimas três semanas. Tenho tanta, mas tanta coisa para contar, que não me vou lembrar de tudo.
Desde a viagem em classe executiva à borlix, à (quase) perda do avião em Bangkok para o Cambodja, às histórias das hambúrgueres....muitas histórias.