sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Me, I and myself

No domingo passado fomos passar o dia à casa dos meus sogros com a família holandesa toda presente: oito adultos e sete crianças, uma animação. Tinhamos imenso para comemorar: O Sinterklaas, que já la vai mas ainda não tinhamos trocado as prendas. Cumpriu-se a tradição e junto à prendinha vinha o tal poema, o primeiro da Lia. O aniversário da minha sogra, os 4 meses da Lia (que teve direiro aos parabéns com um delicioso bolo de chocolate e mousse...delicioso, de chorar por mais) e o novo trabalho do meu cunhado (irmão do Gerben). Aqui abro um parentesis à coragem dele, pai de família com dois filhos, fisioterapeuta de formação e que o último trabalho que teve era na área comercial. Ele é todo dado ao ambiente, natureza, energias renováveis, vida saudável e afins. Tem uma horta, onde planta as suas coisinhas. O que é certo é que já há algum tempo que andava insatisfeito/frustrado com o seu trabalho....e vai daí (sem mais nem menos) despede-se sem ter nada. Com certeza que não foi de ânimo leve porque a vida custa a todos, com ceretza que foi uma decisão ponderada com a  mulher, que ficou a "sustentar" a casa e ele a desempenhar o papel de pai a tempo inteiro. Não sei quantos homens que eu conheço fariam isso? E também não sei se eu o faria? O que é certo é que ainda esteve alguns meses sem trabalho (e "temeu-se o pior") mas eis que finalmente arranjou um trabalho que lhe serve que nem uma luva. Basicamente vai ser conselheiro de educação. Pelo que percebi vai orientar os miúdos que tem que escolher uma área de estudo. Escusado será dizer que está feliz da vida e nós todos também...muito orgulhosos. Gosto mesmo do meu cunhado, Aliás gosto daquela família toda.
E aqui parece-me que se aplica o ditado, a sorte protege os audazes.
Posto isto, a razão deste post é outra. Quando lá cheguei e vi aquela familia toda junta (que também é a minha e tão bem que o demonstram), os miúdos aos gritos, os sorrisos, a alegria, a partilha...deu-me assim uma pontinha de nostalgia e vai daí começo aos prantos. Não foi bem assim, porque quando vi que não conseguia segurar as lagrimas fui para um cantinho discreto (com o meu homem atrás). Porque chorei? Por tudo e nada. As saudades da família, mais um Natal que passo sem a minha mãe, um natal que a minha mãe passa sem a Lia, o primeiro dela. A minha família é pequenina, os natais nunca foram assim nada de grandioso dado a dimensão da mesma e eu sempre senti falta de ter uma mesa cheia e muita confusão. Deus fez-me a vontade e deu-me esta família emprestada que é tão grande, unida e entusiasta. Obrigada.
O que é certo é que as minha lágrimas também revelaram o meu cansaço emocional. A super mulher que sempre quero ser foi-se abaixo. Cuidar da minha bebé é maravilhoso mas o que é certo é que me esgota física e emocionalmente e não ter ninguém assim por perto que me socorra quase me sufoca.
Eu chorei sozinha, não falamos no assunto, eles respeitaram...mas vai daí ao final do dia tinha a família toda a oferecer-se para cuidar da Lia.
E assim foi, com alguma resistência da minha parte (porque acho que a responsabilidade de cuidar da minha filha é exclusivamente minha e do meu marido-parvoice da grossa), os meus sogros vieram ontem cuidar da Lia e eu fui direitinha às compras...ou pelo menos ver as montras.
Estive cerca de 6h ausente de casa só comigo mesma, fui tranquilamente às lojas que queria (aproveitei os saldos e comprei uns trapinhos para a Lia, que precisa mais do que eu) bebi um café ao mesmo tempo que lia um livro, em paz, embebida nos meus pensamentos.....numa palavra: rejuvenescimento.
Fez-me tão bem a mim e a ela (à Lia). Quando cheguei a casa, já os meus sogros se tinham ido embora, a pequena ao colo do pai, assim que me viu…nada (tinha acabado de acordar). Mas quando abriu verdadeiramente a pestana deu-me um daqueles sorrisos que nos leva ao paraíso e mais…desatou às gargalhadas....as primeiras. Eu e o Gerben, incrédulos e deliciados com esta prenda de Natal antecipada. São estes momentos que nos fazem esquecer os maus dias e ter a certeza que tudo vale a pena...nosso amor maior.

A minha agenda

Já tenho a minha agenda para 2015. Pequenina, bonitinha e maneirinha para não ocupar muito espaço na mala.
Ainda considerei não usar agenda no próximo ano (e servir me da do telemóvel) mas veio logo o meu homem dizer que isso não tinha jeito nenhum. Que Ana sem agenda, não é Ana e que para desorganizado já chega ele (sim porque eu tenho que o lembrar desde o aniversario da tia à consulta no dentista....nunca vi tal cabecinha que não consegue reter uma informação por mais de meia dúzia de horas, para ser generosa).
Bem, mas depois de tantos argumentos lá me decidi a comprar a minha agenda. Gosto tanto....de começar a enche-la de datas de aniversário (ainda que o fb nos lembre dessas coisas) e compromissos já marcados para o próximo ano.
Sempre que vou a uma papelaria, livraria sou capaz de me perder, acho que tenho falta de tudo, cadernos, blocos de notas, canetas.....Tudo, gosto de tudo! Ontem, na Hema, lá me segurei porque há "tralha" dessa cá em casa que chegue. Ainda tive para trazer um caderninho, uma vez que em Janeiro volto à escola mas desisti da ideia porque tenho já dois que estão pela metade, portanto enquanto não acabar esses não mereço outro.
Palavra de ordem, poupar e reutilizar recursos.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O pior e o melhor do mundo

Um filho é o pior (e o melhor) do mundo!
São 23h, há praticamente 3 horas que travamos uma batalha para a pôr a dormir.  Faço o meu turno, canso-me, esgoto-me, atinjo o meu limite. Vai o pai, cansa-se, esgota-se, atinge o  limite. Vou eu... e andamos neste ciclo há já várias noites. É uma fase, dizem! Mas quando é que acabam as fases!? Quando eles tiverem 20 anos ou mais (nalguns casos)? 
É porque são tudo fases e todas elas passam, mas depois de uma vem a outra...e eu só quero que elas acabem, ainda agora vou com quatro meses de maternidade. 
Abdicamos de (quase) tudo pelos filhos, pelo menos por um tempo. Do trabalho, das viagens, da vida social, da liberdade, dos amigos, da disponibilidade….
No início…
São os enjoos,
O mal estar,
As noites mal dormidas,
As idas à casa de banho 100 vezes ao dia e à noite, 
O desconforto, 
O cansaço, 
As dores, senhores, as dores de parto.
Depois....
As noites mal dormidas, 
Os dias que passam entre mamadas e mudas de fralda,
As cólicas, as birras...e depois devem ser os dentes, o começar a andar...e blá, blá, blá....
O cansaço é mais que muito, a paciência esgota-se, às vezes apetece chorar. 
Os nervos andam à flor da pele, às vezes (muitas) temos que fazer um do outro (mais eu) o saco de boxe. 
Já não me lembro como é tomar um longo e relaxante banho, o que é jantar a dois sentados calmamente à mesa a saborear um vinho.
Namorar, ver um fime, dar miminhos, ter qualidade de tempo um para o outro, isso pertence ao passado. 
O meu Yofi, o meu menino, o meu doce Yofi...esse não se queixa, mas parte-me o coração ver olhar triste e distante. Antes era tudo para ele, agora, enfim.
E no mais alto do desespero pergunto-me porque continuamos a querer ter filhos!? E como é que há pessoas (quase todas) se metem no segundo e até no terceiro e até no quarto...?
Será que só tiveram filhos"bons", calminhos??? Não acredito, mas se sim, sorte a delas. Ou será que a mesma hormona que nos faz esquecer as dores do parto também nos faz esquecer todas estas fases!?
E, muitas vezes, também me pergunto que tipo de ser humano é que eu estarei a criar. Vou dar tudo por tudo para fazer o melhor, mas as escolhas serão sempre dela. 
Uma vez (há já uns bons anos) a minha irmã disse-me "os filhos são do mais egoísta que pode existir". Na altura, e apenas olhando na perspectiva de filha, não compreendi, nem liguei. Mas aquilo ficou-me martelando na cabeça. Hoje, mãe recente que sou, já começo a perceber e a sentir isso. Até mesmo como filha já sinto que sou egoísta...e olhando numa perspectiva mais global somos todos (uns mais que outros) um pouquinho. 
Somos todos filhos de alguém, alguém esse que passou connosco mais ou menos o que nós passamos com os nossos filhos. 
Acredito que os nossos pais (uns mais que outros) fizeram tudo para nos dar o melhor, às vezes até com sacrifícios...e no que nos toca a nós, que sacrifícios estamos dispostos a fazer pelos nossos pais?
Parece-me que a quantidade de pessoas que entopem os lares, e os idosos que são esquecidos/ignorados nos hospitais respondem friamente a esta questão. 
E, claro, podemos arranjar mil e uma desculpas para o fazermos... a vida, a sociedade, o trabalho, a família....mas no fim de contas é apenas o tremendo do egoísmo para com quem nos deu a vida. 
Um filho é o melhor (e o pior) do mundo!
Um sorriso deles basta-nos para esquecer todas as más fases, derreter-nos o coração e acreditar que tudo vale a pena!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Lua de Mel - Cambodia - Lago Tonle Sap

Para "desenjoarmos" dos templos e descansarmos das longas caminhadas intercalamos os três dias de templos com o Lago Tonle Sap...Fizemos um passeio de barco pelo lago, visitamos as aldeias flutuantes, falamos com os nativos....Amei!!!
Esta altura do ano (Fevereiro) é a estação seca, então as águas do lago estão bastante baixas e é possível ver a altura imensa das casas. Na estaçao das chuvas (Novembro) a água sobe imenso.
É impressionante ver como estas pessoas vivem, o lago é o seu meio de subsitência.












Apercebi-me agora, mais uma vez, da quantidade de fotos que perdemos (um dia e meio). Algumas do lago, os templos que visitamos nesse mesmo dia e todo o dia a seguir passado em Siem Riep. Uma pena!
Como tal acaba aqui a minha reportangem do Cambodia. 
O que posso dizer em jeito de balanço!?
AMEI! Definitivamente. 
As pessoas são de uma simpatia sem igual. Arrisco mesmo a dizer que, por todos os lados que já visitei, foi o que mais se destacou foi a amabilidade das pessoas.  
Os templos são qualquer coisa de mágico. 
E o nosso motorista de serviço 5*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lua de Mel - Cambodia - Templos

Embarcamos no dia 20 de Janeiro, já em modo três. A Lia ia na minha barriga, com cerca de 10 semanas. Ninguém sabia.

 Cerca de 7 horinhas (salvo erro) de Amesterdão até ao Dubai. E novo embarque até Bangkok. Desta feita em business classe, à conta do voo estar completamente cheio e nós termos sido os últimos a embarcar. Caramba que faz mesmo mesmo diferença a qualidade do voo. soube a pouco. Nestas condições podia viajar 30h seguidas que não me importava nem um bocadinho.

Cegamos a Bangkok, cerca de 6 horas depois e com um atraso de 45m, quase perdemos o voo para Siem Reap (Cambodia). Quase, não fosse um simpático funcionário do aeroporto que correu connosco metade do aeroporto (que não é pequeno, vos garanto) para nós levar direitinho à porta de embarque.
Senhores, grávida, com umas 13 horas de voo em cima, a correr daquela maneira, não sei como é que a Lia hoje está aqui. Deus me valha. Chegados à porta de embarque (já toda a gente à nossa espera) dizem-nos que embarcamos se quisermos, mas as malas não seguiam. Olhamos um para o outro e eu a pensar que dava tudo para chegar ao hotel, tomar um bom banho e vestir uma roupinha lavada. Esquece lá isso e que se lixe. Siga!!! E nós seguimos.
Chegados a Siem Reap e graças a uma Epifania minha sugeri que pelo sim, pelo não fôssemos ao carrossel confirmar se as malas seguiram ou não.  E não é que seguiram, as maganas estavam ali!!!! E foi por uma unha negra que nós decidimos embarcar sem elas. Sorte!

--- CAMBODIA ---

O Cambodia é absolutamente fantástico. Um país onde a pobreza é bem visível, as infraestruturas são escassas e a simpatia/amabilidade das pessoas é única. 
Quando chegamos ao aeroporto, ao balcão, para pedir o visto reparei que os homens tinham as unhas bem compridas (e até sujas). O Gerben explicou-me depois que é umas das coisas que separa a classe baixa, das pessoas que trabalham na terra, agricultura, nomeadamente plantações de arroz, da classe média, que trabalha nos serviços. O que é um orgulho, não ter que gastar as unhas na terra. 
No Cambodia ficamos 5 dias, 3 dias para conhecer aquele que é considerado o maior complexo religioso do mundo, Angkor Wat...soberbo. 
"Angkor Wat é um templo situado 5,5 km a norte da atual Siem Reap, no Camboja. É o maior e mais bem preservado templo dos que integram o assentamento de Angkor. É também o único que restou com importante significado religioso - inicialmente hindu, e depois Budista - desde a sua fundação. O templo é o ponto máximo do estilo clássico da arquitetura Khmer. É considerado como a maior estrutura religiosa alguma vez construída, e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo." (wikipedia).
Um dia para conhecer e "navegar" no imenso lago Tonle Sap e outro para conhecer a cidade, Siem Reap. 
Para isto tudo nada melhor que o Tuc Tuc. Nós contratamos os serviços do Mr. Ty Pheng, que recomendo vivamente. Um senhor super simpático que nos levou a todo o lado. 
  











Uma coisa posso garantir, os templos são tantos e tão bonitos que é impossível eleger o melhor, mas o templo das mulheres ficou-me no meu coração. Infelizmente não tenho fotos porque graças às experiências do meu marido com a câmera, perdemos um dia e meio de fotografias :( 
o nosso motorista, o melhor, Mr Ty Pheng

Continua...