sábado, 31 de dezembro de 2011

Yofi`s wish


Eu desejo que todos os cães do mundo seja respeitados, cuidados e amados tal como eu.
Eu desejo que haja mais pessoas a adoptar animais.
Eu desejo que nenhum cão do mundo seja abandonado ou maltratado.
Um bom 2012 para todos nós!!!!

I have a wish

O ano está mesmo, mesmo a terminar, não sou muito de fazer balanços e balancetes só porque um novo ano está a começar. Faço-o quando acho que tem que ser, independentemente da altura do ano.
Contudo este foi de facto um ano de grandes mudanças na minha vida e só tenho uma coisa a dizer: OBRIGADA!!!!
E porque estou tão agradecida por todas as coisas boas que me aconteceram, para 2012 desejo muita saúde e amor, todo o resto vem por acréscimo.
FELIZ 2012!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Está quase

Por aqui já há alguns dias que se anda a festejar o novo ano. Por todo o lado se ouvem os fireworks, que por esta altura é permitido a toda a gente, miúdos e graúdos. 
Como tal também será permitido a mim mesma amanhã. Diz quem sabe que Amesterdão amanhã mergulhará numa loucura total. 
E estarei cá para assistir e juntar-me à festa. 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Por um mundo melhor



Gosto imenso desta publicidade da Coca-cola, que vê o lado positivo da vida. Eu também sou uma optimista e ainda que não ignore os problemas do mundo prefiro ver o lado positivo. E também se vê o lado positivo quando se tenta melhorar um pouco do que nos rodeia. De que vale sermos sensíveis se nada fizermos para ajudar. E não, não falo de dinheiro ou não falo só de dinheiro, não é só com dinheiro que podemos ajudar. É fazendo voluntariado ou darmos de nós mesmos (dar sangue por exemplo, mostrarmo-nos disponíveis para os nossos amigos, ajudarmos quem nos pede ajuda na rua, adoptar um animal…e por aí a fora). Eu acredito nestes pequenos gestos e chocam-me pessoas que constantemente arranjam desculpas para não fazer nada, com a simples desculpa que o poço é nada. Para mim antes pouco que nada!
Também já ouvi dizer que dar uma esmola a quem precisa promove/incentiva ao peditório. Eu acredito que isto vem da boca de pessoas que nunca passaram necessidades.
Não, nem sempre dou, ou mesmo quase nunca dou esmolas, mas há situações que a minha intuição me manda dar.
Um mundo melhor faz-se de pessoas generosas, pessoas que pensam nos outros, pessoas que não são alheias ao sofrimento seja de pessoas ou animais.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Só mais uma coisinha....

Eu, pessoa organizada e certinha nunca fui de partir muitas coisas, esporadicamente acontecia. Contudo, desde que me encontro em Amesterdão tem sido uma coisa por demais, são copos, pratos, canecas, enfim o que me vier parar as mãos começo a duvidar que fique inteiro. Um dos meus últimos feitos foi um frasco praticamente cheio de base que,  para além de ser a cor perfeita para mim, o que não é fácil de encontrar me deu uma grande trabalheira a limpar (quer dizer a mim não, ao meu homem, que me viu num ataque de nervos tal e antes que eu fizesse uma loucura preferiu ele limpar). 
Consegui transportar este karma comigo e qual foi das primeiras coisas que fiz quando cheguei à minha casinha em Portugal????? Rasguei inconscientemente 3 (digo três) fantásticos vales para usar nos Hotéis Vila Galé, num total de 150€...coisa pouca, quase irrelevante.
Poderão imaginar a minha cara de desespero, não, não podem, mas quase me  joguei do 5º andar abaixo.
E torno público isto só para me castigar mais um pouco.
Era só isto!!! Boa noite, eu vou sonhar com a fantástica estadia num Vila Galé à minha escolha, que não irei ter!



2000

Quando criei a Salsinha foi uma forma de ocupar o tempo e desabafar o que me ia na alma. Sinceramente, para mim não era mais que um diário, pois é entre outras coisas a minha vida diária, alegrias, tristezas, sentimentos, opiniões, conquistas e derrotas. 
O que aos meus olhos poderia não ser interessante, aos olhos de outros o é, pois revêem-se, riem-se, comovem-se....A Salsinha fez-se "ouvir" e tem seguidores diários, que me dão um feedback fantástico e me fazem escrever, pensar e repensar. 
É curioso, ou não, mas quando voltei a Portugal, foram várias as pessoas que me encontraram, cumprimentaram e referiram a Salsinha. Quando digo que é curioso, refiro-o porque nunca escrevo a pensar que alguém vai ler. Mas é facto que lêem.
Gostava de ter mais tempo para escrever, pois ideias não me faltam. 
Mas fica a promessa  que a Salsinha está para durar.
Obrigada mais uma vez a todos que vêem cá espreitar, estamos todos de parabéns!!!

voltar...

Passaram apenas dois meses, não é nada, mas tudo parece diferente e aquela sensação que já não pertenço a este lugar.
Quando se viaja, ainda que por muito tempo, tem-se como último destino a nossa terra, o nosso lugar, a nossa casa. Agora a viagem é diferente, é o inverso, estou aqui de passagem e o meu regresso, o meu destino será outro lugar que não este. Talvez por isso este sentimento de não pertença a este lugar.
Cheguei de noite e o primeiro grande impacto foi a diferença de temperatura. Não estava frio, a contrastar com a brisa gélida que já se faz sentir em Amesterdão. 
No dia a seguir a ter chegado esteve um dia fantástico de sol, quente mesmo!! Não via o sol praticamente desde que abalei. Nunca lhe tinha sentido verdadeiramente a falta, mas agora apercebo-me o quanto é importante e saudável viver num país com sol de inverno, a  falta que ele me faz. 
A praia....tive que a ver, ouvir...que saudades que tinha do barulho das ondas. Fiquei-me ali a pensar em nada, a desfrutar apenas daquele momento mágico. Percebendo que a felicidade está mesmo nas pequenas e simples coisas da vida. 
A minha casa pareceu-me diferente...vazia, já não a sinto como minha, a minha está a muitos quilometros de distância. 
Agora, aqui, na minha terra, na terra que me viu crescer e que me dá esta sensação de paz. Aqui sinto-me sempre em casa! Quem me dera eternizar este momento, que me dera poder voltar a este lugar sempre que o desejasse, não apenas em pensamento. 
Muitas vezes, longe, lembro-me da serenidade que este lugar me traz. Gosto tanto de estar aqui!
Não tarda é hora de partir novamente...
Lutão, 25 de Dezembro de 2011.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tomorrow...Portugal

Amanhã, por esta hora, se Deus quiser estarei em Faro, na minha casinha.
O que sinto??? Não sei! É um misto de ansiedade, nervosismo e sei lá mais o quê!!!
Passaram só dois meses e não sinto assim tanta falta de nada (não falo de pessoas)!
Vai ser estranho entrar na minha casa e conduzir o meu carro, disso tenho a certeza.
Vou sozinha e por isso, uma parte de mim ficará cá. Passar este Natal sem o Gerben e o Yofi significa estar só meio feliz. Em contrapartida estarei com a minha família e amigos, mas lá está estarei meio feliz.
Ainda estou cá e já tenho saudades.
Vou só por cinco dias, e na altura de reservar os bilhetes foi o que nos pareceu mais conveniente, tendo em conta o tempo, preço e trabalho...blá, blá, blá...hoje só nos faz sentido estar juntos, enfim serviu-nos de lição!!
Estou desejando desesperadamente ver, abraçar e beijar a minha mãe, que amo mais do que tudo na minha vida (sinto um nó na garganta agora mesmo).
Já me imagino com ela ao pé da lareira, a contar as minhas aventuras e a petiscar qualquer coisa.
Bem, não há tempo para mais, vou fazer a mala!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Pai Natal é bonzinho

Adivinhem o que estava à minha espera, na minha casa, quando cheguei à pouco do trabalho, gelada até às orelhas?? Irra que já começou a fazer frio a sério.
 
Não, não era esta menina!!! ihihih
Era esta mantinha com mangas linda, quentinha e muito fofinha. E que já está aqui no sofá a fazer-me companhia. Tão bom.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Voltei, voltei

Estou de volta para mais uma semana agitada.
Foi um fim de semana, literalmente, longe das novas tecnologias e com muito convívio familiar, caminhadas pela floresta, jogos, brincadeiras e muito divertimento.
O Yofi, esse, fez as delícias das crianças. Este cão é um espectáculo, está preparado para tudo, é um guerreiro!!!! 
No caminho de volta fui presenteada com um pequenino nevão, pois é, foi a minha estreia com a neve, aqui, nos Países Baixos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Give me a break

Tanto para fazer e tão pouco tempo a ter....carradas de papeis para ler, mas ler para aprender e saber fazer!!!!!!
Estudar, estudar, estudar!!!! ahh a propósito deste subject estou com um sapo entalado na  garganta que não me sai. Eu sou uma menina certinha, eu sei!!!! Como tal gosto de estar em todo o lado e não falhar a nenhum dos meus compromissos que para mim são lei suprema (seja ir tomar um café com alguém seja chegar a horas ao trabalho, aulas....e por aí). Sim eu sou assim, ave rara, mas orgulho-me muito disso. Por isso quando falho ainda que não o saiba, fico a culpar-me durante uma semana. Isto tudo para dizer que quando iniciei o curso de holandês eram suposto serem 3 manhãs (terças, quartas e sextas) à excepção do mês de Dezembro, onde não iríamos às quartas porque blá, blá, blá...assim foi até esta quarta, onde já houve aulas. Vocês foram??????
Pois eu também não e metade da turma idem, porquê, mês de Dezembro, qual é a parte que eu não percebi!!!? A parte foi que num x dia, à hora x a professora, que é uma querida e é mesmo, lembrou-se que todos falávamos e compreendíamos todos muito bem holandês e deve ter dito "ok, já podem vir às quartas" e eu devo ter sorrido que nem uma tonta, como quem percebe tudo e pronto na quarta faltei e fui muito feliz até hoje chegar e me dizerem, "faltaste" e foi preciso dizerem-me uma centena de vezes porque eu estava de veras incrédula. Eu sei que não é um big drama, mas a mim faz-me moça!!!!! Ok!!!
Voltando ao assunto desta mensagem, pois também sei que amanhã é fim de semana e que devia ter todo  tempo do mundo para colocar os meus assuntos em dia, mas assim não vai ser. Compromissos familiares inadiáveis me esperam. Mesmo agora estou à pressa para fazer as malas, pegar no homem e no cão meter-me num comboio e ir algures para uma cidade deste país para um fim de semana só em família.
Portanto relax, talvez no próximo, assim espero!!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tratamento de rainha

...ahhh, mas apesar de não ter uma massagem, uma praia, uma bicicleta de BTT e uma piscina à minha espera é sempre bom chegar a casa depois de um dia de trabalho e ter o nosso homem e o nosso cão à nossa espera com um enorme sorriso e abanicos de rabo, com uma casa cheia de velas acesas, um bom copo de vinho tinto, um delicioso jantar e um lindo ramo de flores....e aquele olhar como se fossemos as mulheres mais lindas e especiais do mundo.
Como tal nem tudo é mau e depois do estudo talvez ainda ganhe de bónus uma massagem.
I feel like a real Queen!!!
(agora tenho mesmo de estudar, as rainhas também tem obrigações).

Relax

Preciso disto:


Tenho saudades disto:



E disto também:
 Idem...



Coisas que me dão tanto prazer!!!
De momento contento-me em ESTUDAR para a aulinha de amanhã de manhã (vamos lá ver como se dizem as horas em holandês).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Parabéns à Salsinha

A Salsinha está de parabéns e são vários os motivos:
- 1 mês de existência;
-  1743 visitas;
- É vista em Portugal, Holanda, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Guadalupe, , Irlanda, França, Austrália e México (é uma mulher do mundo);
- 10 seguidores;
- 50 mensagens publicadas;
- Excelente feedback dos seguidores.
 Por tudo isto a Salsinha está muito feliz e orgulhosa.

Obrigada, do coração, a todos os que a seguem.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Só mais uma coisa...


Apetece-me dizer isto:

O meu mundo não é como o dos outros! Quero demais, exijo demais. 
Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo. 
Pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa. 
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê! 
(Florbela Espanca)


Ok, esta última frase não é o que estou a sentir, mas desde sempre me lembro de amar esta poesia e hoje sinto-me nela.



Busy

Só tenho uma coisa a dizer, busy, busy, busy e a partir de amanhã é capaz de ficar um nadinha pior. Nada que eu não esteja habituada e até goste. Mas quem esteve cerca de um mês e meio com todo o tempo do mundo para fazer o que bem entendia foi uma mudança muito abrupta.
Enfim, quando tudo me parecer mais familiar, quando deixar de ter receio de apanhar a linha de Metro errada, ou sair quilómetros antes ou depois da minha paragem, sou capaz de começar a achar piada....afinal a moça do "monte" ainda mora em mim.
Já agora, não era para escrever mais, mas apetece-me partilhar, há precisamente 11 anos atrás mudava-me para Faro. Aquela aldeia grande, que hoje é para mim, na altura parecia-me uma enorme cidade. Recordo-me de uma vez ficar numa paragem de autocarro no meio da Avenida Calouste Gulbenkian e ter que andar, talvez uns dois quilómetros até à minha casa porque conhecia aquele caminho e não quis arriscar outro.
Não gosto de me sentir perdida é um facto e com timings para cumprir muito menos.

O que me sabe bem é pensar que daqui a uns bons meses vou conhecer esta cidade como as palmas da minha mão, seja de bicicleta, a pé, de metro, tram...wherever! I love this city.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Predilecta, boa para a avó e para a neta

 O que eu me fui lembrar,sabia mesmo bem agora.
Adorava abrir os pacotes porque traziam brindes, normalmente bonequinhos em borracha.
Ai, acho que estou a ficar velha.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Um Sapatinho...


 
...no meu sapatinho. O Pai Natal já chegou cá para as minhas bandas.
São lindos não são. Espero que me tragam muitas alegrias e poucas quedas.
Gosto tanto!!!

Maluquices

Há quanto tempo não colocam em casa a música aos berros e dançam como se não houvesse amanhã????
Façam-no! Sabe tão bem!!!!! No meu caso tenho um cão a acompanhar-me  que faz pior que eu!!!

Esta vontade de fazer nada

Ando mesmo preguiçosa e quando vou ao parque com o Yofi e vejo dezenas de pessoas a correr e a fazer desporto é impossível não ficar com sentimento de culpa. 
Para quem fazia BTT todos os fins de semana e natação duas vezes por semana, custa!!! Sinto tanta falta de enfiar a cabeça dentro de água, dar umas boas braçadas, ter aquela sensação de relaxamento e no fim sentir-me tão tranquila e leve, é mesmo bom. 
Aqui, o que não faltam são piscinas, mas a mim falta-me a vontade de lá ir pôr o pezinho, tenho a sensação (errada, pois claro) que são geladas. 
O que me vai valendo é que dou grandes passeios a passo apressado no parque com o cão e desloco-me de bicicleta para todo o lado, vá, não é bem assim, quando chove vou de tram (o eléctrico).  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pedacinho de mim


 
Andava a cuscar blogs de pessoas conhecidas e emocionei-me com o da Sunrise porque ela  adoptou um patudo e obviamente que me lembrei do dia em que fui buscar o Yofi. Está quase, quase a fazer dois anos. Dois anos fantásticos da minha vida, parece um talismã, este meu cão. Não é por nada que ele se chama Yofi e nem fui eu que lhe dei o nome, já vinha incluído no pacote. 

A Origem do nome é Hebraica e significa a beleza de Deus (é o que os Israelitas dizem quando querem expressar a beleza de algo).
O que sinto por ele é tão grandioso que se me ponho para aqui a divagar muito acabo aos prantos.
Ainda há dias num dos passeios matinais, enquanto olhava para ele a correr felicíssimo atrás dos pássaros, pensava aconteça o que acontecer na minha vida haverá sempre espaço, tempo e lugar para o Yofi. É impensável que assim não seja. Refiro isto porque quando me mudei para cá, toda a gente me perguntou o que ia fazer ao cão. Como se o cão fosse um par de sapatos que se deixa em qualquer sítio. Acredito que para muita gente um par de sapatos seja mil vezes mais importante que um cão, mas isso são outros quinhentos.
Eu só seria feliz com ele ao pé de mim, tal como agora, a escrever isto e a olhá-lo deitado no sofá junto a mim. Consigo ter saudades dele, depois de cinco minutos sem o ver.
É um cão fantástico, brincalhão, humilde, sociável, inteligente, activo.......... E não sou só eu que acha isso, as pessoas que já cuidaram dele também reconhecem isso. É um cão muito especial.
Quando o adoptei não foi ele que teve sorte, fui eu!!!
Muita gente choca-se quando faço comparações com ele e com filhos e pronto poderá não ser legítimo porque não sou mãe. Contudo, o Yofi ensinou-me muitas coisas e a maior delas foi compreender,  valorizar e respeitar as preocupações que a minha mãe têm para comigo. Eu preocupo-me se ele não come, se tosse, se tem frio…..enfim.
Não quero de todo fazer comparações, contudo só desejava que todas as crianças do mundo tivessem o amor, a dedicação e o conforto que o meu cão tem.
Só mais uma mensagem às pessoas que criticam quem tem cães em apartamentos.
Eu vivi 21 anos no campo e desde sempre tive cães, reconheço as vantagens para cães e donos do que é viver em “liberdade”.
Contudo, tenho a certeza que se o meu cão pudesse responder por mim diria “prefiro mil vezes viver num apartamento do que continuar num caixote do lixo entregue à minha sorte”.
Infelizmente, há muitos Yofis a precisar de um colinho, não interessa o espaço, a única coisa que eles pedem é comida e atenção. O que nos dão é pura lealdade.
Amo-o com tudo o que há em mim. 
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Desabafos - 1

Por falar em palavras, palavras novas, sabem como se escreve trinta e três em holandês?????
Estão preparados???
Drieëndertig
Se tentarem ler em português, não é nada disso, digo-vos só que no final acaba em qualquer coisa como "terr".
Bem, não escolhi o 33 por ser difícil, nem pouco mais ou menos, escolhi porque é a minha idade e tenho que a saber dizer!!!
Por falar em dificil, vamos dizer que o meu blog está com este número de visitas:
1419
Mil quatrocentos e dezanove
Veertienhonderdnegentien

E pronto já desabafei!!

As palavras


Adoro falar e agora redescobri que adoro escrever. Mas o que eu gosto mesmo é das palavras, o que podemos fazer com elas, a sua força, a sua magia.
Claro que as mães são suspeitas, a minha sempre me disse que eu aprendi a falar muito cedo e correctamente, entendia-se perfeitamente o que queria dizer. Era muito explicada, como diz a minha mãe.
É um facto, adoro falar e confesso que sou melhor faladora, do que ouvinte, apesar de concordar com o ditado “se temos dois ouvidos e uma boca é porque devemos falar menos e escutar mais”. Já me esforcei por isso, mas pode-se muito pouco contra a natureza e a minha é de falar. 
Ainda que diga ser uma não boa ouvinte, adoro ouvir que fala bem, fico deslumbrada. 
Desde pequenina que as palavras me cativaram. Quando oiço uma palavra que não conheço, logo que me é possível vou ao dicionário, sou assim desde sempre.
Ainda me recordo de algumas que me marcaram imenso:
Ósculo e platónico, estas aprendi com uma professora de português, talvez no sétimo ano.
Céptica, esta foi daquelas que ouvi e disse, tens que ser minha, depois de saber o significado faz parte do meu leque.
E tantas outras que me ficaram no ouvido como pragmático, laica, resiliência (esta aprendi já na universidade), assertividade, empatia, paradoxo, sustentável (esta aprendi na escola secundária e adorei o significado)… São imensas e todos os dias aprendo novas (quer dizer agora aprendo mais em holandês, ihihih)
Gosto de falar com vocabulário diversificado e meter paixão e entusiasmo nas palavras.
Na universidade tinham colegas que apontavam, no gozo, as palavras, ditas caras, que eu usava. Elas não sabem que eu sei, mas sempre soube e agora é público.
Não me importo nada, nem levo a mal esta pequenez de espírito e sabendo disso até gosto de fazer pior.  

As palavras exercem em mim um enorme encantamento.  

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Janelas indiscretas

Haverá muitas coisas a dizer sobre as casas na Holanda, têm sem dúvida muitas particularidades, hoje apetece-me falar de uma em especial. As Janelas. Essas senhoras grandes e desnudadas. E é sobre este último detalhe que me vou focar.
Ora bem, aqui, em Amesterdão as casas são praticamente todas rasteirinhas, isto é, não são prédios altos (esses só existem mais na periferia) tem cerca de 2, 3 andares.
No rés-do-chão, as janelas sendo enormes são construídas a cerca de um metro, metro e meio do chão. Voltando ao pormenor acima mencionando além de grandes são, praticamente todas, desnudadas. Aqui o conceito de cortina não faz muito sucesso. E acredito que as que tem cortinas são as dos estrangeiros, assim como a minha, que já as têm. Ainda sobrevivi alguns largos dias sem elas, mas foi só até o vizinho do prédio da frente se lembrar em me acenar um dia. Estava eu descansadinha na minha sala e ele armou-se em engraçadinho, no dia a seguir teve este desgosto. Toma lá cortina, não há cá confianças para ninguém!
Voltando então a esses janelões indiscretos, anda uma pessoa a passear o cão seja de dia, seja de noite e vê-se obrigada a andar a mirar a casa dos outros. E vê-se de tudo, é a família que está a jantar, as crianças a ver televisão, o senhor estendido no sofá...e por aí adiante. 
Enfim, é que não há olho que aguente, eu bem tento, mas quando dou por mim lá estou a cuscar outra vez. Claro que não me ponho parada a observar, vou passando e olhando. Simples. O mais engraçado e constrangedor é quando olhamos e os que estão de dentro olham também. Oh valha-me a Santa. Ao que parece eles não se importam nada, até gostam.
Aproveitando a conversa, o que isto tem de bom é que pude perceber que todas ou quase todas exibem uma fantástica mini biblioteca. Eles privilegiam muito a leitura, que é incutida de país para filhos, lêem em todo o lado e aposto que andam sempre com livros atrás.
É tão cultural que as próprias casas já vêm preparadas para os livros. Pelo menos a minha já vinha com prateleiras e mais prateleiras embutidas na sala. E o que eu gosto disto!!! 



 Não interessa nada se 90% do conteúdo da minha mini biblioteca é holandês, 9% inglês e 1 % português. O que interessa é que tenho estes livros todos a olhar para mim e um dia hei-de conseguir lê-los.  

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nederlandse les - 2

Adorei, adorei, adorei a minha primeira aula de Neerlandês, ainda que não tenha percebido muita coisa, pois a professora falou sempre em holandês, só utilizando o inglês quando não percebíamos patavina. É bom, pois acaba por se tornar mais fácil, a língua tem que nos ficar no ouvido.
O grupo é jovem e completamente multicultural: Perú, Marrocos, Egipto, EUA, Ucrânia, Alemanha, Hungria, Polónia, Inglaterra...).
Pelo que me apercebi sou a que está há menos tempo na Holanda, há pessoas que já cá estão há anos, como tal já percebem bem mais do que eu. 
Vim de lá toda contente, conheci pessoas novas, falei e ri imenso (coisas que eu não gosto nada de fazer) aprendi qualquer coisa. E que saudades que eu tinha de pôr os neurónios a trabalhar verdadeiramente, aprender todos os dias um pouquinho, adoro, adoro regras, horários para cumprir, ter que estudar, ter disciplina para isso. tal...não é normal, eu sei, mas eu gosto!!! Não sei se daqui há uns tempos continuo a dizer o mesmo, a ver vamos. 
Este é sem dúvida um grande e árduo desafio a que me proponho, mas eu gosto disso. Quanto mais difícil melhor, querer é poder!!! como eu quero já tenho 50% do caminho percorrido. 
Acho que já disse isto algures, de qualquer maneira fica novamente a informação a quem possa interessar. 
Estes cursos são dados pelo governo, temos é de estar registados na Holanda e no governo local (neste caso Amsterdam). Inscrever-mo-nos, depois chama-nos para uma entrevista (no meu caso foi em inglês) para averiguar a nossa motivação, posteriormente temos que fazer um exame de lógica para nos colocarem num nível. O nível vai de 1 até 5 e não tem propriamente a ver com o que já sabemos ou não de holandês, mas sim com as nossas perspectivas futuras no país e também as habilitações académicas que já possuímos.
Eu pedi para ficar no nível V, uma vez que ambiciono trabalhar na minha área (educação social) e quiçá no futuro tirar cá uma especialização.
O meu exame confirmou que estava apta a  entrar no nível mais elevado, obviamente que começo a aprender a língua de raíz, mas a um ritmo mais acelerado, o que vai exigir muito estudo e dedicação da minha parte (trabalhinho de casa).
O curso é durante um ano, 9 horas por semana (no meu caso três manhãs). Terei que fazer vários testes para ir avaliando o meu progresso. No final terei de realizar um exame, o NT2, (escrever, ler, ouvir e falar). Passado o exame terei direito a um diploma de Neerlandês como segunda língua. 
Ao que parece aqui é necessário para se poder trabalhar com formação académica. 
Aqui podem pesquisar mais detalhes: 
http://www.brasileirosnaholanda.com/guia/naturaliz/exame_nt2.htm
http://www.cve.nl/item/staatsexamens_nederlands_als
Tive direito a todo o material (pasta, livro, CD, capa) e o melhor, all for free. Pois é, acho que esta é uma informação preciosa. 
Antes de vir pesquisei imensos cursos e eram caríssimos, a determinada altura o Gerben descobriu esta benesse para estrangeiros, é fantástico e de aproveitar. Contudo não vai durar por muito mais tempo, pois a crise também se começa a sentir aqui.
Como tal, mais uma razão para me empenhar ao máximo e é já! Mãos à obra.  




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nederlandse les - 1

Amanhã de manhã começo, finalmente, as aulas de Neerlandês e pareço uma menina que vai à escola pela primeira vez....nervosa e ansiosa.
Acho que vou começar o dia a dizer: Ik ben Ana.
Bom, vou mas é dormir a ver se isto me passa. 
Até amanhã, sonhos docinhos. 



Sinterklaas

Na Holanda a figura do Pai Natal não é tão famosa, aqui o protagonista é o Sinterklaas: 
"Segundo a tradição holandesa, em meados de Novembro, São Nicolau, ou Sinterklaas, chega de barco de Espanha, trazendo presentes. Todos os anos é oficialmente acolhido por uma cidade diferente, num evento com direito a cobertura televisiva a nível nacional. Depois de ser cumprimentado pelo presidente da Câmara, São Nicolau monta o seu cavalo branco e desfila pelas ruas. Este acontecimento inaugura a estação das festas e vai criando entusiasmo que termina na véspera do dia de São Nicolau, no dia 5 de Dezembro. As crianças deixam o sapatinho junto à lareira, bem como cenouras e feno para o cavalo. Na manhã seguinte, encontram presentes nos sapatos.
A noite de Sinterklaas é sempre celebrada em família com muita festa.
Os adultos e adolescentes trocam presentes com embrulhos engraçados acompanhados de um poema (Sinterklaasgedicht) feito pelo doador. Desse jeito cada pessoa, em nome de Sinterklaas, pode fazer referências a certas características da pessoa e acontecimentos engraçados sem se revelar como doador do presente."

E pronto sendo assim, aqui não se trocam presentes na noite de 24 para 25 mas sim hoje, ou melhor no fim de semana que passou.
Para além disso se não há Pai Natal também não há renas (aqui não há Rodolfo, tanto que eu gosto dele). 
O Sinterklaas anda acompanhado dos Zwarte Piet (Pedro Preto)  os ajudantes que distribuem moedas de chocolates e outros doces. 
Eu fui esbarrar com eles algures em Utrecht no fim de semana passado. 

É Natal, é Natal

Bem, sempre ouvi dizer "quem não chora, não mama" e é mais que verdade. Andei a choramingar pelos cantos, dizendo que nem uma árvore de Natal tinha aqui neste país gelado. 
Eis se não quando o meu homem me aparece hoje em casa com um pinheiro de Natal verdadeiro e as bolinhas e as fitinhas e as luzinhas...Este homem não existe, acho que foi inventado à minha medida, estraga-me com mimos. 
O mais engraçado é que transportou este pinheiro, que é maior do que eu na bicicleta dele, deve ter sido bonito. 
Pronto, lá teve que ser, metemos mãos à obra com o cão a olhar curiosamente para nós e...txarammmmmm



 Espero que a bichinha sobreviva amanhã na minha ausência, cheira-me que o Yofi vai querer investigar.


O meu popó

 
Era bom, não era!!! Era mesmo bom que este menino fosse meu aqui por estas bandas, mas foi apenas por um fim-de-semana alugado, deu para matar o vício de conduzir.
Ahhh é muito lindo este carro, pequenino, redondinho, com o tablier em beje...fofinho, fofinho.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Patinagem

Pronto, e assim se passou mais um domingo, desta vez a patinar. Se não me engano foi a terceira vez que o  fiz e não me saí nada mal. Depois do medo inicial passar, lá me consegui aventurar devagarinho no meio da pista. É uma sensação fantástica, quando lhe apanhar o jeito até danço. Para o resto das pessoas que lá andavam parecia tão fácil, até as criancinhas, andam com uma naturalidade. Pudera, parece que já nascem com uns patins nos pés aqui. 
Alias, ao que parece nascem com uns patins nos pés e vem montados numa bicicleta...ihihihi brincadeirinha. 
 Adorei e não caí...desta vez ;)
 

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Não sou de açúcar"

Vou mesmo ter que me habituar a andar  à chuva, é um facto!!! Que falta que o meu carrinho me faz aqui, mas para já o único veículo que me espera lá fora é de duas rodas.
Há cerca de 15 anos atrás conhecia esta linda expressão "eu não sou de açúcar", dita por uma amiga minha belga que estava mais do que habituada a andar a chuva. 
Na perspectiva dela e na perspectiva dos países que tem muita chuva, como este, as pessoas não derretem por andar à chuva, daí esta linda expressão, o açúcar é que derrete. Mas se pensarmos que eu sou muito docinha se calhar até derreto. 
Opa, não gosto nada de me sentir molhada e ter que secar a roupa no corpo, para dali a nada me molhar outra vez. 
Aqui, é tudo tão natural, fazem tudo à chuva, andam, correm, pedalam... Mal sabem o que é um guarda-chuva e depois ando eu a passear-me pelo parque de guarda-chuva em punho e a sentir-me tontinha porque está aquela chovinha "molha parvos". Ora não molha, mas mói e se for durante muito tempo até molha. Ora essa!!!
Pronto, já desabafei, já me sinto melhor, mas nem por isso mais conformada, vai ter mesmo que ser.
Bom fim de semana!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Portugal - Holanda

Tenho um homem aos gritos cá em casa a dizer que vai vestir o cão de laranja no dia 17/06/2012. Ele até o pode vestir da cor que quiser, mas o coração do cão é vermelho e verde, não há nada a fazer.
Valha-me a Santa:
17/06/2012 - 19h45 (hora portuguesa)
Portugal - Holanda (Europeu)

Olha, que vença o melhor, que é como quem diz, que vença PORTUGAL!!!!


É português, é bom!!!

Hoje não houve muito tempo para escrever.  Tenho imensas ideias que tenho que colocar no papel, mas tenho que ter tempo para isso e ultimamente começo a sentir que o meu tempo é escasso, ainda agora é agora, como diz a minha mãe. 
De qualquer maneira há tempo para ouvir uma musiquinha e ando "apaixonada" por esta menina. Lindo, lindo, tão fácil de ouvir que já contagiei o meu homem. Se ele gosta é porque é mesmo bom...porque de música percebe ele.
Enjoy...


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Miminhos

O que se faz numa tarde fria e chuvosa???
A Salsinha decidiu ir para a cozinha e fazer uns miminhos de canela.
Fácil, fácil:
100g de açucar
125g de manteiga
250g de farinha
Canela q.b

Derreter a manteiga no microondas, depois juntar com o açúcar e o ovo, mexer bem e por fim vai-se juntando a farinha aos poucos. 
O objectivo é ficar uma massa consistente e que se molde bem, depois é dar a forma que se quer aos bolinhos e passá-los por canela. Vai ao forno, durante 20 minutos, num tabuleiro anti-aderente ou untado com manteiga e polvilhado com farinha (para os bolinhos não pegarem). 
 Atenção ao tempo da cozedura, se for tempo a mais ficam duros. 
Et Voilá


Houve alguém cá em casa que gostou bastante ;)

1000

OBRIGADA!!!
E venham mais 1000!!


Simbiose perfeita

Para quem ama bicicletas e cães, este vídeo está para lá de espectacular. ADORO!!!


O diário do Yofi - 2


Está um frio lá fora, que não se aguenta ;)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Detalhes - 2

Fazer o bem, sem olhar a quem!!!

Sem dúvida um dos meus lemas de vida.

Boa noite.

Da janela da minha casa


Está paradinha aqui mesmo em frente, será que me vieram buscar e não me avisaram. Upsssss

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Muda de vida

Sabem uma coisa, se soubesse que isto de mudar de ares era tão bom já o tinha feito há mais tempo!!!
É bom mudar de vida, de morada, de hábitos, de rotinas…recomeçar praticamente do zero. É fantástico, é como viver outra vida (e eu nem estava cansada da minha).
Sério, arrisquem, há tanto a ganhar, ainda que nem tudo corra na perfeição, cai-se, levanta-se, não é aquele caminho, vai-se pelo outro, aprende-se, cresce-se, evolui-se…
Não deveria haver medos ou receios que pudessem travar a vontade de mudar porque a mudança é sempre positiva a quem está descontente. A vida é, efectivamente, efémera e não há tempo para perder, há sim muito para descobrir. 
Palavras sábias, as deste senhor, António Variações: 

Muda de vida
Se tu não viveres satisfeito
Muda de vida
Estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida
Não deves viver contrafeito
Muda de vida
Se há vida em ti e outro jeito

Ver-te a sorrir, eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens
Que ser assim

Para os mais indecisos, este livro é capaz de dar uma ajudinha:

Lembre-se:
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver


Adeus vidinha boa

A vidinha boa está quase, quase, quase a chegar ao fim.....e eu estou tão, tão, tão feliz por isso. Não fui mesmo talhada para estar parada, pode não ser normal, mas estou em pulgas para ter aquela sensação que as 24h do dia não me chegam. YUPIIII
Novidades em breve...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Como tudo começou – última parte

Segunda-feira, dia 08 de Novembro de 2010, depois do trabalho lá fui eu rumo à Tavira jantar com o “desconhecido” (por esta altura ainda não sabia dizer o nome dele).
Jantámos, conversámos, rimos, olhá-mo-nos. Sim, ainda que tudo muito discretamente reparei que ele nesta noite me olhava de maneira diferente. Como a minha auto-estima, por esta altura, andava a “beijar” o chão não quis ver coisas além do óbvio. Contudo a ânsia de o ver de novo e prolongar o mais possível os momentos juntos eram uma constante de ambas as partes. Por esta altura já havíamos combinado encontrarmo-nos no fim-de-semana, num determinado lugar. Obviamente que não havia segundas intenções a única coisa que havia era uma imensa vontade de estarmos juntos, nunca nos questionando o porquê as coisas iam acontecendo naturalmente.  Tão naturalmente que quando nos despedimos nessa noite, ele foi levar-me ao carro, deu-me dois beijinhos na face e sem sabermos explicar as nossas mãos encontram-se e ficaram por momentos coladas uma a outra, como se quisessem eternizar aquele momento. Foi estranho, até constrangedor mas sem dúvida um momento único e inesquecível nas nossas vidas.
Já em casa, às 3h30 da madrugada, envio-lhe a pedido dele, uma mensagem a dizer que tinha chegado bem e bem à maneira portuguesa (sem qualquer propósito) despeço-me com um “beijo”. Minutos depois recebo esta mensagem: “You said beijo!!! I`m a very happy man now. Muito feliz. I`ll miss you too and very much looking forward to next weekend. I think you`re a incredible girl”.
Mal podia acreditar no que estava a ler, confusa e estranhamente feliz adormeci.
Claro, que no outro dia ao acordar tudo parecia um sonho, por momentos acreditei mesmo que era, a mensagem da noite anterior confirmou-me a realidade.
O que mais me surpreendia era que naquele estado de espírito em que me encontrava como é que alguém tão interessante se poderia interessar por mim.
Nunca tive problemas de amor-próprio e sempre me relacionei muito bem comigo mesmo mas aquela fase não era de todo a melhor da minha vida, ainda assim não passei despercebida aos olhos de um desconhecido.
Três dias depois de o conhecer ele já me falava assim: “And about Holland, don`t worry. If this is real love we make it happen. Trust me….I`m very serious about it, you`re special”.
Agora revivendo esses momentos, passado um ano, parece que foi tudo muito rápido, mas possivelmente é isso que faz a diferença quando a ligação que se sente é tão forte, tão natural, tão genuína e tão bonita.
Voltamos a ver-nos na quinta-feira, dia 11 de Novembro, em Loulé. Foi estranho! Já “éramos namorados” mas aquele foi o momento do primeiro beijo. Quando mais conhecia aquele homem, mais o adorava.
No dia seguinte, sexta-feira, fui ter com ele a Monchique e passamos um fim-de-semana fantástico. O primeiro do resto das nossas vidas.
Subimos a Foia de bicicleta, o que também marcou este momento.
Estava a viver momentos inesquecíveis e inigualáveis aos 32 anos, contudo as certezas quanto ao futuro daquela relação eram nenhumas. Mesmo aqueles momentos valiam por tudo e não queria deixar de os viver.
Certo é que tive a prova que eu era de facto uma pessoa muito especial (não que ele não me o fizesse sentir a todo instante) quando me disse que gostaria de deixar a bicicleta e outros objectos pessoais na minha casa, para eu ter a certeza que aquilo não era apenas momentâneo, mas sim algo muito serio na vida dele. Foi, de facto, um momento muito marcante para mim e, dadas as circunstâncias, foi a certeza que ele voltaria.
E voltou, um mês depois de ir para a Holanda, voltou a Portugal, por 4 dias, para passar a Passagem de Ano comigo.
Ao longo dos meses fui tendo uma relação de amor/ódio com o aeroporto de Faro. Era viver a felicidade e o amor do reencontro (as borboletas na barriga, a ansiedade) e o ódio e a tristeza da despedida (as lágrimas e a saudade).
Não é fácil. Não foi fácil!   
Ao longo de 11 meses perdi a conta às vezes que o Gerben voltou a Portugal. Chegava a ir duas vezes no mesmo mês. Tal como ele me disse três dias depois de me conhecer: “. If this is real love we make it happen. Trust me”.
Eu vim pela primeira vez a Amsterdam, em Abril. Onde fui muito bem recebida por amigos e família. Apaixonei-me também por esta cidade maravilhosa e decidi, ao contrário do que havíamos planeado, ser eu a vir morar para cá.
Era impensável vivermos separados por cerca de 2500Km por muito mais tempo, por isso tal como tudo a decisão foi tomada naturalmente.
Já me perguntaram se foi amor à primeira vista. Não, não foi! Não me apaixonei por ele assim que lhe pus a vista em cima….mas…é verdade que nunca mais o quis longe da minha vista!!!
Adoro-o todos os dias da minha vida mais e até mesmo aquilo que não adoro, não têm importância comparado ao que sentimos um pelo outro.
Tal, como a minha querida avozinha materna me dizia, todo o tacho tem a sua tampa certa. Há umas que dão melhores que outras, mas só uma serve na perfeição.
Assim é o amor…
…..e tudo começou apenas porque eu lhe mostrei o caminho!