quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bye bye 2014


E pronto chegamos ao fim de mais um ano....Que eles passam a correr, já todos nós sabemos, ou pelo menos essa é a noção que temos depois dos 25, aos 30 já achamos que eles passam a voar e também já me disseram que depois dos 40 já nem damos por eles.
O ano de 2014 deu-me o melhor presente de todos, nasceu a minha princesinha e a minha vida mudou radicalmente, nada será como dantes. A maternidade tem tanto de extenuante como de maravilhoso. Poder conhecer este amor tão genuíno, tão puro, tão intenso que se sente por um filho é um verdadeiro privilégio e um milagre. Este foi sem dúvida o acontecimento mais marcante e bonito de 2014.

Desejo que 2015 me traga muita saúde para mim e para todos, claro, para a minha família, que são o meu tudo.
Pode parecer banal a questão da saúde, mas o que é certo é que ela é fundamental, sem ela tudo se torna mais difícil, então que venha em doses industriais.
Pediria também uma boa dose de paciência porque sinto que às vezes ela me falta, paciência para educar a minha filha, paciência para aceitar o que não posso mudar, paciência comigo mesma, com os meus sonhos e desejos.
Força de vontade e persistência para lutar pelos meus projectos e tenho tantos para 2015. A força de vontade move montanhas. Aprendi desde muito cedo que nada cai do céu, mas se formos corajosos, lutadores, persistentes, a seu tempo , colhemos os frutos.
Aqui, parece-me tudo mais difícil, os invernos, que são o meu maior dilema, duram demasiado, fazem mossa….é como querer submergir, mas algo nos empurra para baixo.

Então que entre 2015 com muita saúde, esperança e optimismo. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fomos a Berlim

Ainda não conhecíamos e aproveitamos estes dias de mini férias para irmos os quatro a mais esta capital europeia. São pouco mais de 600km e faz-se muito bem de carro. 
Toda a gente que a conhece tece comentários muito positivos e realmente é tudo verdade. É uma cidade que vale muito a pena a visita. Nós queremos voltar, até porque foi pouco tempo e estava um frio de gelar os ossinhos. Depois das 16h era impossível andar na rua com um bebé, tal era o frio. Nevou e tudo, o que tornou o cenário ainda mais bonito e gélido. 
Para mim o nazismo, a perseguição aos judeus é o acontecimento mais vergonhoso e triste da história da humanidade e são muitos os vestígios nesta cidade. Há inclusive o memorial às vítimas do Holocausto. Eu não faço questão de explorar este assunto, nem fazer grandes visitas e cultos a espaços que mostram as perseguições que estas pessoas sofreram.
Porquê? Porque me magoa, porque me envergonha, porque me faz doer cá dentro de tal maneira que prefiro “ignorar”.
Outro assunto e no qual, felizmente, já me venho habituando nestes países nórdicos é a livre circulação do Yofi por todo o lado. Em Berlim não foi excepção. Ficámos num hotel muito bom, extremamente bem situado, praticamente no centro, onde o Yofi foi muito bem-vindo.
Ele andou sempre connosco e nunca tivemos problemas, restaurantes, metro, autocarro….Não entramos em museus, possivelmente não seria permitido. Fico sempre impressionada com a facilidade que é andar com ele para todo o lado, sem nos preocuparmos se é permitido ou não.
Ainda hoje me enviaram uma noticia sobre o facto de algumas pousadas de Portugal passarem a admitir cães de porte pequeno/médio a partir de 2015, como se fosse uma grande coisa e até mesmo como se Portugal fosse um país pioneiro. A pessoa que escreveu a noticia chega mesmo a dizer qualquer coisa como que isto prova a hospitalidade dos portugueses….e eu apetece-me mandar a hospitalidade dos portugueses nesta matéria para o caralh…..e não vale a pena estender-me mais neste assunto porque, pelo menos, quem gosta de cães perceberá as minhas razões.
Ahhh, só para terminar, até parques de campismo é praticamente impossível encontrar um em Portugal onde eles sejam admitidos….Enfim, é por estas e outras que amo o meu país...e me vou deixando ficar por cá mais uns aninhos. 
E porque já me desviei o suficiente do assunto original do post, aqui ficam algumas fotos.  









O primeiro Natal da pipoca

Os natais aqui têm sempre um sabor agridoce. Ainda que este tenha sido muito especial, com a presença da nossa pipoca, o que é certo é que natal sem a minha mãe não tem sabor a natal. 
Fiz a árvore de natal, coloquei lá os presentes, acendi as luzinhas…mas este sentimento de que o natal está a 2400km de distância não passou.
Natal é quando estou com os meus, a minha mãe, a minha irmã, as minhas sobrinhas…comermos o dia inteiro, passarmos o dia à lareira a ver os filmes do costume. Este é já o terceiro que passo cá e todos os anos digo que para o ano é lá, ainda não foi este.
A noite de 24 para 25 fomos para a casa dos meus sogros, que são uns querido e tentam por tudo fazer me feliz. Sinto que me saiu a sorte grande por ter caído no meio desta família tão querida.
À nossa espera estava uma mesa muito bonita, uma grande árvore de natal e uma casa com muitas velinhas e luzinhas, verdadeiramente gezellig. 





domingo, 21 de dezembro de 2014

5 anos de muito amor

Faz hoje precisamento 5 anos.
Ia só vê-lo.
Veio comigo para casa numa caixa de cartão.
A minha vida nunca mais foi a mesma.
Mudou...para melhor.
O coração ficou cheio de uma coisa a que chamam AMOR.
Era uma, passamos a ser dois e de três passamos a quatro.
Obrigada Yofi e obrigada a quem lá de cima toma tão bem conta de nós. OBRIGADA.







És tão NOSSO macaco!!!
 

Querido Pai Natal

Tu sabes que eu não sou de pedir....só saudinha. Essa pode vir em doses industriais. E não peço mais porque acho que já tenho tanto....MAS....uma máquinazinha de lavar louça por estas alturas dava um jeitão do caraças. 
Eu já vivi 36 anos e meio sem uma, por estas mãozinhas já passaram tantos pratos, tachos e panelas que impossível estimar. Com ou sem luvas foi tarefa que nunca me importei muito de desempenhar. Aliás tenho até fotos que provam a ginástica que fazia quando lavava a louça gravidissima....toda eu era barriga e os meus bracinhos curtinhos mal chegavam à pia....e nem nessa altura me queixei. 
Mas agora, mãe de família, com outras responsabilidades/prioridades acho que já mereço uma. Penso que já paguei a minha penitência durante estes mais de 36 anos de muita louça suja. 
É porque por cada minuto que perco com a dita tarefa é menos qualidade de tempo com a minha cria....e isso faz-se espécie. 
Para além disso e se me atraso com as tarefas é ver-me a tentar lavar a louça fazendo o mínimo de barulho possível, precisamente para não perturbar o sono da cria. Bem, se calhar preciso é de uma casa maior, mas ok, vamos por partes, para já a fico-me só pela máquina.     
Só mais um argumento, cá em casa temos mais ou menos implantada a regra do que cozinha fica livre dessa tarefa, contudo até nisso estou em desvantagem. Eu consigo cozinhar quase sem sujar nada, já o meu homem, haja panelas, tachos, taças, colheres e afins que ele precisa de tudo!!!! Não sei o que se passa naquela bendita cozinha, eu gosto muito dos cozinhados dele, hoje então esmerou-se...mas acreditem que depois do jantar, ir à cozinha facilmente apanha-se uma indigestão....esta noite devo ter passado uns belos 45 minutos a lavar toda uma montanha de louça, depois disto já jantava era outra vez. 
E pronto, posto isto...acho que até mereço. É para o bem de todos nós e inclusive fortalecer os laços familiares.   

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Me, I and myself

No domingo passado fomos passar o dia à casa dos meus sogros com a família holandesa toda presente: oito adultos e sete crianças, uma animação. Tinhamos imenso para comemorar: O Sinterklaas, que já la vai mas ainda não tinhamos trocado as prendas. Cumpriu-se a tradição e junto à prendinha vinha o tal poema, o primeiro da Lia. O aniversário da minha sogra, os 4 meses da Lia (que teve direiro aos parabéns com um delicioso bolo de chocolate e mousse...delicioso, de chorar por mais) e o novo trabalho do meu cunhado (irmão do Gerben). Aqui abro um parentesis à coragem dele, pai de família com dois filhos, fisioterapeuta de formação e que o último trabalho que teve era na área comercial. Ele é todo dado ao ambiente, natureza, energias renováveis, vida saudável e afins. Tem uma horta, onde planta as suas coisinhas. O que é certo é que já há algum tempo que andava insatisfeito/frustrado com o seu trabalho....e vai daí (sem mais nem menos) despede-se sem ter nada. Com certeza que não foi de ânimo leve porque a vida custa a todos, com ceretza que foi uma decisão ponderada com a  mulher, que ficou a "sustentar" a casa e ele a desempenhar o papel de pai a tempo inteiro. Não sei quantos homens que eu conheço fariam isso? E também não sei se eu o faria? O que é certo é que ainda esteve alguns meses sem trabalho (e "temeu-se o pior") mas eis que finalmente arranjou um trabalho que lhe serve que nem uma luva. Basicamente vai ser conselheiro de educação. Pelo que percebi vai orientar os miúdos que tem que escolher uma área de estudo. Escusado será dizer que está feliz da vida e nós todos também...muito orgulhosos. Gosto mesmo do meu cunhado, Aliás gosto daquela família toda.
E aqui parece-me que se aplica o ditado, a sorte protege os audazes.
Posto isto, a razão deste post é outra. Quando lá cheguei e vi aquela familia toda junta (que também é a minha e tão bem que o demonstram), os miúdos aos gritos, os sorrisos, a alegria, a partilha...deu-me assim uma pontinha de nostalgia e vai daí começo aos prantos. Não foi bem assim, porque quando vi que não conseguia segurar as lagrimas fui para um cantinho discreto (com o meu homem atrás). Porque chorei? Por tudo e nada. As saudades da família, mais um Natal que passo sem a minha mãe, um natal que a minha mãe passa sem a Lia, o primeiro dela. A minha família é pequenina, os natais nunca foram assim nada de grandioso dado a dimensão da mesma e eu sempre senti falta de ter uma mesa cheia e muita confusão. Deus fez-me a vontade e deu-me esta família emprestada que é tão grande, unida e entusiasta. Obrigada.
O que é certo é que as minha lágrimas também revelaram o meu cansaço emocional. A super mulher que sempre quero ser foi-se abaixo. Cuidar da minha bebé é maravilhoso mas o que é certo é que me esgota física e emocionalmente e não ter ninguém assim por perto que me socorra quase me sufoca.
Eu chorei sozinha, não falamos no assunto, eles respeitaram...mas vai daí ao final do dia tinha a família toda a oferecer-se para cuidar da Lia.
E assim foi, com alguma resistência da minha parte (porque acho que a responsabilidade de cuidar da minha filha é exclusivamente minha e do meu marido-parvoice da grossa), os meus sogros vieram ontem cuidar da Lia e eu fui direitinha às compras...ou pelo menos ver as montras.
Estive cerca de 6h ausente de casa só comigo mesma, fui tranquilamente às lojas que queria (aproveitei os saldos e comprei uns trapinhos para a Lia, que precisa mais do que eu) bebi um café ao mesmo tempo que lia um livro, em paz, embebida nos meus pensamentos.....numa palavra: rejuvenescimento.
Fez-me tão bem a mim e a ela (à Lia). Quando cheguei a casa, já os meus sogros se tinham ido embora, a pequena ao colo do pai, assim que me viu…nada (tinha acabado de acordar). Mas quando abriu verdadeiramente a pestana deu-me um daqueles sorrisos que nos leva ao paraíso e mais…desatou às gargalhadas....as primeiras. Eu e o Gerben, incrédulos e deliciados com esta prenda de Natal antecipada. São estes momentos que nos fazem esquecer os maus dias e ter a certeza que tudo vale a pena...nosso amor maior.

A minha agenda

Já tenho a minha agenda para 2015. Pequenina, bonitinha e maneirinha para não ocupar muito espaço na mala.
Ainda considerei não usar agenda no próximo ano (e servir me da do telemóvel) mas veio logo o meu homem dizer que isso não tinha jeito nenhum. Que Ana sem agenda, não é Ana e que para desorganizado já chega ele (sim porque eu tenho que o lembrar desde o aniversario da tia à consulta no dentista....nunca vi tal cabecinha que não consegue reter uma informação por mais de meia dúzia de horas, para ser generosa).
Bem, mas depois de tantos argumentos lá me decidi a comprar a minha agenda. Gosto tanto....de começar a enche-la de datas de aniversário (ainda que o fb nos lembre dessas coisas) e compromissos já marcados para o próximo ano.
Sempre que vou a uma papelaria, livraria sou capaz de me perder, acho que tenho falta de tudo, cadernos, blocos de notas, canetas.....Tudo, gosto de tudo! Ontem, na Hema, lá me segurei porque há "tralha" dessa cá em casa que chegue. Ainda tive para trazer um caderninho, uma vez que em Janeiro volto à escola mas desisti da ideia porque tenho já dois que estão pela metade, portanto enquanto não acabar esses não mereço outro.
Palavra de ordem, poupar e reutilizar recursos.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O pior e o melhor do mundo

Um filho é o pior (e o melhor) do mundo!
São 23h, há praticamente 3 horas que travamos uma batalha para a pôr a dormir.  Faço o meu turno, canso-me, esgoto-me, atinjo o meu limite. Vai o pai, cansa-se, esgota-se, atinge o  limite. Vou eu... e andamos neste ciclo há já várias noites. É uma fase, dizem! Mas quando é que acabam as fases!? Quando eles tiverem 20 anos ou mais (nalguns casos)? 
É porque são tudo fases e todas elas passam, mas depois de uma vem a outra...e eu só quero que elas acabem, ainda agora vou com quatro meses de maternidade. 
Abdicamos de (quase) tudo pelos filhos, pelo menos por um tempo. Do trabalho, das viagens, da vida social, da liberdade, dos amigos, da disponibilidade….
No início…
São os enjoos,
O mal estar,
As noites mal dormidas,
As idas à casa de banho 100 vezes ao dia e à noite, 
O desconforto, 
O cansaço, 
As dores, senhores, as dores de parto.
Depois....
As noites mal dormidas, 
Os dias que passam entre mamadas e mudas de fralda,
As cólicas, as birras...e depois devem ser os dentes, o começar a andar...e blá, blá, blá....
O cansaço é mais que muito, a paciência esgota-se, às vezes apetece chorar. 
Os nervos andam à flor da pele, às vezes (muitas) temos que fazer um do outro (mais eu) o saco de boxe. 
Já não me lembro como é tomar um longo e relaxante banho, o que é jantar a dois sentados calmamente à mesa a saborear um vinho.
Namorar, ver um fime, dar miminhos, ter qualidade de tempo um para o outro, isso pertence ao passado. 
O meu Yofi, o meu menino, o meu doce Yofi...esse não se queixa, mas parte-me o coração ver olhar triste e distante. Antes era tudo para ele, agora, enfim.
E no mais alto do desespero pergunto-me porque continuamos a querer ter filhos!? E como é que há pessoas (quase todas) se metem no segundo e até no terceiro e até no quarto...?
Será que só tiveram filhos"bons", calminhos??? Não acredito, mas se sim, sorte a delas. Ou será que a mesma hormona que nos faz esquecer as dores do parto também nos faz esquecer todas estas fases!?
E, muitas vezes, também me pergunto que tipo de ser humano é que eu estarei a criar. Vou dar tudo por tudo para fazer o melhor, mas as escolhas serão sempre dela. 
Uma vez (há já uns bons anos) a minha irmã disse-me "os filhos são do mais egoísta que pode existir". Na altura, e apenas olhando na perspectiva de filha, não compreendi, nem liguei. Mas aquilo ficou-me martelando na cabeça. Hoje, mãe recente que sou, já começo a perceber e a sentir isso. Até mesmo como filha já sinto que sou egoísta...e olhando numa perspectiva mais global somos todos (uns mais que outros) um pouquinho. 
Somos todos filhos de alguém, alguém esse que passou connosco mais ou menos o que nós passamos com os nossos filhos. 
Acredito que os nossos pais (uns mais que outros) fizeram tudo para nos dar o melhor, às vezes até com sacrifícios...e no que nos toca a nós, que sacrifícios estamos dispostos a fazer pelos nossos pais?
Parece-me que a quantidade de pessoas que entopem os lares, e os idosos que são esquecidos/ignorados nos hospitais respondem friamente a esta questão. 
E, claro, podemos arranjar mil e uma desculpas para o fazermos... a vida, a sociedade, o trabalho, a família....mas no fim de contas é apenas o tremendo do egoísmo para com quem nos deu a vida. 
Um filho é o melhor (e o pior) do mundo!
Um sorriso deles basta-nos para esquecer todas as más fases, derreter-nos o coração e acreditar que tudo vale a pena!