segunda-feira, 24 de novembro de 2014

e fomos tão felizes em Portugal

...somos sempre.
É o meu porto de abrigo e onde tudo começou e por isso mesmo fomos apresentá-lo à nossa menina.
Rever a família, os amigos e os lugares que amamos, desta vez com o nosso amor maior (mas sem o Yofi).
Ficam as imagens.

num lugar onde parece que o tempo pára...



 



 
onde me renovo e tranquilizo...

sou feliz







 
onde há precisamente 4 anos tudo passou a fazer mais sentido


sábado, 22 de novembro de 2014

"sonham baixo"

Há uns dias envolvi-me numa discussão no Grupo "Tugas na Holanda" no facebook. Normalmente leio muitas coisas com as quais não concordo mas evito dar a minha opinião porque facilmente entramos em mal-entendidos e falhas de comunicação, sobretudo nas redes sociais.
Contudo desta vez, a coisa tocou-me de tal forma que não fui capaz de ignorar e expus a minha opinião. Obviamente que há sempre opiniões contrárias, o que gerou troca de palavras menos simpáticas, não entre mim porque não ofendi ninguém, mas entre os vários intervenientes da conversa, pois alguns partiram para os ataques e ofensas pessoais...enfim, sem comentários.
Tudo começou com o apelo de uma portuguesa, residente em Roterdão, que referia que se tinha mudado para a Holanda (há 4 meses) com os filhos e que estava desesperada à procura de trabalho, seja no que fosse (limpezas, fábricas, etc.).
Ora, o apelo já de si "humilhante", convínhamos. Parece-me a mim que ninguém deixa uma mensagem de ajuda numa rede social de ânimo leve e de alma lavada. Parece-me a mim que deixar um pedido de ajuda destes -mencionando os filhos- é de alguém que já está na fase do desespero e o "orgulho" já não importa.
Não me parece que uma mulher que deixa Portugal para trás e vem para a Holanda com os filhos, o faço só porque lhe apetece....
Perante o pedido de ajuda vieram logo algumas pessoas com mensagens derrotistas. De entre os argumentos mencionava-se que não falando inglês seria impossível arranjar trabalho, que foi imprudente ter saído de Portugal nessas condições...e até se chegou ao ponto de se referir "sonham baixo".
Eu poderia ficar aqui a noite inteira a falar sobre isto, apresentando tudo aquilo que me vai na alma, num assunto que passados alguns dias ainda mexe tanto comigo, ainda assim não conseguiria exprimir a minha indignação perante comentários tão mesquinhos num pedido de ajuda... porque foi apenas isso que em meia dúzia de linhas esta mulher fez. Ela não veio pedir dinheiro, comida, opinião, nem mesmo que lhe arranjassem um emprego...ela só veio, num ato de desespero (como ela mesma refere) pedir que lhe dessem uma dica, que lhe dissessem se soubessem de algo.
Mas não, ignora-se o pedido de ajuda e crucifica-se esta pessoa fazendo os mais diversos juízos de valor. Porque a ver pelos comentários parece que esta mulher pegou nos filhos à maluca e veio correndo iludida para a Holanda.
Eu acredito que se o fez foi porque em Portugal não teve outra alternativo e é nisso que eu prefiro acreditar.
Se vai ser difícil ela arranjar trabalho? Já o está a ser. Mas não será impossível, também assim o quero acreditar.
Se ela fez bem em deixar Portugal com os filhos iludida que aqui seria mais fácil a vida (não sei as razões nem as circunstâncias em que o fez, atenção)? Não, não fez (eu possivelmente não o faria). Mas só ela sabe porque o fez.
Se ela deveria ir aprender inglês e holandês. Sim deveria. Mas neste momento deve estar mais preocupada em ter dinheiro para dar de comer aos filhos e tempo para arranjar um trabalho.
Tudo isto está muito certo e bem dito. Contudo a questão momentânea trata-se de ajudar uma pessoa que está desesperadamente à procura de trabalho. Se se tem alguma sugestão dá-se e agradece-se, se não cala-se e não se tecem comentários que abrem ainda mais a feriada. Com que propósito?! Não entendo.
A pessoa em questão não vai correndo fazer as malas e voltar para Portugal porque alguém teve a brilhante ideia de lhe dizer que foi imprudente em vir para cá em tais condições....e que cá vai ser explorada e blá, blá blá e sonham baixo.
Explorada já ela o devia ser em Portugal. Se não ela, a maior parte dos que lá estão. Que trabalham 40h ou mais para ganhar 500€ e fazem a ginástica para comer o mês todo com esta miséria.
E quanto ao sonhar baixo, nem sei bem o que diga quanto a isto. Na altura o meu comentário foi "Coitados dos nossos pais e tios que emigravam há 40 anos sem a facilidade da internet e das viagens low cost. Coitados deles que também sonhavam baixo e só ambicionavam pôr comida na mesa dos filhos. Infelizmente é essa a realidade de muitas familias portugueses actualmente. Explorados são em Portugal onde o ordenado nem chega para comer. Acredito que quem vem para cá nestas condições é porque não tem alternativa. Dizer que se sonha baixo já é um juizo de valor, mas enfim que nunca passou dificuldades nunca entenderá o desespero."  
Vivemos atualmente numa sociedade tão preocupada em "mostrar serviço", em ter canudos, cursos, formações, ser o melhor dos melhores, o mais profissional, o mais arranjadinho, o mais, o melhor, o grande....que não é legitimo ser-se feliz querendo apenas ter trabalho (leia-se trabalho, não um emprego) saúde e comida na mesa.
Viveremos sempre numa sociedade em que os drs serão sempre superiores aos srs.....mas o doutor também se lembrará que o senhor do lixo faz falta quando ele não for trabalhar.
Não conheço esta mulher de lado nenhum e não sei porque esta história mexeu tanto comigo. Ou melhor talvez saiba. Felizmente não me revejo na mesma, mas vejo, no passado, todo uma geração de emigrantes (onde se incluem o meu pai e o meu tio) que emigravam nas mesmas circunstâncias, vejo uma das minhas melhores amigas que emigrou o ano passado praticamente nas mesmas circunstância (e felizmente hoje está bem e muito mais feliz do que quando vivia em Portugal) e vejo muitos jovens, muitas mulheres e homens e muitas famílias que partem de Portugal, tal como no passado, uns com sonhos mais altos que outros, mas todos com a esperança te ter dinheiro para comer.
Por todos eles vai o meu enorme respeito e admiração.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

100% made in Portugal

De entre muitas coisas boas de ser emigrante a esta que eu adoro:
Borboletas na barriga por se estar quase, quase de visita à terra natal, desta feita para apresentar a nossa cria a amigos e familiares, vizinhos e conhecidos.
E saber que se vai comer que nem alarves, sentir, cheirar, olhar aquele mar que eu amo, dar gargalhadas com os amigos até doer a barriga.....desfrutar, desfrutar, desfrutar cada milésimo de segundo...é só isso que eu quero.
Saborear um café delta, comer um pastel de nata a olhar o mar...sem pressas e como se não houvesse amanhã.
Que não é emigrante não sabe o que é isto!!! Até pode desfrutar destes pequenos praazeres, mas não é a mesma coisa. Eles não têm borboletas na barriga porque se vai fazer isto dentro em breve!!!
E é tão BOM!!!

Um ano de nós (casados)

Podia dizer tanto deste ano que passou.
Podia dizer tanto sobre ti Gerben, sobre nós.
Não vou fazê-lo porque este é um assunto que merece tempo, dedicação e amor em cada palavra que se escreve.
Por agora fica só isto: Sou muito melhor contigo!
Fica um cheirinho de como celebramos o amor de um ano de casamento.

  
Começamos guerreando...

Descansamos...

 pousamos...

Brindamos...

Mimamos...


  
 
 Passeamos...



Dançamos à chuva...



...e depois de tudo isto fizemos as pazes!!!!

Dica: Nesta tour visitamos duas terriolas que recomendo vivamente: Dokkun e Kampen, esta última tem traços medievais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

apanhadas pelo fotografo

Do nosso curso de preparação para o parto ficou  um grupo bem jeitoso. Nestas coisas acho que sou sempre uma sortuda.
Na faculdade acho que fomos a melhor turma de sempre...passados quase 10 anos ainda mantemos o contato e, de vez em quando, fazemos jantaradas...até mesmo as emigrantes como eu e somos algumas. Em vários trabalhos tenho a ideia que passei pelas melhores equipas de sempre...alguns dos meus grandes amigos (da vida adulta) conquistei-os no mundo do trabalho...e agora neste curso conheci pessoas bem simpaticas. Resultado, temos nos apoiado umas às outras nesta grande tarefa de ser mãe. Todos os dias, via chat, há perguntas, receios, neuras que são partilhadas..e que bem que sabe...saber que não somos às únicas nesta batalha.
Há uns dias aventuramo nos e o chat fez se ao vivo, num café bem simpatco aqui em Amesterdão.
Deve ter sido tão engraçado ver 6 jovens mulheres com as suas crias recém nascidas, que entre cafés e mamadas (sem pudor) bolinhos e gargalhadas, um senhor fotografo, aspirante a professional, pediu para nos fotografar. E que bem que ficamos. Pode ser visto aqui.