terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

...Ainda sobre casamentos

O Gerben está convidado para o casamento no qual falei no último post.
A Olga é uma amiga de longa data mas nunca viu o Gerben na vida. É o meu marido, pai da minha filha e isso basta-lhe para nem sequer ponderar não convidá-lo. É assim que fazemos em Portugal.
Aqui não é assim!!! Não, não!!!
O senhor meu marido recebeu há dias, de uma colega de trabalho, um lindo convite de casamento, o qual vinha apenas dirigido a ele.
Eu, menina Lia van der zwan e cão Yofi Manuel Guerreiro van der Zwan não estamos convidados.
Eu conheço a colega, inclusive ela já veio cá a casa, aliás à outra casa, aquando do nascimento da Lia...mas nem assim sou merecedora de partilhar com ela o seu dia especial.
Eu adoro casamentos. Estou sempre pronta para a ramboia. Gosto de ver a felicidade estampada no rosto dos noivos. É um dia de festa. As pessoas estão felizes. Gosto, gosto mesmo.
Infelizmente grande parte das minhas amigas não se casou ou não se vão casar. Portanto, casamentos é um evento a que vou muito raramente.
Neste caso perdi uma oportunidade de ir para a festa e sabem que mais. Não me incomoda nem um pouquinho. Se gostava de ir!? Gostava. Claro que sim!!! Gosto sempre. Mas o casamento é algo muito pessoal. Já me casei e compreendo. Não é um evento para somar pessoas, não é um evento para os outros casais. É um dia apenas de duas pessoas que têm a obrigação de escolher a dedo com quêm o querem partilhar.
Eu também fui muito seletiva nos meus convidados e acredito que algumas pessoas ficaram surpreendidas com o não convite mas é um direito meu e do meu marido.
Portanto fico feliz que ele vá e eu não!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ainda sobre os amigos

Sei que a amizade precisa de dedicação mas também precisa de espaço. Como amiga não sufoco. Aceito, por exemplo, que os meus amigos que não estão cá, não me venham ver. Sei que não é por isso que gostam menos de mim, tem outras prioridades e eu aceito. Como aceito que outros tenham faltado ao meu casamento ou nem se lembrem quando a minha filha faz anos. Não levo a mal. Eu também já me esqueci, já não estive presente, já falhei. Mas ainda assim estou lá.
Hoje, a Olga, ou a Guinha, como lhe chamo comunicou-me que vai casar, no verão, em Portugal. E eu quero muito lá estar. É o dia dela e eu quero abraçá-la.
Conhecemo-nos há uns 23 anos. Fomos as melhores amigas no secundário. Inseparáveis, manas de coração.
Hoje, eu na Holanda, ela no Reino Unido. Não nos vimos há uns 6 anos. Não nos ligamos sempre nos aniversários, Natais ou passagens de ano. Falamos quando precisamos, seja para rir ou chorar. Pode levar um mês ou um ano sem falarmos, é verdade. Mas quando isso acontece a espontaneidade é a mesma, a amizade é a de sempre.
Ela falhou o meu, eu não quero falhar o dela. Gosto dela, gosto muito dela.

Os amigos

Eu sou de afetos. De abraços apertados. De beijos.
Gosto de mimo, dar e receber.
Ao longo da minha vida fui fazendo amigos. Uns que eram vizinhos, outros colegas de escola, de trabalho de faculdade, outros amigos dos amigos.
Não sou de difícil acesso. Contudo seletiva com os valores, interesses, ideais de vida, por isso uns ficaram, outros foram.
Uns querem-se presentes. Outros ainda que ausentes sei-os lá.
A Holanda já me presenteou com pessoas muito queridas. Mas isto de ser expat é tramado.  
A minha Dora foi para Portugal. A Yoco voltou para o Japão. A Audrey foi para a Bélgica e a minha Bia voltou para o Brasil.
A amizade não acaba por isso...mas ficam fazendo falta os abraços, as parvoíces, as festas, as gargalhadas.
É disto que falo.



 
  
 
Sou uma laivosa, pronto, admito.
Sinto-vos a falta.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A nossa casa

Linda, espaçosa, ao nosso gosto, com um jardim a sul, numa área fantástica.
É mais do que sonhamos.
Sim. Estou, estamos encantados, apaixonados.
A nossa casa.
O nosso lar.
O nosso ninho.
Onde vamos ver a nossa menina crescer e escrever muitas memórias.
Gostamos de histórias bonitas, longas, apaixonantes e que encantam. A nossa história de amor é, para nós, digna de um conto de fadas e a história desta casa fica-lhe pouco atrás.
Eu resisti muito tempo em comprar uma casa na Holanda. Talvez não quisesse raízes firmes que me agarrassem a esta terra, que já vai começado a cheirar a casa.
Com a chegada da Lia percebemos que precisávamos de uma casa maior. O apartamento de 45 metros quadrados que nos acolheu durante estes 4 anos tornou-se demasiado pequeno para dois adultos, um bebe e um cão. 
Rapidamente me apercebi que, por cá, comprar é mais vantajoso que arrendar (pelo menos na nossa perspectiva). Arranjamos então uma situação provisória para permanecer na casa antiga com um bebé e alguma qualidade de vida. Demo-nos, mais ou menos um prazo de um ano para, com calma e coerência procurar a casa dos nossos sonhos...ou pelo menos tentar.
A Lia tinha pouco mais de um mês de vida quando vimos a primeira casa. Gostamos...mas, mas era a primeira e havia problemas de vizinhança. Esperamos, não tínhamos pressa. A seguir vimos outra e mais outra e ainda outra, uma dezena, quiça uma centena. Algumas que íamos gostando, muitas que não, outras que tentamos comprar. Consideramos sair de Amesterdão, procuramos num raio de 30 Km, mas Amesterdão é a nossa cidade.
Aos meses passados juntava-se a impaciência, algumas lágrimas, às vezes a esperança, outras vezes o desespero...havia sempre qualquer coisa contra. Brigamos, choramos, chegamos ao ponto de quase desistir do que realmente queríamos. E o que queríamos nós?
Casa térrea com pelo menos 115 m2, com jardim para sul ou este. Dentro de Amesterdão, numa zona calma, residencial e com muitos espaços verdes à volta.  Onde a cozinha e a sala pudessem ser integradas. Onde tivéssemos 3 quartos de dormir bonzinhos, com casa de banho espaçosa para ter banheira e duche, um sótão com espaço, de preferência sem vizinhos à frente e atrás e, cereja no topo do bolo, a um preço e em condições que pudéssemos remodelar...TUDO!
Se esta casa existia duvidamos muitas vezes, mas era-nos tão difícil abdicar de alguma destas coisas.
Um dia, bendito, a visita a uma casa levou-nos para uma área da qual não nos tínhamos lembrado. A casa que visitamos tinha uma distribuição pouco pratica e depressa desistimos, mas aproveitamos o dia soalheiro de Junho para passear o Yofi no parque que avistamos.
 O Yofi, sempre ele, este bastardinho que nos guiou um ao outro, também ele nos guiou ao nosso ninho. Perdoem-me os menos românticos, mas foi ele mesmo que escolheu o caminho.
Demos por nós a caminhar entre um canal e os jardins virados para sul de umas casas jeitosas. Demos por nós a olhar para as pessoas deitadas ao sol no jardim e a suspirar por uma daquelas casas.  O exterior já preenchia todos os requisitos. De repente deparamo-nos com um dos jardins meio abandonados e o interior da casa vazio. Borboletas na barriga.
Falamos com uma das vizinhas que nos disse a que cooperativa a casa pertencia e que supostamente a mesma ia para venda. Na semana a seguir lembra-nos de ir ver a casa, enquanto os construtores ainda a vazavam.  Tivemos sorte, fomos encontrar dois senhores muito simpáticos, que nos fizeram a visita guiada a uma casa que nos nossos corações já nos pertencia. Era mais do que queríamos. Tinha tudo o que desejávamos e alguns extras.  
Entramos imediatamente em contacto com a cooperativa de habitação, o responsável pela mesma estava de férias. Esperamos. Regressou e com ele trouxe um balde de água fria. Na altura estávamos nós também de férias em Portugal e foi na praia que recebemos a fria noticia que a casa já tinha novo contrato de arrendamento assinado. Não era para vender mas sim para arrendar.
Não sofri. Aquela era a minha casa, no mais intimo de mim sabia-o
 A Lia fez 1 aninho.
O nosso prazo (desejado) chegara ao fim. Continuávamos a ver outras casas. Mas aquela não me saia do coração.
Muitas vezes peguei no carro e ia espreitá-la. Dois meses passados e ainda desabitada.
O Gerben não queria, discutimos, pediu-me para esquecê-la e eu pedi-lhe para contatar novamente a empresa. Pedi-lhe para o fazer por mim, por nós!
Ele ouviu-me e não tardou o grande dia chegou...A casa era nossa!
A nossa casa. O nosso sonho.
Dia 12 de Outubro recebemos as chaves e fizemos a festa. Depois de dois longos meses de completa remodelação mudamo-nos a tempo do Natal. Um mês passado e esta é tão a nossa casa.
Ainda há tanto para fazer, vamos fazendo com tempo, com amor, com prazer e dedicação.
Mais uma vez a vida provou-me que a paciência é tão mais importante que a urgência.
Que não devemos desistir dos nossos sonhos, por mais impossíveis que nos pareçam. 


 O que temos à volta...

 
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Em 2016

Desejo saúde, desejo amor, abraços apertadinhos, mais gargalhadas - daquelas que fazem doer a barriga.
Quero dançar mais ao som de uma música maluca de pijama, na minha sala, com os amores da minha vida.
Quero mais dias de sol e aprender a aproveitar e apreciar os de chuva.
Quero mais passeios de bicicleta em familia. 
Quero reaprender a ver o copo meio cheio.
Quero estar mais com quem me faz bem. 
Quero encontrar nos problemas as soluções e nas dificuldades as oportunidades. 
Quero dar mais tempo as pessoas que as coisas.
Quero ouvir mais música e ler mais.
Quero usar menos o telemóvel e deixar de seguir vidas, que não me dizem respeito.
Quero ser mais activa. Mais participativa. 
Quero ser mais optimista. Voltar a ser espontânea. Não deixar que o medo, os receios me congelem.

Quero concentrar-me no que me faz bem, o que deixa em paz e me leva às gargalhadas.
No que realmente importa.

Bem-vindo 2016!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Adeus 2015


O livro de 2015 está encerrado.
365 páginas completamente em banco que foram preenchidas.
Umas mais felizes, outras menos.
Umas mais completas do que outras.
Não controlamos tudo. De todo. Este ano provou-me isso, da pior maneira.
Podemos sim, tentar, fazer de cada dia o melhor. 
Podemos sim mentalizarmos que a vida é uma passagem muita curta e torná-la o melhor possivel devia ser, quase, uma obrigação de cada um de nós.

Deste ano guardo bons momentos, momentos felizes com aqueles que moram no meu coração.
Não foi um ano mau, mas não foi um ano fácil.
Foi um ano que me colocou à prova tanto fisica como emocionalmente. Emocionalmente muito.
Foi um ano de conquistas. Concretizamos um dos grandes objectivos que tinhamos para este ano.

Foi um ano que me mostrou a minha impotência. Foi um ano que me roubou pessoas.
Foi um ano que se fechou com muita dor.
Foi o ano em que vivi o dia pior de todos.

Adeus 2015.

Bem-vindo 2016...

Dezembro encerra os 12 capitulos

Em Dezembro mudámos.
Em Dezembro recebemos.
Em Dezembro perdemos.
Em Dezembro chorámos ao dia pior.

Balanço: 
Dor
Coisas boas: 
Abraços
Uma palavra: 
Impotência
 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O dia mais curto do ano

Há dias que ficarão para sempre gravados no nosso coração.
Há dores que não se esquecem.
Há histórias que não se chegam a escrever.
No dia mais curto do ano, que de tão triste chegou a ser bonito.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Em Novembro são 11

O Novembro é nosso.
Celebramos o -nosso-amor.
Celebramos a vida.
Novembro das revelações e das mudanças.

Balanço: 
Bom
Coisas boas: 
O amor
Uma palavra: 
Surpresa
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os avôs

Sinto umas saudades dos meus que até dói.
Partiram cedo demais. Uns atrás dos outros, quase. Sem me conseguir despedir. Mentira. O meu avô esperou por mim.
Guardo-os a todos num lugar muito especial no meu coração. Lembro-me deles vezes sem conta. No cheiro de uma comida, num ditado popular, num dia de chuva, numa palavra.
Tenno tantas e tão boas recordações de cada um deles.
Partiram cedo demais e eu não sei se lhes disse o quanto os amava. O quanto foram importantes para a minha vida, para a minha pessoa. Talvez nunca o tenha dito, não venho de uma família que mostra facilmente afetos. Mas sei que o mostrei, num gesto, num sorriso, numa palavra.
Partiram cedo demais e eu sinto que não os aproveitei. Era muito nova. Adolescente e acreditando que as vidas são eternas e há sempre o dia de amanhã para aproveitar. Às vezes não é assim.

A primeira a partir foi a avó Victória, mãe do pai. Dela lembro-me da tardes de fim e semana passadas a fazer bolos. Eu fazia e ela comia. Eu adorava imitar as senhoras que apareciam na televisão a fazer receitas. Colocava tudo dentro de tacinhas como elas faziam e ia explicando à única espectadora, que aprovava sempre o resultado final. A avó Victória fazia o melhor gaspacho que eu já comi, descascava-me a romã e tirava os baguinhos para eu comer a colherada. Não sabia ler nem tinha televisão em casa. Mas todos os anos ia para a nossa casa ver o “Natal dos Hospitais”, não gostava de ver telenovelas porque os atores andavam sempre aos beijos na boca e isso era de mais para ela. Gostava que lhe lesse livros ou revistas e eu lia. Sempre gostei de ler. Um dia encasquetou com a palavra típica. Eu dizia típica e ela dizia pitica, e eu repetia ti-pi-ca e ela muito atenta repetia comigo cada silaba mas quando era para repetir tudo sozinha ia dar ao pitica. E assim ficamos. Não era uma mulher de afectos, não. De vez em quando andávamos às turras. Não queria que eu brincasse com os rapazes, chama-me machota. Eu não gostava e fazia pior.
Partiu cedo demais. Inesperadamente, na véspera de um Natal. Já lá vão quase 13 anos.

O avô José Marques, seu esposo, partiu, sem saber, com ela nesse dia. Ninguém sofreu como ele esta perda. Ninguém. Era o meu avô, o único que conheci com vida. Era um doce de avô. Homem grande, de olhos claros, lindo, lindo. Gostava de rir e de comer. Recordo-me de ele no meu quarto a perguntar-me como dava eu de comer a tanta família (referindo-se às minhas bonecas). Gostava tanto quando ele me deixava andar na sua burrinha. É por ele que este blog se chama A Salsinha. Eu era a sua salsinha e ele não sabe a falta que me ficou fazendo ou talvez saiba.
Partiu pouco antes de um ano depois da avó Victória. Duas perdas enormes em menos de um ano. Duas pessoas que fizeram de mim pessoa.

A avó Sezaltina, queria eu tê-la conhecido com saúde. Julgo que ninguém a parava. Mulher forte, determinada, teimosa até, não tivesse a vida sido tão dura. Com pouco mais de 40 anos viu-se viúva com uma filha de 14 anos (a minha mãe) e um filho de 17 anos para acabar de criar e educar sozinha, em tempos em que uma sardinha se dividia por toda a família.
Parte uma perna poucos anos depois, que a deixa entrevada para o resto da vida e como se isso não bastasse ainda carrega consigo a diabetes. Vida dura, numa pessoa tão doce. Não me recordo de a ver amarga ou sofrida com a vida. E ela sofreu tanto. Meu Deus. Sofreu até nos meus braços. Houve tempos que a alimentei de iogurtes naturais com bolachas integrais, dados a colher, como hoje faço com a minha filha. Todos eles, mas esta avó tão especial, a minha confidente. Foi no colo dela que chorei as primeiras lágrimas de amor. Partilhei com ela coisas que jamais partilhei com a minha mãe.
Os avôs são isso mesmo, uma espécie de segundos pais, mas mais tolerantes, mais leves, mais descomprometidos.
Esta avó que cuidava de 5 netos aos mesmo tempo,cada um mais traquina que o outro. Que me dava o leite sempre na mesma chávena da pombinha e enquanto eu comia o pão barrado com margarina ela contava a história da dita pombinha. Esta avó que também não sabia ler nem escrever e me diziam para estudar muito e aproveitar porque os estudos eram a maior riqueza que os meus pais me davam. Ainda pensei em ensiná-la a escrever. Nunca, sequer, tentei. Esta avó que gostava tanto de viver e nem nos dias de maior dor e sofrimento desistiu da vida. Enfrentou uma doença terrível, perdeu duas pernas, perdeu a dignidade até, mas nunca perdeu a esperança e o sorriso.
Não partiu quando todos o esperamos, partiu, sim, inesperadamente, quando assim o entendeu. Não cheguei a dizer-lhe adeus.  
Cada um à sua maneira. Foram todos tão especiais e tão importantes para mim. Até o avô Jacinto que só conheci em fotos o foi. O pai querido da minha mãe, de quem ela ainda hoje chora a falta.
Os meus avôs olham por mim que eu sei. Falo tantas vezes com eles. Agradeço-lhes, rezo por eles.
Gosto tanto deles e fazem-me tanta falta. Gostava de tê-los outra vez, de aproveitá-los mais e de lhes mostrar o quanto importantes são/foram na minha vida.

...
A minha Lia vive longe de todos. Uns (os meus pais) que só vê duas ou três vezes ao ano, por razões obvias e os outros, que vivem bem mais perto, nem por isso são tão mais presentes ou disponíveis quanto eu desejaria.
Sinto que ela está a crescer sem conhecer verdadeiramente este laço tão bonito, este amor tão imprescindível. Dói-me um nadinha pensar nisto.
Desejo de todo o coração que ela tenha tempo para conhecer os avôs, para criar memórias boas, para desfrutar deste sentimento tão bom.

sábado, 31 de outubro de 2015

10 capitulos em Outubro

Em Outubro fomos felizes. 
Concretizamos. Planeamos. 
Recomeçamos. Celebramos. 
 
Balanço: 
Felicidade
Coisas boas: 
A nossa casa
Uma palavra: 
Renovação

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Rendida

Completamente apaixonada e rendida por estes dois.
Quando me diziam que o amor de mãe era grande, era muito grande. Era maior. Era imenso...
Eu não acreditava.
E, no fundo, não é verdade. Por que ele não é só grande, maior e imenso. Ele é muito mais.
Ele é infinido, inexplicável e incondicional.
Todos os dias. Cresce e não cabe cá dentro.
Amor é uma palavra que definitivamente só conhecemos quando passámos a ser MÃE!


Nunca fui capaz de dizer (sentindo) amo-te a ninguém. Disse-o, erradamente, algumas vezes na minha vida. 
Ao meu marido digo adoro-te, gosto de ti, I love you, ik hou van jou. 
A ti, Lia, AMO-TE!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

6 anos de amor com pêlos

O meu bebé maior fez 6 anos.
Não sei ao certo o dia em que ele nasceu, mas o veterinário atribuiu-lhe o dia 03/10. Por isso é o dia que lhe cantamos os parabéns e o enchemos cheio de mimos (mais ainda do que é normal).
Amo-o tanto.
E ele a mim.
Precisamos tanto um do outro.
É o meu bebé. Serás sempre.
Deste-me tudo o que tenho hoje Yofi.
Uma vida inteira não me chega para pagar a divida que tenho para contigo.
Vou fazendo o que posso.
Amando,
Cuidando,
Mimando.
Amo-te meu grande amor.





quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Setembro - capítulo 9

Começamos em contagem decrescente para o fim das 365 páginas. 
Estamos nas 273 e no fim do 9 caítulo. 
Deste fizemos o melhor que podemos. 
Brindamos ao(s) reencontro(s).
Acalmamos o coração e agradecemos baixinho. 

 
Balanço: 
Muito positivo
Coisas boas: 
O(s) reencontro(s)
Uma palavra: 
Gratidão
 
Obrigada Setembro. 




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Queixumes de uma mãe

Percebemos que não queremos que o nosso bebé 'cresça' quando continuamos a ir às compras (coleção outono/inverno) e compramos o tamanho mais pequeno possivel. Chegamos a casa e percebemos que há uma série de coisas que vão apenas servir nesse mesmo dia.

Eu vou ser uma mãe tão chata, tão carraça. Eu que me 'queixo' tanto da minha, por ser tão preocupada e ....blá, lá, blá. E eu para a qui a pensar que se calhar até vou ser pior.
Oh Deus dê paciência à minha cria.

...ahhhh ela é só um bebé. OK? 13 meses. Um projectinho de gente....
E já começou a andar. E eu que pensava que ela só devia começar a andar lá para os 18 meses. Não sei porquê!? Pensava...

Parece que todos os dias gosto mais dela. Deve ser só impressão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Meu querido mês de Agosto

8 capítulo.
Agosto será para sempre um mês especial. O mês em que nasceu o meu amor maior. 
Este foi bom.
Levou-me a Portugal.

Fez-me acreditar.
"Deus escreve certo por linhas tortas". 

Balanço: 
Bom
Coisas boas: 
A minha MÃE
Uma palavra: 
Esperança
Obrigada meu querido Agosto. 



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Um ano de AMOR

13 de Agosto de 2014 - 14:03

Fizeste UM ano amor da minha vida.
Um ano cheio de tanto. Um ano em que eu já não sei o que é a vida sem ti.
Um ano em que me ensinaste a ser mãe.
Fizeste um ano e eu chorei.
Chorei de amor.
Chorei ao recordar o momento em que te recebi nos braços e gritei “é o meu bebé”. Choro sempre que o recordo. Tamanha é a emoção.
Chorei pela benção de te ter.
Chorei por não querer viver mais sem ti!
Chorei por um dia ter ponderado não ter filhos.
Chorei pela possibilidade de ter morrido sem conhecer este amor desmedido e descomprometido.
Chorei de felicidade.
Chorei de amor.
És o meu bebé. És minha. És tão minha.
Digo-te sempre “’És minha”.
Quando dizes “ma-ma-ma”, eu digo-te “EU, eu sou a tua mamã”. Que orgulho.
Gosto tanto de ti meu amor. Gosto tanto.
Parabéns. 











sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Viciada

Eu me confesso!
Qualquer minutinho que tenho para mim. só para mim é com ele que ando entretida.
Ai como eu gosto de um bom livro, que não me sai da cabeça. Aquele desespero para saber o que acontece a seguir. Seguir a vida das personagens como se fosse a minha própria vida. Tão bom.
É com estes livros que consigo me esvaziar.
Já tinha lido do mesmo autor "A Leste do Paraiso", que também me deixou presa.
'As Vinhas da Ira' são uma lição à sobrevivência, ao desespero e ao valor da família e da dignidade humana.
Fantástico este livro, que me custou umas boas 50 páginas até me viciar. Já o tinha tentado ler uma vez, mas ainda não era a altura. Eu sou daquelas que acredita que todos os livros tem um espaço, um proposito, uma lição, na nossa vida. Desta segunda tentativa para o ler, estive quase para desistir. Mas não o fiz acreditando na crítica, que o tem como uma das obras primas da literatura.
Merece todos os créditos.